Quarta, 09 de Setembro de 2026
25°C 26°C
Salvador, BA
Publicidade

RELATO REAL: JOVEM CUBANO REFUGIADO NO SUL DO BRASIL REVELA A DURA ROTINA SOB VIGILÂNCIA POLICIAL, CENSURA E MISÉRIA EM SEU PAÍS NATAL

Em depoimento exclusivo gravado no Rio Grande do Sul, imigrante cubano detalha a repressão a quem contesta o regime, a falta de itens básicos e alerta: “Lá a polícia não dialoga; ou você faz como eles querem, ou vai preso”. por |Bel Luiz Carlos Ferreira

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: Luiz Carlos Ferreira
09/09/2026 às 08h49
RELATO REAL: JOVEM CUBANO REFUGIADO NO SUL DO BRASIL REVELA A DURA ROTINA SOB VIGILÂNCIA POLICIAL, CENSURA E MISÉRIA EM SEU PAÍS NATAL

MARAU (RS) – Longe dos cartões-postais turísticos e dos resorts fechados de Havana, a realidade cotidiana de quem vive em Cuba tem sido descrita por seus próprios cidadãos como um cenário de sobrevivência extrema, desabastecimento generalizado e ostensiva intimidação do Estado. Em uma entrevista gravada na cidade de Marau, interior do Rio Grande do Sul, o jovem cubano Luís Jifrey Ojeda Videaux, natural de Santiago de Cuba e residente no Brasil há um ano e meio, relatou com detalhes os bastidores da crise e a repressão sistemática na ilha caribenha.

Repressão rápida e socorro inexistente
Um dos pontos mais alarmantes relatados pelo entrevistado é o descompasso entre a atuação dos serviços públicos essenciais e a máquina repressiva do governo. Luís expõe que socorros emergenciais, como o corpo de bombeiros, frequentemente não atendem a população sob a justificativa de escassez absoluta de combustível. No entanto, quando se trata de patrulhamento ideológico, a máquina estatal age de forma implacável:

"Se uma pessoa precisa dos bombeiros, eles tardam a chegar porque não tem combustível. Mas se alguém disser que não gosta do governo, em dois minutos a polícia está na porta da sua casa investigando. Não existe liberdade de expressão lá. Ou é do jeito deles, ou você vai preso."

Segundo o jovem, o medo é uma constante. Qualquer cidadão que ouse criticar as diretrizes governamentais em vias públicas ou redes sociais torna-se alvo imediato das forças de segurança, enfrentando prisões arbitrárias e repressão policial truculenta, cenário que empurrou milhares de pessoas a deixarem o país clandestinamente ou buscarem refúgio no exterior.

Miséria generalizada e colapso na saúde
Além do cerco policial e da ausência de liberdades civis, Luís descreveu o abismo socioeconômico que assola os lares cubanos, agravado de forma crítica após o período da pandemia. Com a desvalorização cambial descontrolada, a renda dos cidadãos foi pulverizada:

Salários insuficientes: Aposentadorias e vencimentos médios mensais equivalem a irrisórios valores em conversão direta (poucas dezenas de reais), muitas vezes insuficientes para adquirir sequer uma garrafa de óleo de cozinha.

Saúde em ruínas: O histórico mito do sistema médico de excelência foi desmistificado pelo jovem. Segundo ele, embora o atendimento de triagem ocorra, não há analgésicos básicos, remédios de uso contínuo ou insumos hospitalares mínimos para a realização de cirurgias.

Falta de perspectiva: O desestímulo atinge principalmente a juventude: "Eu não vou querer estudar medicina por 6 anos para depois ter que trabalhar no comércio informal, porque o salário de um médico vale o mesmo que uma garrafa de óleo", desabafou.

Evasão em massa e alerta regional
O relato evidencia que a fuga de cubanos em direção aos Estados Unidos e a outros países da América Latina, como o Brasil, é hoje motivada pela busca desesperada por dignidade, segurança e liberdade básica de expressão. Ao traçar um paralelo com a derrocada econômica da Venezuela, Luís pontuou a preocupação de ver outras nações da região caírem em armadilhas de centralização de poder e autoritarismo estatal.

O testemunho de Luís Jifrey, trazido com exclusividade pelo Página de Polícia através do Bel. Luiz Carlos Ferreira, vai além de um relato biográfico de imigração; é o registro cru de quem vivenciou a falência das liberdades individuais sob a tutela de um Estado policialesco. Quando as forças de segurança deixam de proteger a integridade do cidadão para se tornarem instrumentos de vigilância do pensamento, e quando a escassez material transforma a busca por alimento em risco de vida, a fronteira entre a lei e a opressão é rompida.

