
Na Polícia Civil da Bahia, meritocracia é palavra morta e coerência virou piada interna. Em diversas delegacias do interior, EPCs (Escrivães de Polícia) e IPCs (Investigadores de Polícia) recém-ingressos, ainda em estágio probatório, estão substituindo chefias inteiras, enquanto colegas com mais de 20 ou 25 anos de serviço ficam de lado — literalmente “comendo mosca”.
Esses policiais recém-nomeados assumem chefias de Serviço de Investigação, chefias de Cartório e chefias de Equipe de Plantão, acumulando funções que deveriam exigir experiência e maturidade profissional. E não para por aí: delegados também recém-nomeados assumem titularidades de Delegacias no interior e ainda respondem simultaneamente pela titularidade de outras unidades, sobrecarregando estruturas e multiplicando gratificações.
O problema, que se tornou corriqueiro, tem sido alvo de inúmeras denúncias enviadas à nossa redação, além de constar nas publicações do Diário Oficial do Estado (DOE), que formalizam as substituições. Na prática, cada nomeação irregular acaba funcionando como mais um penduricalho salarial, premiando conveniências e fidelidades, e não competência ou mérito.
A Lei nº 6.677/94, que rege os servidores públicos civis da Bahia, permite que quem está em estágio probatório ocupe funções de chefia, direção ou assessoramento. Mas o que a lei não autoriza — e o bom senso não admite — é transformar um instrumento de avaliação em plataforma de poder. O estágio probatório deve medir disciplina, responsabilidade e produtividade, não a capacidade de bajulação ou obediência hierárquica cega.
A distorção é tão grande que o tempo de serviço passou a valer menos que o tempo de convivência com quem manda. Na base e no comando, a lógica é a mesma: quem chegou ontem com a bênção certa sobe rápido; quem dedicou uma vida à corporação fica esquecido.
O problema, que se tornou corriqueiro, tem sido alvo de inúmeras denúncias enviadas à nossa redação, além de constar nas publicações do Diário Oficial do Estado (DOE), que formalizam as substituições. Na prática, cada nomeação irregular acaba funcionando como mais um penduricalho salarial, premiando conveniências e fidelidades, e não competência ou mérito.
A Polícia Civil da Bahia está perdendo o rumo e a credibilidade. O mérito foi trocado pela conveniência, e a hierarquia virou um jogo de favorecimentos. As denúncias se acumulam, os exemplos se repetem, e a sensação entre os veteranos é de desprezo institucional. Enquanto os novatos empilham cargos e gratificações, a corporação se desgasta moralmente. Quando a experiência deixa de ser valorizada e o apadrinhamento vira regra, o que se destrói não é apenas a motivação dos servidores — é a própria essência da Polícia Civil.
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