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UNIÃO QUE PROTEGE: Policiais Civis transformam o Carnaval em exemplo de organização e Espírito de Família na Bahia

Grupo com aproximadamente duas décadas de atuação mostra que planejamento coletivo, companheirismo e iniciativa própria fortalecem a segurança pública, mesmo diante de limitações estruturais

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: Redação
15/02/2026 às 13h38 Atualizada em 15/02/2026 às 14h11
UNIÃO QUE PROTEGE: Policiais Civis transformam o Carnaval em exemplo de organização e Espírito de Família na Bahia

Há aproximadamente 20 anos, um grupo formado por mais de 100 Policiais Civis do interior da Bahia, entre Investigadores e Escrivães, vem dando um exemplo consistente de união, compromisso e organização durante as escalas extras do Carnaval e de outras grandes festas no estado. Conectados por meio de um grupo de WhatsApp denominado “*CARNAVAL DE SALVADOR* *Hospedagem*”, esses profissionais não apenas se mobilizam para o trabalho, mas constroem uma rede de apoio que vai muito além da atividade policial.

A dinâmica do grupo começa ainda antes da folia. Após confirmarem a participação nas escalas, os policiais se organizam de forma independente, realizam a divisão de custos e alugam um espaço para hospedagem, geralmente uma escola ou faculdade. Quase sempre, o local é o mesmo, escolhido estrategicamente pela boa infraestrutura e, principalmente, pela localização central, o que facilita o deslocamento para os postos de serviço e garante mais eficiência nas operações.

Muito antes da criação de estruturas institucionais, como o hotel de passagens oficial no período do Carnaval, esses policiais já demonstravam autonomia e capacidade de organização, suprindo com iniciativa própria lacunas da administração. Esse modelo, construído ao longo de décadas, revela como a união do grupo consegue oferecer melhores condições de trabalho, mesmo diante de limitações logísticas e operacionais.

Mas o que realmente diferencia esse grupo é o ambiente de convivência. Durante o período de trabalho, o espaço de hospedagem também se transforma em um local de integração. Aniversários são comemorados, momentos de descontração são valorizados e já virou tradição a famosa feijoada do “Chefe Mazinho”, que se tornou símbolo dessa união. Almoços, churrascos e encontros reforçam os laços de amizade e respeito, criando um verdadeiro sentimento de família entre colegas de profissão.

Foto: MAZINHO

Esse espírito coletivo impacta diretamente na atuação profissional. A confiança construída no dia a dia fortalece o trabalho em equipe, melhora a comunicação e contribui para um serviço mais eficiente à sociedade. Ao final do Carnaval, o grupo ainda realiza um evento comemorativo, celebrando mais um ciclo concluído com dedicação e reforçando os vínculos criados ao longo da jornada.

Com o avanço das redes sociais, especialmente o WhatsApp, tornou-se comum a criação de grupos de policiais voltados para: permutas, mobilizações sindicais, direito dos aposentados e articulações institucionais dentre outros. No entanto, o grupo *CARNAVAL DE SALVADOR* se destaca por ir além da funcionalidade prática, consolidando-se como um espaço de apoio mútuo, organização coletiva e valorização humana.

O Página de Polícia parabeniza todos os colegas Policiais Civis envolvidos por essa demonstração de unidade, planejamento e compromisso. A iniciativa serve de exemplo para outros profissionais da segurança pública, mostrando que a valorização da categoria também passa pela capacidade de se organizar, se apoiar e construir, juntos, caminhos mais dignos para o exercício da função.

Em meio aos desafios enfrentados pela segurança pública, experiências como essa deixam claro que a força da instituição nasce da base. Quando há união, respeito e propósito coletivo, os obstáculos se tornam menores e o trabalho ganha mais eficiência e humanidade. Mais do que colegas de serviço, esses policiais formam uma verdadeira família, unida pelo compromisso de servir e proteger a sociedade baiana.

Importante destacar que toda essa organização, logística e integração são realizadas de forma independente, sem a participação direta de instituições, a exemplo de sindicatos ou associações.

Trata-se de uma iniciativa construída pelos próprios policiais, reforçando ainda mais o valor da união, da autonomia e do compromisso coletivo que sustenta esse grupo ao longo de mais de duas décadas.

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