O caso reforça a urgência de vigilância contínua da sociedade sobre suas próprias instituições democráticas, lembrando que a preservação do Estado de Direito, a livre manifestação e a independência do cidadão são garantias inegociáveis que não podem ser flexibilizadas em nome de ideologias.

(*) Integra de entrevista:
Luiz Ferreira: Pessoal, boa tarde. Hoje é um dia de sábado, eu tô nas minhas viagens que eu gosto de fazer aqui pelo Rio Grande do Sul e tô na cidade de Marau. E conheci aqui, no hotel onde eu estou, um jovem chamado Luís Jifrey... que ele é da... de Cuba, né? Da ilha de Cuba. E ele veio da cidade de Santiago. Não é isso?

Luís: Sim.

Luiz Ferreira: Santiago.

Luís: Isso aí.

Luiz Ferreira: Tá. E aí, aproveitando a oportunidade, como nós gostamos assim de saber das coisas políticas, das coisas sociais, eu vou fazer um... um bate-rápido com ele aqui, pra quem não conhece o que é o regime socialista, o regime comunista. Eu vou fazer algumas perguntas pra ele aqui. Vou virar aqui o telefone pra ficar legal, pra ficar entre eu e ele e vocês entenderem as perguntas que eu vou fazer. Que acho que a maioria das pessoas que não conhece como é o regime lá em Cuba... é interessante pra gente saber um relato de uma pessoa que veio de lá, né? Vamos fazer as perguntinhas aqui agora. Virando o telefone, pá, virado.

Aqui, Luís. Luís, qual é o seu nome?

Luís: É Luís Jifrey Ojeda Videaux.

Luiz Ferreira: Pronto. Você veio de onde pra aqui pro Brasil?

Luís: Eu vim de Santiago de Cuba, pra cá pra Marau.

Luiz Ferreira: Pra Marau, no Rio Grande do Sul.

Luís: Isso.

Luiz Ferreira: Tem quanto tempo que você está morando no Brasil?

Luís: Eu moro há um ano e meio aqui no Brasil.

Luiz Ferreira: Tá. Então vamos fazer umas perguntas aqui ligada à ilha de Cuba, ao sistema comunista, socialista que vive lá no... na ilha de Cuba. Primeiramente, diz assim: o que é que você me diz, em linhas gerais, como é morar em Cuba?

Luís: Morar em Cuba agora, nesse momento, nesses últimos anos, depois da pandemia, é muito difícil. É muito difícil. Porque, tipo, é uma coisa bem... assim, de outro mundo. É difícil pra tudo: pra comer, pra tomar banho, pra tudo.

Luiz Ferreira: Energia lá, vocês têm tranquila a energia elétrica?

Luís: Não. Com certeza não.

Luiz Ferreira: É... Alimentação?

(Pausa com pessoas passando) Luiz Ferreira: Alimentação, como é a alimentação lá?

Luís: Alimentação é bem difícil achar, porque, tipo, o preço da comida tá muito elevado, é muito maior do que o salário, né? Por exemplo, agora, nesse momento, uma garrafa de... de óleo tá custando mais do que o salário mínimo. Muito mais.

Luiz Ferreira: Tá. E... e o salário lá? Como é o salário em Cuba?

Luís: O salário, ele, tipo, pra as... pras pessoas aposentadas, agora, eu não sei muito, mas eu acho que tá em torno de 1.000... 1.700 a 1.000... a 2.000 [pesos].

Luiz Ferreira: E em reais, dá quanto isso?

Luís: Em reais, eu acho que uns... 20 reais, não sei. No máximo. Assim.

Luiz Ferreira: 20... 20 reais que um aposentado ganha em Cuba, é isso?

Luís: É.

Luiz Ferreira: Tá. E assim, saúde, que falam que a saúde de Cuba é boa... Como é que funciona a saúde em Cuba?

Luís: Olha, a saúde... tipo, eu acho que, por exemplo, quem tem uma emergência, ele é atendido bem rápido. Só que, por exemplo, um... o remédio, o medicamento não tem. Isso que tá... Tipo, a saúde lá agora tá bem difícil por causa que lá não tem muito medicamento, não tem muito... muito capital pra investir na saúde. Daí a coisa tá ficando... Pra fazer uma cirurgia é muito difícil, por exemplo, porque não tem materiais. Daí...

