
Salvador — Um capitão da Polícia Militar da Bahia foi morto na noite de quinta-feira (15) em uma tentativa de assalto na Avenida Lafayete Coutinho, conhecida como Avenida Contorno, em Salvador. O oficial, identificado como Osniésio Pereira Salomão, 37 anos, lotado na 18ª Companhia Independente da PM em Periperi, foi atingido por disparos de arma de fogo e não resistiu aos ferimentos após ser socorrido para a UPA dos Barris.
Segundo relatos da própria corporação, Salomão estava à paisana, a caminho de uma festa privada, quando foi surpreendido por dois criminosos. Houve troca de tiros, que terminou com a morte do capitão e de um dos suspeitos, identificado como Vitor Souza da Silva, 22 anos, que estava em regime aberto após decisão judicial. O outro envolvido fugiu.

Capitão PM Osniésio Pereira
A cena, registrada por câmeras de segurança de um veículo que passava pela via, revela um cenário de violência que foge do campo operacional e entra no debate mais amplo sobre a falha das políticas de segurança pública adotadas nos últimos anos.
A Polícia Militar da Bahia publicou nota oficial lamentando a morte de Salomão e destacando sua trajetória, caracterizada por comprometimento com a missão policial, respeito à tropa e à sociedade baiana. A corporação ressaltou que o oficial deixou legado de liderança e dedicação ao longo de sua carreira.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, em entrevista, que o crime é motivo de consternação e determinou a intensificação das buscas pelos responsáveis. Ele ressaltou que o governo vai manter investimentos em segurança pública, em armamentos, viaturas, coletes e concursos para reforçar efetivo, e pediu que o episódio não seja politizado.

Capitão Alden
No espectro político, o caso reacendeu críticas duras ao governo do estado. O deputado federal Alden Silva, conhecido como Capitão Alden (PL-BA), que já historicamente se posicionou de forma crítica sobre a gestão da segurança pública na Bahia, tem sido uma voz ativa cobrando ação mais firme das autoridades.
Alden, policial militar e parlamentar, tem questionado a falta de medidas efetivas para proteger os agentes de segurança e a população, sobretudo após uma série de mortes de policiais registradas nos últimos anos. Em episódios anteriores, ele cobrou diretamente o governador por “silêncio” e “inércia” diante da violência que atinge operadores da segurança pública, apontando que é preciso mudar a política de segurança antes que mais vidas sejam perdidas.
Para Alden, o assassinato de Salomão não pode ser visto como um fato isolado, mas como parte de uma escalada de criminalidade que expõe a fragilidade das respostas estatais e a necessidade de revisão urgente de estratégias e prioridades.
Dono de bar
Além de atuar como militar, Capitão Salomão era dono do bar Boteco do Salomé, localizado em Periperi, no subúrbio de Salvador. O estabelecimento é conhecido na região e acumula mais de 60 mil seguidores.
Uma nota publicada no perfil do bar informou que o estabelecimento ficará ficar fechado por tempo indeterminado.

"Nesse momento de dor, optamos por pausar nossas atividades para viver o luto, cuidar da família e honrar a história construída com tanto carinho ao longo dos anos", informou a nota.
Especialistas em segurança pública alertam que episódios como este mexem com o moral das corporações e intensificam o sentimento de insegurança na sociedade. A morte de um oficial experiente, em uma via movimentada da capital, coloca sob foco a efetividade das ações preventivas, do combate ao crime organizado e a coordenação entre as forças de segurança e o sistema de justiça criminal.
A discussão amadurece rapidamente nos bastidores políticos e na opinião pública, onde se intensifica o debate sobre responsabilidade, estratégia e prioridades no enfrentamento à violência, com Salomão se tornando um símbolo trágico dessa agenda ainda sem respostas consolidadas.
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