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Eleições 2022: votar em policiais civis e priorizar a segurança pública é possível em todo o país

Nos próximos dias, o cidadão poderá votar em policiais civis preparados tecnicamente para priorizarem a segurança pública quando ocuparem suas novas cadeiras. Da nossa parte, fica a torcida para que vençam aqueles com as melhores propostas que atendam a necessidade do povo da Bahia.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: Redação PP/ENTREVISTA
27/09/2022 às 19h23 Atualizada em 27/09/2022 às 21h33
Eleições 2022: votar em policiais civis e priorizar a segurança pública é possível em todo o país

Nos próximos dias, o cidadão poderá votar em policiais civis preparados tecnicamente para priorizarem a segurança pública quando ocuparem suas novas cadeiras. Da nossa parte, fica a torcida para que vençam aqueles com as melhores propostas que atendam a necessidade do povo da Bahia.

As eleições deste ano contam com vários candidatos policiais civis (Investigadores, Delegados e Escrivães) em todas as regiões do país. Aos poucos, a categoria tem demonstrado interesse e percebido a relevância em ocupar determinados espaços políticos, tanto no âmbito federal como estadual. Nesse novo cenário, a sociedade conta com candidatos que estão imersos diariamente no universo da segurança pública e que podem contribuir com ações e projetos voltados para minimizar os efeitos da criminalidade e insegurança em diversas localidades do Brasil.

No ambiente democrático e dinâmico da atualidade, os policiais civis começam a despertar para a importância de colocarem os conhecimentos à disposição do eleitor. Nos próximos dias, o cidadão poderá votar em policiais civis preparados tecnicamente para priorizarem a segurança pública quando ocuparem suas novas cadeiras. Da nossa parte, fica a torcida para que vençam aqueles com as melhores propostas que atendam a necessidade do povo brasileiro.

VAMOS AO VOTO!

O Página de Polícia juntamente com O Servidor, realizou uma série de entrevistas com alguns candidatos policiais civis, confira:

ENTREVISTA: Delegada Kátia Alves, candidata à Deputada Federal, pelo União Brasil/Ba.

PÁGINA DE POLÍCIA: Quem é Kátia Alves?  

DELEGADA KÁTIA ALVES: Sou Kátia Maria Alves Santos, 63 anos, natural de Vitória da Conquista, graduada em direito pela UFBA, com especialização pela FGV/RJ, em administração pública, mestrado em gestão internacional de empresas pela universidade de Lisboa, mestrado em administração de empresas pela UFBA.

PP: Quando ingressou na Polícia Civil e quais cargos exerceu?

Kátia Alves: Ingressei na polícia em 1986, atuei em várias delegacias delegada plantonista na 11ª DP/Tancredo Neves, Bonfim, Rio Vermelho, Simões Filho e Itapoan. Fui Titular da 12ª DP em Itapoan e depois Secretária de Segurança Pública.

PP: É a primeira vez que disputa um cargo eletivo?

Kátia Alves: Não, já fui eleita Vereadora de Salvador, tentei ser Deputada Federal há 4 anos atrás, também fiquei na suplência de Vereadora.

PP:  O que motivou essa decisão de concorrer à Deputada Federal?  

Kátia Alves: Foi justamente a impunidade que reina no Brasil e como profissional de segurança pública sinto as  dificuldades que nós passamos no dia a dia e:

 "temos que estar ouvindo o tempo inteiro. A polícia prende, a justiça solta."

Pensando nisso, é que me lanço candidata para reduzir a impunidade e tentar mudar a legislação penal vigente no país, Código Penal, Processo Penal e Lei de Execuções Penais.

PP: A  senhora foi Secretaria de Segurança Pública, aliás a primeira mulher e até o momento única na Bahia a exercer esse cargo, com essa vasta experiência como a senhora analisa o atual momento da segurança pública na Bahia? 

Kátia Alves: Sim, fui Secretária de Segurança, a primeira mulher no Brasil e única na Bahia até hoje. O momento da segurança pública na Bahia, está muito ruim, há mais de 5 anos nos ostentamos o título de estado mais violento do Brasil e isso tem um impacto grande na nossa economia, principalmente na geração de emprego e renda.

E está diretamente relacionada ao fato da Bahia ostentar a pior nota em educação. É esse o cenário que eu vejo, 8 anos sem reajuste de salários, nossos policiais extremamente desmotivados, além de depressivos também, com doenças psicológicas que precisam urgentementes ser vistas e tratadas.

PP: Na área da segurança pública quais são suas propostas?

Káia Alves: Na minha área como propostas, é a que eu falei primeiro, a luta contra a impunidade, tentando mudar a legislação penal, processual e de execuções penais e também em políticas públicas, fazer uma lei tentar aprovar uma que obriga todos os municípios com mais de 100.000 habitantes criar Redes de proteção para mulheres vítimas de violência e abrigo para os órfãos dos feminicídios.