Luiz Ferreira: E o que você falou assim: quando você eh eh tá passando problema de de emergência, a saúde chega. Agora, o que é que chega mais rápido, você falou pra mim?

Luís: (risos) Agora, por exemplo... Isso que eu acho chato. Por exemplo, lá se uma pessoa precisa de um... dos bombeiros, eles tardam em chegar por causa de que, tipo, não tem combustível. E essa é a justificativa deles. Só que, por exemplo, se uma pessoa fala que não gosta do governo, dois minutos depois, na frente da sua casa, tá a polícia. Eles vêm investigar por que tu falou que não gosta do governo, sendo que tu pode falar... Tipo, as pessoas não têm liberdade lá.

Luiz Ferreira: A liberdade de expressão lá existe?

Luís: Não. (risos) Com certeza... É bem limitada, isso aí.

Luiz Ferreira: E o que é que você tem a falar, em linhas gerais, do sistema socialista? É bom?

Luís: Olha, eu acho que na teoria eu até acharia bom, mas na prática nada a ver. É um sistema muito difícil de... de... de manter, tipo, eu acho.

Luiz Ferreira: E as pessoas estão saindo de Cuba? Tentando fugir de Cuba?

Luís: Sim, muito.

Luiz Ferreira: Existe existe uma evasão, as pessoas tentando fugir da ilha, né? De Havana, de todas as cidades em Cuba, não é isso?

Luís: Isso.

(Pausa com intervenção de terceiros ao fundo) Luiz Ferreira: Então assim, eh eh você indicaria alguém pra morar em Cuba? Pra gostar do sistema comunista, socialista?

Luís: Olha, agora nesse momento acho que não. 100% não.

Luiz Ferreira: E o Brasil, o que é que você acha assim, quando você tá vendo o sistema político no Brasil comparado a Cuba? O que é que tá... o que é que você me diz, como é que você acha que tá acontecendo aqui?

Luís: Olha, aqui no Brasil, eu acho... tipo, eu acho que tem uma diferença muito grande, né? Porque, tipo, ainda o... o governo sendo de esquerda, a gente tem liberdade, né? Mas... não sei pelo caminho que vai a gente... não sei até onde vai ser bom, né? Aqui.

Luiz Ferreira: Tá bom, Luís. Eu sei que eh eh eu tô fazendo um um breve bate-papo com um jovem que saiu da ilha de Cuba, né? Praticamente fugido, não é isso?

Luís: Isso. É assim, né? Porque a gente não tem a oportunidade de, tipo, falar: "Ah, eu vou pra tal país". Assim não, não funciona desse jeito, né? A gente tem que sair com um processo meio que fugindo.

Luiz Ferreira: E e você me diz assim: a riqueza impera em Cuba por ser um país socialista, ou é a miséria que impera?

Luís: É, né? É a miséria, com certeza. Não, a riqueza não, é a miséria. E nesse tempo, depois da pandemia, eu acho que o país foi bem pra... pro pior que tem, né? Depois da pandemia tudo... da pandemia tudo foi pra... horror, é um horror lá.

Luiz Ferreira: E seus parentes que moram em Cuba, eles querem ficar lá? Ou seus amigos também seus... amigos, sua família, querem sair de lá ou querem ficar lá porque gostam de Cuba, por causa do regime socialista?

Luís: Não, com certeza não. Eles querem sair. Todo mundo, a maioria. Eu não vou falar todo mundo porque, tipo, em geral sempre vai ter uma pessoa que não, mas a maioria gostaria de sair de lá. Só que não tem a oportunidade, né?

Luiz Ferreira: Os... o... a polícia em Cuba, como é que ela age com o cidadão quando ele quer falar, quando ele quer dizer alguma coisa, quando ele é contra o sistema? O que o que ocorre, como é que ocorre assim?

Luís: Não, tipo, a polícia lá é muito diferente que aqui. Tipo, aqui dá pra... dá pra falar com a polícia, mas lá não. Lá a polícia é, tipo, bem... como poderia dizer? Bem agressiva, bem... bem diferente, né? E quando tem algum tema político, ali não... não presta essa conversa.

Luiz Ferreira: Ou seja: é como eles querem, ou então não não existe diálogo. Não é assim mais ou menos que funciona?

Luís: Isso. Isso aí. É como eles querem ou... acabou (risos). Ou vai preso, né?

