
O "Caso Lulinha" está deixando o PT e os petistas atordoados. O envolvimento do filho do presidente Lula com uma lobista vem causando um estrago na campanha do quarto mandato.
Pesquisas internas apontam que a frente de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL), que variava entre sete e dez pontos, está oscilando entre dois e três. Uma preocupante situação de empate técnico.
As investigações da Polícia Federal chegaram a conclusão de que houve uma "comunhão de interesses econômicos" entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger para obter contratos com o governo Lula 3.
Para amenizar o escândalo, que pode se transformar no maior "cabo eleitoral" da campanha do número 1, lideranças governistas estão dizendo que Lulinha "não fechou negócios com o governo". Tentou, mas não conseguiu. O que faz lembrar a tentativa de golpe do bolsonarismo.
O "Caso Lulinha" deixou o lulopetismo
anestesiado. No movediço e cruel mundo da política, em certas situações, a melhor defesa é o ataque quando não tem outro caminho. É nivelar a política por baixo e esperar o "salve-se quem puder".
O caso mais grave envolvendo a campanha de Flávio Bolsonaro, que é a dinheirama para o filme sobre a vida de Jair Messias Bolsonaro, caiu no esquecimento. São milhões e milhões de reais sem nenhuma prestação de contas. Dinheiro sujo de Vorcaro, que recebeu a visita do amigo Flávio em sua casa já de tornozeleira eletrônica.
O primogênito do ex-morador do Palácio do Alvorada está tratando o assunto como uma "página virada". Até hoje o contrato sobre o filme não foi apresentado. O silêncio do lulopetismo está sendo efusivamente comemorado pelo bolsonarismo.
Cadê o dinheiro? Cadê o contrato? Onde foi parar os milhões e milhões de reais? Cadê a prestação de contas? Eduardo Bolsonaro, o número 3, hoje morando nos Estados Unidos, recebeu algum faz-me rir?
Veja, caro e atento leitor, ipsis litteris, o que diz o Google sobre o filme.
"A cinebiografia "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, teve custos declarados de R$ 75,1 milhões pela produtora. No entanto, investigações e documentos apontam que o senador Flávio Bolsonaro negociou um financiamento de cerca de R$ 134 milhões (US$ 24 milhões) com o banqueiro Daniel Vorcaro, dos quais cerca de R$ 61 milhões teriam sido efetivamente repassados".
A conclusão do comentário de hoje é a mesma de sempre: uma disputa presidencial marcada por escândalos envolvendo os dois lados da odienta polarização, que vem chafurdando o Brasil no lamaçal cada vez mais fétido.
Não se discute mais os graves problemas do Brasil. É só denúncias de escândalos, quem roubou mais e quem foi mais corrupto. O horário eleitoral vai se transformar em um grande "lixão".
Que coisa, hein! Que tristeza! O "chorume" da política é mais nocivo e tóxico do que o do lixão, do líquido que se forma pela decomposição dos detritos jogados a céu aberto.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.
COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 21.08.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.




