
O medo aterroriza os serviçais.
Toda vez que chega a temporada de eleições do SINDPOC, a turma do “sim, senhor, doutor”, quando vê alguns colegas especulando meu nome para retornar a encabeçar uma representação independente da entidade sindical, surge com a incumbência de cumprir ordens superiores, para que não corram o risco de a entidade voltar a ser administrada pela base da categoria policial civil, ativos e aposentados.
O que eles não entendem é que a categoria não aguenta mais esse conluio faccionado e não irá mais cair nessa baboseira. Os colegas sabem que o SINDPOC está sob controle não só do governo, mas também dos delegados de polícia desde fevereiro de 2008, sob a conhecida teoria do “SIM SENHOR DOUTOR”. Isso é fato. Basta observar que os atores são sempre os mesmos, que se dividem sob a estratégia da cúpula, mas todos orbitam na mesma base de cooptação.
É só observar: nenhum deles critica delegados ou governo. A briga é apenas entre eles e, no final, fica tudo como antes.
Portanto, fico tranquilo com essas provocações. Isso apenas mostra que estamos incomodando, até porque não devo minha alma nem minha honra a ninguém, muito menos a “sim senhor doutores”.
Eles sabem que jamais participei de grupo faccionado. Sabem também que não tenho ficha policial, mas sim prontuário funcional, após 34 anos nesta casa, sem qualquer registro de crime, seja estelionato, roubo ou qualquer outra conduta. Dessa forma, não corro o risco de ser refém de cúpula alguma. Eles sabem também que não tenho dívidas com governo, bandeiras eleitorais, partidos ou qualquer outro grupo. Sempre fui independente. Fui perseguido, demitido e retornei, após 12 anos, tendo meus direitos reconhecidos, pela mesma porta que entrei: a porta da Justiça.
Não tenho medo de ameaças, nem de narrativas prontas, tampouco de mentiras e boatos. Minha postura no sindicato sempre foi muito clara, em defesa da categoria policial. Enfrentei a cúpula e o governo sempre com rigor. Nunca vendi colegas nem traí a categoria a serviço de cúpula alguma. Minhas dívidas sempre foram declaradas em contracheque, por meio de empréstimos consignados descontados mensalmente.
Por ser independente, alguns serviçais vetam e apagam minha participação em grupos controlados por chefes políticos e partidários.

A fotografia que circula foi tirada em local aberto, sem nada a esconder, diferente de algumas reuniões secretas que ocorrem por aí. A foto foi feita no Shopping Lapa, no centro da cidade, no dia 24 de março de 2026, às 17 horas, a pedido de um colega, quando fui convidado para conversar sobre a possibilidade de lançar um representante da base ao parlamento nas eleições de outubro de 2026, um policial civil.
Achei a proposta interessante e me senti honrado em conversar com o colega IPC Pithon sobre essa possibilidade de representação. Quero deixar claro que não tenho nenhum inimigo na polícia e sim colegas que pensam difrente de mim.
Quanto à pretensão de ser candidato à presidência do SINDPOC, isso não passa pela minha cabeça neste momento. Porém, podem ter certeza de uma coisa: se algum dia isso acontecer, não serei candidato de nenhum “sim senhor doutor” ou de grupinhos com relação de subserviência com a cúpula da SSP, da Polícia Civil, do governo ou de partido político, seja de direita ou de esquerda, nem de grupos faccionados que no final sempre se juntam.
Meu desejo, como o da maioria, é que o SINDPOC volte a ser a trincheira de representação e luta que a categoria já teve.
O sindicato precisa voltar a pertencer à categoria e não a grupos ou interesses externos. A verdadeira representação nasce da independência, da coragem e do compromisso com os colegas ativos e aposentados. Sem isso, não existe sindicato forte, apenas uma estrutura sem voz e sem luta.
Autoria: Crispiniano Daltro
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