Luiz Ferreira: É pra vocês verem como é que a gente fala o quanto é valioso a liberdade de expressão, né? Quando nós falamos um país que a gente ainda tem a liberdade de expressão como no Brasil, ainda temos a liberdade de expressão, né? A gente ainda pode gravar uma uma uma breve entrevista aqui com um cidadão cubano que tá aqui, tá trabalhando, mas falando como é o sistema eh eh comunista, socialista que existe em Cuba, a a carência que existe em Cuba. Você acredita que eh eh você ainda quer voltar pra Cuba, pro pro seu país?

Luís: Não. Tipo, eu... a gente tem a saudade, né, de lá porque tem nossa família, tem... lá é nosso país, né? Mas como a situação tá agora, não, a gente não tem futuro nenhum. Tipo, eu que sou jovem, eu não tenho futuro lá. Porque, por exemplo, a a educação é gratuita, né, é de graça, mas, por exemplo, eu não vou querer estudar uma medicina 6 anos pra depois eu ter que ficar numa loja vendendo por causa que o salário do médico tá igual a uma garrafa de óleo.

Luiz Ferreira: Tá certo. Eu não não não eh pensei em formular esse tipo de pergunta pra o nosso amigo aqui, o Luís. Mas assim, Luís, eh eh o que é que você... Você já viu algum algum alguma situação de de, se tratando de violência, de algum cidadão cubano ser preso, espancado por conta do de ele ser contra o regime?

Luís: Tipo assim, eu não... graças a Deus nunca presenciei assim, tipo, na minha frente. Mas nas redes sociais sim, bastante. E tipo, manifestações das pessoas, né, teve bastante quando eu tava lá, por causa que a gente não tinha comida, não tinha eletricidade, não tinha nada... o básico pra viver. Daí as pessoas, tipo, têm medo de sair na rua, mas às vezes o medo vai... some, né? Porque tem que reclamar do... dos direitos das pessoas.

Luiz Ferreira: Em geral, você acha que a ilha de Cuba é uma ilha da fantasia ou é a ilha do medo?

Luís: Não, do medo, com certeza. É do medo. Porque nada a ver com o que... com o que, tipo, o... o nosso presidente... o nosso não, o presidente de lá fala, né? Nada a ver a situação de lá. Porque, tipo, as pessoas não... As pessoas que viajam pra lá, elas conhecem a parte bonita, né? Os hotéis... os hotéis lá na nas praias, tudo bem, né? Mas tem que conhecer a verdadeira parte, né? Da... do que vivem as pessoas no dia a dia.

Luiz Ferreira: Tá bom, pessoal. Eh cada um que tire suas conclusões, né? Vão me perdoando um um pseudojornalista, que eu não nunca trabalhei na área de jornalismo, mas assim, eu acho interessante porque eu vejo muito colega falando sobre: "Ah, porque o socialismo é bom. A saúde lá vinga, é uma saúde de excelência...".

Luís: Ô, eu até diria que anos atrás, muitos anos atrás, até dava pra falar um pouquinho, mas agora não. Com certeza não agora.

Luiz Ferreira: Tá. Quem quer ir pra Cuba, quem defende o regime socialista, comunista, que vá pra lá, né? Que diga assim: "Ah, eu vou tentar ver se a vida lá é melhor, que Cuba é é é o paraíso", né? Tô vendo aqui um relato de um cubano que saiu de lá, a família dele toda saiu, e fala das dificuldades que é viver na ilha de Havana... E você veio de que cidade mesmo de Cuba?

Luís: Santiago de Cuba.

Luiz Ferreira: Como é?

Luís: Eu vim de Santiago de Cuba.

Luiz Ferreira: Santiago de Cuba, né? Então a gente tá vendo aqui como é a situação de quem viveu, uma pessoa nativa... você eh eh morou em Cuba porque você nasceu em Cuba, não é assim?

Luís: É, eu nasci em Cuba, né? Eu vim com 16 anos pra cá, pra... pro Brasil.

Luiz Ferreira: Tá. Sua sua família toda saiu de Cuba? Fugiu de Cuba?

Luís: Sim, a a minha família por parte da minha mãe. Por parte de pai tá ainda lá.

Luiz Ferreira: E muito... muitos amigos da família assim de vocês também já saíram, tentaram fugir de lá?

Luís: Sim. A gente, tipo... Eu conheço muitas pessoas que saíram, tipo, que fugiram. A maioria tá nos Estados Unidos, que é o mais fácil que a gente tinha pra pra sair de lá, né?

Luiz Ferreira: Miami, no caso. A cidade de Miami.

Luís: É, isso aí.

