
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que quem apoia o fim da escala 6x1 é "burro, incompetente e leviano".
O engraçado é que 60 parlamentares do PL, na votação da proposta na Câmara dos Deputados, salvo engano de um total de 77, votaram pelo fim da escala 6x1. Entre eles, o vice do número 1, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
Que coisa, hein! Os colegas de partido do "coordenador" Rogério Marinho são "burros, incompetentes e levianos".
O caro e atento leitor perguntaria por que a palavra "coordenador" está aspeada. A resposta, sem pestanejar e fazer arrodeios, é que Marinho não coordena nada.
Ora, ora, o coordenador-mor é Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos. O número 3 é quem dita o rumo da campanha. O senador Marinho é uma espécie de adorno.
No Senado, na CCJ, apenas 4 parlamentares ligados a Flávio Bolsonaro votaram contra a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial.
Outro lembrete é que Flávio Bolsonaro não compareceu à votação da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Foge do assunto como o diabo da cruz.
Se dependesse do primogênito do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, o trabalhador sequer tinha o domingo para o descanso.
Essa conversa de "livre negociação" entre patrão e empregado é a proposta mais descabida que tem. Diria até que cruel e desumana. A parte mais fraca, que é o empregado, ficaria submetida ao desejo do empregador. Ou aceita a proposta ou a demissão.
Concluo dizendo que o fim da escala 6x1, sendo substituída pela 5x2, é o reconhecimento da importância do empregado no sucesso do patrão.
Viva os empregados! Viva os empregadores!
COLUNA WENSE, QUINTA-FEIRA, 3 DE SETEMBRO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.



