
O fim da escala 6x1 é o principal "cabo eleitoral" da reeleição do presidente Lula, assim como o desejo de mudança em relação à candidatura de ACM Neto (UB) à sucessão do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Quanto ao processo sucessório estadual, vejo eleitores dizendo que JR faz um bom governo, mas que está na hora da alternância de poder. O PT no comando da Boa Terra caminha para 20 anos. No ar, uma fadiga política.
Quanto ao fim da escala 6x1, cedendo lugar para a 5x2, com dois dias de descanso na semana, à aprovação popular chega a quase 80%.
Não à toa que parlamentares das duas Casas do Congresso Nacional - Senado e Câmara dos Deputados -, principalmente os candidatos à reeleição, não titubeiam em dizer que é favorável ao fim da escala 6x1.
Flávio Bolsonaro e o PL, abrigo partidário do primogênito do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, vive o dilema do "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".
Os dois "bichos" do ditado popular são os trabalhadores e os empresários. Se dependesse do número 1 e também do bolsonarismo, mais especificamente o rotulado de raiz, até a folga de domingo seria extirpada, sem dó e piedade.
Quando falo dos empresários, me refiro, principalmente, aos da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, o principal centro financeiro e econômico do Brasil. É daí que saem as vultosas doações para as campanhas.
A aliança de Lula com David Alcolumbre (União Brasil-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), respectivamente presidentes do Senado e Câmara dos Deputados, em torno do fim da escala 6x1, é mortal para o bolsonarismo.
O bolsonarismo, através dos seus senadores e deputados, vem fazendo de tudo para impedir o fim da escala 6x1, obviamente que nos bastidores. Ser contra a uma proposta que tem o apoio de quase 80% do eleitorado é cometer suicídio político.
O problema do bolsonarismo é ter sucesso na sua missão de agradar os doadores de campanha sem desagradar os trabalhadores, quando até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o cafuné é para os empresários. Para os trabalhadores, o "cascudo".
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 1 DE SETEMBRO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
A modesta Coluna Wense circulando no Congresso Nacional, nos gabinetes dos senhores e das senhoras parlamentares.



