
Do pioneirismo de Alcindo da Anunciação à firmeza de Crispiniano Daltro: a história de um sindicalismo que nasceu da coragem e do respeito.
A história do Sindpoc é marcada por nomes que transformaram o sindicalismo na Polícia Civil em uma verdadeira ferramenta de dignidade e representação. Tudo começou com a gestão do perito criminal Alcindo da Anunciação, um dos pioneiros do movimento sindical policial no Brasil, que abriu caminho para a organização e fortalecimento da categoria na Bahia.
Na sequência, a gestão de Crispiniano Daltro, presidente do Sindpoc na década de 1990, deu continuidade a esse legado, consolidando uma diretoria coesa, combativa e comprometida com os interesses dos policiais civis, sem espaço para vaidades pessoais ou acomodações políticas.
Desde o início, a prioridade era clara: preservar o bom nome da entidade e reforçar sua credibilidade. Havia mais do que atenção — havia zelo, responsabilidade e compromisso com a causa coletiva.
Um dos pilares dessa gestão foi o respeito aos aposentados, independentemente de serem filiados ou não. O entendimento era simples e justo: todos que dedicaram sua vida ao Estado e à sociedade mereciam reconhecimento e cuidado.

Para valorizar esses profissionais, o sindicato criou uma sala exclusiva para os aposentados, um espaço de convivência e memória, onde podiam trocar experiências, relembrar histórias e discutir os rumos da categoria. O ambiente, com jogos, televisão, água gelada e café, era também um ponto de descanso e pertencimento — um símbolo de gratidão e respeito.
Esse espaço serviu, ainda, para reengajar os aposentados nas lutas da categoria. Muitos formaram comissões e acompanharam a diretoria em reuniões com as Secretarias de Segurança Pública e de Administração (Saeb), especialmente durante as negociações salariais, levando experiência e voz ativa às discussões com o Estado.

Sem falar da Sede de Praia dos Policiais Civis, localizada em área nobre da orla, que se tornou um ponto de encontro importante da categoria. O local servia não apenas para o lazer, mas também para reuniões e articulações que antecediam os movimentos da classe policial. Além disso, sediava as tradicionais festas comemorativas — do Dia das Mães, dos Pais, de São João, das Crianças, o Réveillon, entre outras —, momentos de confraternização que fortaleciam os laços entre os policiais civis e suas famílias.
A Sede de Praia também ficou marcada pelo tradicional campeonato de futebol das unidades policiais, que reunia colegas de todo o estado em um clima de integração, camaradagem e valorização da categoria.
Com o tempo, surgiu o chamado “neo-sindicalismo”, que se apresentou como renovação, mas acabou se mostrando um retrocesso. Faltou-lhe respeito pela trajetória construída e pelos profissionais que pavimentaram o caminho da representatividade policial. Muitos desses novos dirigentes, movidos por interesses próprios, se aliaram ao governo e às chefias, esquecendo dos aposentados e desvalorizando a própria base que sustentou a luta sindical.
Diante desse cenário, Crispiniano Daltro e uma geração de veteranos seguem unidos na defesa da verdadeira essência do sindicalismo policial — aquele nascido da coragem, da solidariedade e do compromisso com a categoria.
A trajetória do Sindpoc foi forjada na luta e na integridade. De Alcindo da Anunciação a Crispiniano Daltro, o que se construiu foi mais do que uma entidade: foi uma história de resistência e de amor à profissão policial.
Seguimos firmes, conscientes de que não abriremos mão de nossos direitos nem do respeito que conquistamos com trabalho e coragem.
“Queremos tudo, inclusive respeito.”
— Aposentados.
Por J. Araújo, IPC (Aposentado)
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