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O mal que os ideólogos fazem à Segurança Pública

Esses ideólogos estão em todos os lugares: nas escolas e universidades, nas entidades de classe e na mídia.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: Por Roberto Motta
21/01/2021 às 11h25 Atualizada em 21/01/2021 às 11h51
O mal que os ideólogos fazem à Segurança Pública

Meu nome é Roberto Motta. Não sou delegado, oficial da PM, promotor ou juiz. Não sou um especialista em segurança pública. Sou um cidadão que cansou de viver o tempo todo com medo, e decidiu entender porque chegamos a esse ponto.

Estudei, li e pesquisei; minha tese de mestrado compara a cultura da polícia americana com a polícia brasileira. Conversei com as pessoas diretamente envolvidas no combate ao crime: juízes, promotores e policiais de todo o Brasil. O que descobri me surpreendeu.

Primeiro, fiquei estarrecido com a precariedade dos nossos mecanismos de proteção ao cidadão, e com o domínio que a ideologia de extrema-esquerda exerce sobre nossas instituições. Afirmo, sem sombra de dúvida, que essa é a principal causa da criminalidade, aparentemente incontrolável, que ameaça todos nós. Essa descoberta criou em mim a convicção de que o controle do crime é muito mais fácil do que parece – basta retirar a ideologia da equação. Ter ideólogos na segurança pública é como ter um filósofo no comando de um navio cargueiro. O desastre é garantido.

Uma das principais ocupações dos ideólogos da segurança é convencer a opinião pública de que “o problema do crime é muito mais complexo do que parece”, e que só vamos poder viver em paz quando acabar a desigualdade, quando a educação for de qualidade e quando todos tiverem acesso a quadras esportivas. São inúmeras as condições que precisamos atingir para criar uma sociedade perfeita, a única em que será possível reduzir o crime.

Essas afirmações são mentiras, criadas por aqueles que ganham a vida explorando o conflito social e o medo.

Ganham como? Ocupando cargos públicos para os quais não têm preparo, recebendo gordas verbas do Estado e de Fundações Internacionais em suas ONGs, sendo pagos por “pesquisas” sem base científica alguma, dominando instituições públicas de ensino e fechando gordos contratos de consultoria com o Estado.

Esses ideólogos estão em todos os lugares: nas escolas e universidades, nas entidades de classe e na mídia. Eles controlam o ecossistema de ONGs que vive do assunto “segurança pública”, principalmente no Rio. Eles já se infiltraram nas Defensorias Públicas e no Ministério Público (dos estados e da União), no Judiciário e em todas as polícias, em todos os níveis.

Como diz Percival Puggina, na introdução do essencial Bandidolatria e Democídio, de Diego Pessi e Leonardo Giardin de Souza:

“[...] Os avanços da criminalidade contam com o inegável favorecimento proporcionado pelas elites políticas, pelas instituições do Estado brasileiro, por amplos segmentos do mundo acadêmico, por doutrinas em voga e moda no mundo jurídico, pela ideologia que magnetiza os adeptos da Teologia da Libertação e pela maior parte dos nossos formadores de opinião”

O mantra que eles repetem, sob várias formas diferentes, é um só: o bandido é uma vítima da sociedade, e combatê-lo – prendê-lo, julga-lo, condena-lo e mantê-lo preso – é uma profunda injustiça social cometida pelos ricos contra os pobres.

Na realidade, os criminosos vêm de todas as classes sociais, e as maiores vítimas do crime são, justamente, os pobres, que não têm como se defender.

Mas a realidade não atende aos propósitos políticos dos ideólogos, e será sempre ignorada ou distorcida para servir aos seus interesses. Mesmo ao custo de 60 mil mortes por ano.

É inacreditável, mas é verdade.

Por Roberto Motta - Engenheiro civil (PUC-Rio) e pós-graduado no Mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV-RJ. Tem experiência como executivo de grandes empresas no Brasil e EUA nas áreas de tecnologia da informação, desenvolvimento de negócios e gestão empresarial. Fundador e ex-membro do Partido Novo, mantém o site "https://robertobmotta.com" e é autor de "Ou Ficar a Pátria Livre" (Amora do Leblon, 2016).

 

 

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