
A segurança pública no Brasil vive um momento crítico. O governo, claramente, perdeu o controle sobre a situação, e os motivos vão além da falta de recursos ou da corrupção. Recentemente, li uma análise que diferenciava técnica de tática, e essa discussão é fundamental para entender o problema.
Hoje, as forças de segurança dispõem de tecnologias avançadas: drones, câmeras de vigilância, sistemas de inteligência artificial e softwares de monitoramento. Esses recursos são importantes para a tática – ou seja, o planejamento estratégico do combate ao crime. No entanto, a técnica – a execução prática, a aplicação do conhecimento no campo de ação – está falha. E por quê? Porque muitos dos que ensinam as táticas nunca pisaram na linha de frente.
A rua é diferente do papel. Croquis e teorias não preparam um profissional para a realidade do crime organizado, do tiroteio, da negociação em situações de risco. Infelizmente, o que vemos hoje são instrutores com diplomas, mas sem vivência, ensinando técnicas que nunca praticaram. Um "canudo" pode dar título de doutor, mas não substitui anos de experiência em operações reais
Enquanto o governo continuar priorizando a teoria em detrimento da prática, a segurança pública não avançará. Tecnologia sozinha não resolve – é preciso investir em profissionais que conheçam a rua, que tenham vivência e capacidade para transmitir conhecimento real. Não se combate o crime apenas com drones e câmeras; é necessário ter estratégias bem fundamentadas e, acima de tudo, pessoas preparadas para executá-las com eficiência.
O problema vai além da falta de estrutura: é uma questão de gestão e de valorização do conhecimento empírico. Quem está no comando precisa entender que um policial, um agente penitenciário ou um investigador não se formam apenas em salas de aula, mas sim no confronto diário com a criminalidade. Se continuarmos a colocar no comando pessoas que nunca estiveram no campo, que nunca sentiram a pressão de uma operação real, os resultados serão sempre os mesmos – mais violência, mais impunidade e mais descontrole.
É urgente uma reformulação na formação dos profissionais de segurança, com maior integração entre teoria e prática, além da valorização da experiência de quem já atuou na linha de frente. Só assim teremos um sistema eficiente, capaz não apenas de reagir ao crime, mas de preveni-lo com inteligência e ação estratégica.
Bel. Luiz Carlos Ferreira de Souza
Brasileiro, baiano, casado, 63 anos, Servidor público aposentado pelo Estado da Bahia, Residente no Rio Grande do Sul e Rubro-negro das antigas.
Formação Acadêmica:
# Mestrando em Políticas Públicas (em andamento)
# Pós-graduado em Ciências Criminais, Política e Estratégia
# Acadêmico em Direito
# Acadêmico em História
# Técnico em Redator Auxiliar
Atuação Profissional:
Colunista da PÁGINA DE POLÍCIA – Analista de Segurança Pública, políticas criminais e questões jurídico-sociais. Acesse suas últimas publicações: Luiz Carlos Ferreira - PÁGINA DE POLÍCIA
Perfil Profissional:
Especialista em segurança pública e políticas criminais, com ampla experiência em análise jurídico-social e estratégias de políticas públicas. Sua trajetória acadêmica e profissional é marcada pelo compromisso com a justiça social, a valorização das instituições de segurança e a crítica construtiva às estruturas de poder. Suas colunas abordam temas urgentes, como a desvalorização salarial de policiais, a eficiência das políticas de segurança e os desafios do sistema judiciário brasileiro.
Contato: lcfsferreira@gmail.com
Facebook: /LcfsFerreira
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