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OS NOVATOS MANDAM, OS VETERANOS ASSISTEM: a bagunça nas substituições da Polícia Civil da Bahia

Sem critérios e repleta de favorecimentos, a instituição transforma o ESTÁGIO PROBATÓRIO em trampolim de prestígio enquanto quem tem décadas de serviço continua esquecido no limbo.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: Editoria de Polícia
07/11/2025 às 14h14 Atualizada em 07/11/2025 às 14h41
OS NOVATOS MANDAM, OS VETERANOS ASSISTEM: a bagunça nas substituições da Polícia Civil da Bahia

Na Polícia Civil da Bahia, meritocracia é palavra morta e coerência virou piada interna. Em diversas delegacias do interior, EPCs (Escrivães de Polícia) e IPCs (Investigadores de Polícia) recém-ingressos, ainda em estágio probatório, estão substituindo chefias inteiras, enquanto colegas com mais de 20 ou 25 anos de serviço ficam de lado — literalmente “comendo mosca”.

Esses policiais recém-nomeados assumem chefias de Serviço de Investigação, chefias de Cartório e chefias de Equipe de Plantão, acumulando funções que deveriam exigir experiência e maturidade profissional. E não para por aí: delegados também recém-nomeados assumem titularidades de Delegacias no interior e ainda respondem simultaneamente pela titularidade de outras unidades, sobrecarregando estruturas e multiplicando gratificações.

O problema, que se tornou corriqueiro, tem sido alvo de inúmeras denúncias enviadas à nossa redação, além de constar nas publicações do Diário Oficial do Estado (DOE), que formalizam as substituições. Na prática, cada nomeação irregular acaba funcionando como mais um penduricalho salarial, premiando conveniências e fidelidades, e não competência ou mérito.

A Lei nº 6.677/94, que rege os servidores públicos civis da Bahia, permite que quem está em estágio probatório ocupe funções de chefia, direção ou assessoramento. Mas o que a lei não autoriza — e o bom senso não admite — é transformar um instrumento de avaliação em plataforma de poder. O estágio probatório deve medir disciplina, responsabilidade e produtividade, não a capacidade de bajulação ou obediência hierárquica cega.

A distorção é tão grande que o tempo de serviço passou a valer menos que o tempo de convivência com quem manda. Na base e no comando, a lógica é a mesma: quem chegou ontem com a bênção certa sobe rápido; quem dedicou uma vida à corporação fica esquecido.

O problema, que se tornou corriqueiro, tem sido alvo de inúmeras denúncias enviadas à nossa redação, além de constar nas publicações do Diário Oficial do Estado (DOE), que formalizam as substituições. Na prática, cada nomeação irregular acaba funcionando como mais um penduricalho salarial, premiando conveniências e fidelidades, e não competência ou mérito.

A Polícia Civil da Bahia está perdendo o rumo e a credibilidade. O mérito foi trocado pela conveniência, e a hierarquia virou um jogo de favorecimentos. As denúncias se acumulam, os exemplos se repetem, e a sensação entre os veteranos é de desprezo institucional. Enquanto os novatos empilham cargos e gratificações, a corporação se desgasta moralmente. Quando a experiência deixa de ser valorizada e o apadrinhamento vira regra, o que se destrói não é apenas a motivação dos servidores — é a própria essência da Polícia Civil.

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Alberto Há 3 meses Salvador Em se tratando da lei nº 6.677/94, que rege todo serviço público cívil no Estado da Bahia, apesar deste não enxergar que tal brecha feri de morte o servidor com mais tempo de serviço, a LEI ORGANICA DA PC , veta nomeação de policiais em período probatório nos cargos de chefia. Está escrito nas disposição geral. § 2º Na mesma classe hierárquica será respeitada a precedência na carreira e no serviço público,ou seja, novinho coordenando antigo, não existe respectivamente.
Alberto Há 3 meses Salvador Simples, os antigos deixem de dar opinião, permitam os novatos em fazer as obrigações a eles delegadas, e vejamos o resultado fim. Já que a hierarquia não tem efeito para o quadro, a experiência não servem também, que seja feito a vontade dos reis.
Danilo Há 3 meses Bahia O GRITO DE SOCORRO DA RMS!
Marcia Telma Há 3 meses Salvador-BA Desde 2006, ano que o PT passou a governar a Bahia, a segurança pública deixou de ser prioridade em nosso Estado. Infelizmente, estas inversões de valores que vemos hoje na polícia civil, resulta nestes desmandos que vemos hoje. Daí para pior, infelizmente!
Crispiniano Daltro Há 3 meses SalvadorJunta tudo isso a subserviência das entidades de classe, sindicalistas que tem o medo de ser perseguido, e não arriscar desagradar o "simsenhordoutores", junta os jumentos de carteirinhas ao dizer que detestam trabalhar, e ainda diz que colegas IPCs EPCs e PTPCs, antes do Art 46 da Lei Ordinária eram condutores de bêbados, não sem graduação para investigar ou sequer fazer um relatório, velhos retrógrados, hierarquia só para "simdoutor", esperar o que mais, de sindicalistas que optaram p /amém?.
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