
A pesquisa da Quaest, divulgada ontem, segunda-feira (7), encomendada pela Globo, deixou o lulopetismo apreensivo e preocupado.
O sinal é de alerta, mais especificamente em relação ao segundo turno, com Lula e Flávio Bolsonaro empatados numericamente, ambos com 41%.
O resultado da rejeição também não é motivo de comemoração, já que há um empate técnico: 53% para o petista-mor, que busca à reeleição, versus 55% do número 1.
O discurso da soberania, de que o Brasil não pode ficar submisso aos Estados Unidos, não está surtindo o efeito desejado. Esperava-se um aumento nas intenções de voto no chefe do Palácio do Planalto.
Dois pontos poderiam provocar uma melhora nas pesquisas para o presidente Lula: aprovação do fim da escala 6x1 e o esclarecimento do destino dos milhões e milhões de reais de Daniel Vorcaro para o filme sobre Jair Messias Bolsonaro.
A negociação da dinheirama foi feita por Flávio na residência de Vorcaro, que já estava usando tornozeleira eletrônica. Ainda teve o áudio, com Flávio chamando Vorcaro de "irmão", que retribuia o carinhoso tratamento com um "irmãozão".
A inércia do PT, que não consegue colocar Flávio nas cordas em relação aos R$ 134 milhões de Vorcaro, salta aos olhos. Cadê a prestação de contas? Quanto foi usado para o filme? E os milhões de reais depositados em um fundo nos EUA administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro?
Flávio, quando questionado sobre os milhões de Vorcaro, dinheiro sujo da roubalheira dos aposentados do INSS do Rio de Janeiro, não diz nada com nada, fica tudo como dantes no quartel de Abrantes.
Protagonizando um festival de mentiras, uma atrás da outra, Flávio sequer é confrontado. Impressionante a lerdeza do PT diante do "pinoquismo" do número 1.
Até um pedido de quebra de sigilo nas contas bancárias de Flávio Bolsonaro é deixado de lado. Os vazamentos seletivos são quase uma constante. E nada do PT tomar providências.
Por sua vez, o bolsonarismo está explorando muito bem o "Caso Lulinha" e o "Caso Moraes".
Se o PT ficar nesse marasmo, faltando menos de 30 dias para o pleito, uma vitória na segunda etapa eleitoral passa a ser complicada. A política não costuma socorrer os que dormem.
Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que em uma disputa de segundo turno, 75% (ou mais) dos eleitores de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) vão votar em Flávio.
Concluo dizendo que ainda tem muita água para passar sob a ponte da sucessão presidencial, água limpa e suja. A fétida muito mais volumosa.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 08.09.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.