PP: No que diz respeito à  categoria policial civil, da qual a senhora faz parte tem algum projeto?

Kátia Alves: Se eu conseguir pelo menos colocar na Lei Orgânica da Polícia Civil a proteção à aqueles delegados  ou policiais que venham a exercer cargos como chefia da Polícia Civil, Secretaria de Segurança  Pública, para que eles sejam aproveitados com toda a sua experiência.

PP: Como a senhora avalia o Modelo de Segurança hoje vigente, é o ideal?

Kátia Alves: Eu digo que não, não corresponde mais às demandas da sociedade. Nós precisamos investir muito em inteligência, em tecnologia para que possamos dar a  sociedade a resposta que ela espera de nós. Além disso, tentar integrar cada vez mais mais os espaços físicos e as atividades das duas políciais para que trabalhem e atuem irmanadas no modelo de cooperação e não de competição, como hoje vem acontecendo.

PP: Porque optou pelo União Basil? 

Kátia Alves: Eu sempre fui é PFL, PDS, Democratas a vida inteira, porque eu defendo a família, sou contra o aborto, sou contra a descriminalização das drogas e a educação tem que ser, é junto com a família. Sou contra a ideologia de gênero, colocado nas escolas primárias. Eu acho que as crianças, elas precisam primeiro saber quem são, se conhecer e só na adolescência que ela pode definir a orientação sexual dela, o que é que ela quer para a vida? Mas nas crianças, não.

PP: O que acha do elevado número de policiais candidatos?

Kátia Alves: Acho extremamente oportuno, gosto de ver, até porque nós precisamos de representatividade. Quanto mais colegas engajados na questão política, melhor para nós, melhor para a nossa instituição. Tenho certeza de que se tivéssemos um colega, Deputado Estadual ou Federal, não estaríamos na situação que estamos vivendo hoje, que sequer o Secretário de Administração atende os representantes da categoria, os presidentes de associações e dos sindicatos. Então vamos taproveitar nossa oportunidade, escolher um colega, um amigo, para nos representar melhor do que ninguém que conhecemos dia a dia, as dificuldades que enfrentamos.

PP: Com base nos últimos exemplos em que alguns policiais que foram eleitos (Vereadores e Deputados Estaduais) e nada fizeram pela categoria policial e pela segurança, alguns policiais dizem que polícia não "VOTA EM POLÍCIA". Gostaria de comentar essa fala?

Kátia Alves: Os últimos exemplos são, veja bem, vereador não tem muito o que fazer, porque a polícia estadual nós só podemos legislar nas questões urbanas. Fiquei como vereadora 2 anos e senti isso. A gente pode propor alguns projetos de indicação, mas projeto de lei, não. Não podemos legislar em questões estaduais, agora como Deputada Federal sim. Se vocês me ajudarem a chegar lá, tem a certeza de que vou continuar defendendo.

PP: E sobre essa demanda entre o sindicato dos policias e o governo do estado pelo salário de nível superior, o que o senhor acha?

Kátia Alves: A demanda entre o sindicato e o governo do estado. Defendo totalmente o salário de nível superior, nossa categoria era para ser valorizada cada vez mais e para que nos possamos contraprestar da maneira qem que a sociedade espera e merece. Nós precisamos, sim, ser valorizados na hora que se reconhece e se paga o piso de nível superior, com certeza isso vai mudar. 

PP: Suas considerações finais.

Kátia Alves: Quero dizer a vocês, quando eu tive a oportunidade, os 4 anos que fiquei à frente da Secretaria de Segurança, eu valorizei demais a nossa categoria, reformei todas delegacias, informatizei a Polícia Civil, dei autonomia administrativa à Polícia Civil, o Delegado Geral sequer  assinava as férias de um delegado, de um chefe de Custódia ou de um chefe de SI, qualquer cargo até um DAI-5 era o Secretário que tinha autonomia para isso, consegui dando autonomia financeira e administrativa a nossa Polícia Civil. 

Extinguir o cargo do delegado "calça curta", valorizamos a Polícia Civil no interior, enfim, fizemos muitas ações materiais com psicólogos e assistentes sociais nas delegacias, para poder dar suporte não só a nossa comunidade, mas também ao nosso efetivo. Nesse estresse do dia a dia e que eu já passei também junto com vocês, eu sei o que é isso.

Agora estou oferecendo o meu nome e espero contar com o apoio e com a confiança de todos vocês.

4440 Kátia Alves, Deputada Federal a escolha do número é porque:

"40 é o calibre que eu uso 44 ponto 40. Muito obrigada e um grande abraço".

@katiaalvesoficial

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