
Em recente entrevista, - assista no final do artigo - o advogado José Amando deixou no ar, no mínimo, uma grave denúncia: o Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (SINDPOC) teria abandonado a luta pelo Mandado de Injunção — instrumento jurídico crucial para garantir direitos da categoria — em troca de uma negociação com o governo por um reajuste salarial considerado pífio.
A situação ganha contornos ainda mais preocupantes quando se observa o momento em que essa negociação foi feita: às vésperas do julgamento do Mandado de Injunção, o que, segundo o advogado, teria enfraquecido a argumentação da classe e contribuído diretamente para sua derrota no processo.
Essa suposta estratégia sindical levanta sérios questionamentos sobre a forma de agir e de representar do SINDPOC perante seus próprios filiados. Um sindicato existe para defender, de forma intransigente, os interesses coletivos de sua base. Quando há sinais de que essa defesa foi trocada por acordos duvidosos ou gestos conciliatórios de última hora — talvez por este motivo tenha havido tanto desespero depois do “NÃO” na primeira assembleia — perde-se não apenas uma batalha jurídica, mas a confiança de toda uma categoria.
O próprio tom da fala do advogado evidencia que a derrota sofrida não foi apenas nos tribunais, mas também no campo moral e ético da representação sindical.
Além disso, é necessário refletir sobre os efeitos dessa postura no cenário mais amplo da luta por direitos dos servidores públicos. Se entidades sindicais se mostram frágeis ou, pior, coniventes com manobras políticas que desmobilizam a categoria, abre-se um precedente perigoso para retrocessos em conquistas históricas.
A fala de José Amando, nesse contexto, funciona como um alerta: há indícios claros de que a classe foi traída por quem deveria defendê-la com vigor.
Portanto, é urgente que os policiais civis exijam transparência, prestação de contas e mudanças na condução de sua representação sindical. A omissão ou conivência diante de atos que ferem os interesses coletivos não pode ser tolerada. A classe precisa se rearticular, fortalecer suas lideranças legítimas e retomar o protagonismo na defesa de seus direitos — inclusive retomando a luta pelo Mandado de Injunção e outras pautas que, porventura, tenham sido deixadas de lado.
📌 Confira a íntegra da entrevista do advogado José Amando:
Por Marco Antonio Silva Spínola – Investigador de Polícia Aposentado
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