Luiz Ferreira: Então os Estados Unidos não presta e eles fogem de Cuba para os Estados Unidos. Já já perceberam como é que funciona? Quem tá falando aqui é um cubano, né? Que nasceu lá, que já viu os problemas de perto. Agora, os sofistas brasileiros que defendem o regime socialista, comunista e nunca tiveram lá, nunca botaram o pé e nunca tiveram uma oportunidade dessa aqui de conversar com uma pessoa que é nativo de Cuba, que sabe como é os problemas... Tá aqui a oportunidade de vocês ouvirem. Eu apenas estou passando para os colegas, para os amigos, para vocês verem quando a gente fala: "Rapaz, esse regime de ficar... socialismo presta ou não presta?". Tá aqui o que ele tá dizendo. O que é que você acha do regime socialista?

Luís: É, acho uma bosta, é muito ruim. É uma coisa, tipo, nada a ver, porque daí isso aí não... não dá pra, tipo... Eu não sei como eu poderia falar, mas... não não é uma coisa boa não.

Luiz Ferreira: Tá bom. Então vamos findando por aqui porque acho que já já entenderam, né, o recado do nosso amigo Luís. Um forte abraço pra você, Luís, e força, coragem e que o povo de Cuba consiga se desvencilhar desse sistema, né? E que aqui no Brasil não venha a ser implantado como acontece em Cuba e Venezuela também. Você ouve muito relato de Venezuela, do povo sofrendo?

Luís: É, claro, né? Os cubanos falavam pros venezuelanos: "Cuidado, a Venezuela vai virar igual que nós, vai acontecer a mesma coisa". Eles não acreditavam, mas olha o que aconteceu.

Luiz Ferreira: E no Brasil, você tem medo que aconteça também isso que aconteceu?

Luís: Tenho, porque imagina: eu saí de um país que tava muito ruim pra morar aqui, que é muito diferente, né? E ter... e acontecer a mesma coisa aí a gente tem medo, né?

Luiz Ferreira: Tá bom, meu irmão. Não vou entrar em detalhe político de de "tal político é bom, tal político é ruim", porque não quero expor nem a mim nem a ele. Não por questões de medo de represálias, nada disso não. É pra não dizer que tá uma conversa sendo tendenciada. Eu tô apenas passando pra vocês o que é um relato de uma pessoa que é cubano, que morou em Cuba e hoje está, praticamente assim, fugiu do seu país, veio morar com a família no nosso Brasil. Fé em Deus. 7 de Setembro vem aí, hoje é dia 5, né? Hoje é 5 de setembro, é a nossa independência. Agora, independência total, né? Não é independência só de cavalo subindo o morro do Ipiranga não, é a independência da gente poder falar, da gente viver num país que não tenha 5 reais de salário, né, pra um aposentado, né? R$ 5, R$ 10, né?

Luís: É.

Luiz Ferreira: Imagine, velho, que absurdo, né? Vamos pra frente, Brasil! Força! Um abraço a todos.

Sobre o autor:
(*) Luiz Ferreira é articulista e analista político, com atuação voltada à leitura crítica da história política brasileira contemporânea. Acompanha de forma permanente os movimentos ideológicos, as relações de poder e os impactos das decisões governamentais na vida da sociedade. Seus textos priorizam a análise histórica, o debate público e a formação de opinião, com foco no interesse do cidadão comum.

Redes sociais:
E-mail: lcfsferreira@gmail.com
Facebook: /LcfsFerreira
facebook.com/LcfsFerreira
(*) COLUNA DO AUTOR:  

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Bel LUIZ CARLOS FERREIRA
Bel LUIZ CARLOS FERREIRA
Luiz Carlos Ferreira - Brasileiro, baiano, casado, servidor público aposentado, torcedor do vitória, residente no Rio Grande do Sul, Bacharel em Direito, com formação técnica em redator auxiliar, acadêmico em História, pós graduado em Ciências Criminais, política e estratégia e mestrando em políticas públicas.
E-mail: lcfsferreira@gmail.com | facebook.com/LcfsFerreira
Ver notícias
Salvador, BA
26°
Tempo nublado
Mín. 25° Máx. 26°
27° Sensação
3.53 km/h Vento
69% Umidade
20% (0.12mm) Chance chuva
05h33 Nascer do sol
17h30 Pôr do sol
Quinta
26° 24°
Sexta
26° 24°
Sábado
26° 22°
Domingo
26° 23°
Segunda
25° 24°
Publicidade

? LOCALIZAR UNIDADE NA BAHIA

Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,09 +0,09%
Euro
R$ 5,91 +0,09%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 427,860,53 +0,98%
Ibovespa
187,366,84 pts 1.2%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Anúncio