
Jesus Cristo, em sua passagem pela Terra, participou de celebrações e momentos alegres, mas seu propósito final era sempre a cura e a libertação. Hoje, o que vemos é uma confusão profunda entre celebração e excessos. As festas populares, muitas vezes, assemelham-se a episódios bíblicos de desordem, onde não há libertação, mas sim a tragédia da morte.
Um exemplo doloroso dessa realidade ocorreu recentemente na Avenida Contorno, em Salvador, onde um Capitão da Polícia Militar teve sua vida ceifada por criminosos. Onde deveria haver segurança para quem festeja e para quem trabalha, restou apenas o luto.
"Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme." (Provérbios 29:2)
Este é mais um dia triste para a segurança pública baiana. Mais uma família — pais, filhos, irmãos e esposas — chora a perda de um homem que dedicou a vida a proteger a sociedade. O profissional de segurança, que merece o mais alto respeito, acaba abatido pela criminalidade que avança sobre o estado.
A Bahia parece entregue. Homens e mulheres que estão na linha de frente clamam por:
Segurança para trabalhar: Equipamentos e estratégias eficientes.
Salários dignos: Reconhecimento financeiro justo pelo risco de vida.
Políticas públicas sérias: Leis que facilitem o combate ao crime, e não o contrário.
Enquanto a criminalidade cresce, observamos diversos políticos criando projetos que parecem proteger o infrator em detrimento do servidor. Somado a isso, entidades sindicais mantêm-se como extensões do governo, sem reivindicar melhorias reais ou enfrentar o sistema em favor dos seus representados.
Hoje, ao enterrarmos um Capitão da Polícia Militar, enterramos também um pouco da esperança de um estado seguro. A morte do oficial é o sintoma mais grave de uma doença que possui nome e sobrenome: a gestão atual do Governo do Estado da Bahia. É preciso que a segurança pública volte a ser prioridade real, e não apenas um discurso de palanque.
Sobre o autor:
(*) Luiz Ferreira é articulista e analista político, com atuação voltada à leitura crítica da história política brasileira contemporânea. Acompanha de forma permanente os movimentos ideológicos, as relações de poder e os impactos das decisões governamentais na vida da sociedade. Seus textos priorizam a análise histórica, o debate público e a formação de opinião, com foco no interesse do cidadão comum.
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