
Em entrevista a Mário Kertész, Rádio Metrópole, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que legitimamente vai buscar sua reeleição, deixou nas entrelinhas que o MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, pode perder a prerrogativa de indicar o vice na majoritária.
Ao citar os cargos que o MDB tem no governo, o chefe do Palácio de Ondina, maior autoridade do Poder Executivo estadual, manda o recado de que a legenda está prestigiada, que os espaços no governo condizem com o tamanho e a importância da sigla.
Nos bastidores do lulopetismo, a opinião unânime é de que o Avante não pode ficar fora da chapa, que o MDB deve abrir mão da indicação do vice para a legenda presidida pelo empresário Ronaldo Carletto.
Lembrando ao caro e atento leitor que o Avante tem 60 prefeitos, 39 vice-prefeitos e 471 vereadores. A força do partido atinge todas as regiões do estado. Na base aliada, o Avante é a terceira força política, ficando atrás do PT e do PSD.
Ganha força um movimento interno no Avante de insatisfação com a direção estadual, mais especificamente com o presidente Carletto. A opinião é de que o partido não está reivindicando um lugar na majoritária, que parece desdenhar da importância que tem na reeleição de Jerônimo Rodrigues, que está se comportando como uma sigla nanica.
Depois do imbróglio em torno da defenestração de Angelo Coronel da majoritária, da "Guerra dos Compadres", compadre Otto versus compadre Coronel, o próximo pega-pega vai envolver o MDB e Avante.
Os irmãos Vieira Lima, Geddel e Lúcio, que é o presidente de honra do MDB, percebendo que já existe uma articulação para deixar o partido fora da majoritária, já fazem duras declarações de que não vão aceitar qualquer manobra para deixar o partido fora da majoritária.
A situação de Geddel e Lúcio é muito diferente e mais complicada do que a do senador Angelo Coronel, que mantinha um bom relacionamento político e civilizado com ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil.
No caso do MDB, o lulopetismo sabe que a legenda não tem outro caminho que não seja o de permanecer na base aliada. Geddel, para agradar o PT, andou fazendo duras críticas ao oposicionismo.
As portas da oposição se abriram para Angelo Coronel, ficaram escancaradas. O senador vai ser recebido com muita festa e discursos elogiosos.
O MDB vai chegar a conclusão que é melhor se entender com o lulopetismo do que ficar isolado na eleição de 2026, a ver navios.
COLUNA WENSE, SÁBADO, 07.02.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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