
Por Bel. Luiz Ferreira
Assim como as armas, o poder, a justiça e a política funcionam de maneira semelhante. Façamos uma analogia: quando vemos um policial devidamente fardado, identificado e portando uma arma de fogo, a sensação que temos é de segurança. Já quando vemos um indivíduo em atitude suspeita, aparentando ser um criminoso e também armado, a sensação é de temor, de medo.
Nos desfiles das Forças Armadas, é possível ver diversas armas, tanques de guerra, entre outros equipamentos bélicos, e ainda assim não sentimos medo — muito pelo contrário, a sensação é de proteção. No entanto, se essas mesmas armas estivessem nas mãos de traficantes ou assaltantes, certamente causariam pavor. Perceba que, em ambos os casos, o indivíduo porta uma arma de fogo. O que provoca o medo, portanto, não é o objeto em si, mas quem o está utilizando.
Pensemos, então: assim como a arma de fogo, o poder, por si só, não é algo ruim nem deveria causar medo. O problema surge quando o poder está nas mãos erradas. A sociedade não pode — e não deve — ser regida pelo poder do medo. Quando isso acontece, é sinal inequívoco de que algo está profundamente errado. Se o cidadão tem medo da justiça, é porque essa justiça está falhando. A função da justiça é exercer o papel coercitivo, sem jamais transmitir pavor à população.
Quando a população de um país precisa ser silenciada por uma justiça que impõe o medo de se expressar, é possível concluir que a política adotada é incorreta. A liberdade de expressão é um direito universal e jamais pode ser negado — por juízes, políticos, ou qualquer outra autoridade.
As leis oriundas da Constituição de cada país estabelecem as normas a serem cumpridas e respeitadas. Contudo, não se pode esquecer que toda essa exegese é fruto de um histórico cultural, dos costumes e do comportamento acumulados desde o início de uma civilização.
O Brasil precisa estabelecer um parâmetro de poder. Apesar dos seus 525 anos de história, até hoje não conseguimos consolidar uma identidade nacional própria. Ainda buscamos, com frequência, estereótipos estrangeiros — especialmente norte-americanos e europeus.
Nossa miscigenação é resultado da colonização: índios nativos, negros africanos e brancos europeus formaram uma rica mistura de cores, crenças religiosas e culturas. Isso, talvez, tenha dificultado a consolidação de uma identidade única. Apesar dessa diversidade, ainda vivemos no século XXI com uma mentalidade que remete à escravidão: como se o negro só pudesse ser escravo, e o branco fosse sinônimo de sucesso e poder. Essa visão anacrônica nos leva de volta à Idade Média, ao sistema feudal, em que os senhores detinham o poder e concediam trabalho em troca de serviços e fidelidade. Hoje, de forma apenas um pouco diferente, não apenas os negros, mas também os brancos pobres, estão submetidos a essa nova forma de escravidão moderna.
Nosso Brasil passou por diversas revoluções — Conjuração Baiana, Guerra dos Mascates, Cabanagem, Balaiada, Revolução Farroupilha, Guerra de Canudos, entre outras — assim como por movimentos sociais marcantes, como as Diretas Já, os Caras Pintadas e as Jornadas de Junho. Apesar disso tudo, ainda falta ao povo brasileiro consciência política, amadurecimento moral e o discernimento necessário para compreender que líderes verdadeiros são aqueles que inspiram pelo exemplo — como Mohandas Karamchand Gandhi, Martin Luther King Jr. e Nelson Rolihlahla Mandela —, em contraste com figuras autoritárias como Adolf Hitler, Mao Tsé-Tung, Vladimir Lenin, Karl Marx, Che Guevara, Fidel Castro e outros menos relevantes.
Bel. Luiz Carlos Ferreira de Souza
Brasileiro, baiano, casado, 63 anos, Servidor público aposentado pelo Estado da Bahia, Residente no Rio Grande do Sul e Rubro-negro das antigas.
Formação Acadêmica:
# Mestrando em Políticas Públicas (em andamento)
# Pós-graduado em Ciências Criminais, Política e Estratégia
# Acadêmico em Direito
# Acadêmico em História
# Técnico em Redator Auxiliar
Atuação Profissional:
Colunista da PÁGINA DE POLÍCIA – Analista de Segurança Pública, políticas criminais e questões jurídico-sociais. Acesse suas últimas publicações: Luiz Carlos Ferreira - PÁGINA DE POLÍCIA
Perfil Profissional:
Especialista em segurança pública e políticas criminais, com ampla experiência em análise jurídico-social e estratégias de políticas públicas. Sua trajetória acadêmica e profissional é marcada pelo compromisso com a justiça social, a valorização das instituições de segurança e a crítica construtiva às estruturas de poder. Suas colunas abordam temas urgentes, como a desvalorização salarial de policiais, a eficiência das políticas de segurança e os desafios do sistema judiciário brasileiro.
Contato: lcfsferreira@gmail.com
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