
A Investigadora de Polícia Civil aposentada Fátima Umbelino denunciou publicamente o que classifica como um verdadeiro descaso por parte da SUPREV (Sistema de Previdência dos Servidores Públicos do Estado da Bahia) e a omissão do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc).
Segundo a servidora, seu contracheque referente ao último pagamento apresentou um valor irrisório: apenas R$ 47,54. Ao questionar a SUPREV, recebeu respostas vagas, como a justificativa de “erro do computador”, “erro de impressão” ou ainda que era por conta dos "empréstimos", e foi informada de que só receberia o valor correto em até 15 dias. Enquanto isso, afirma, está com contas atrasadas, juros acumulando e “devendo a Deus e ao mundo”.
O problema, segundo Fátima, foi inicialmente tratado com frieza. Ela relata que, em um primeiro momento, a SUPREV chegou a afirmar que o valor estava correto, atribuindo-o a descontos de empréstimo. Mais tarde, após insistência, uma funcionária do RH da Polícia Civil entrou em contato com o setor responsável, constatando o erro. A aposentada afirma ainda que uma das mensagens enviadas pela SUPREV foi posteriormente apagada, o que levanta suspeitas de tentativa de ocultação do problema.
Mas a denúncia não se limita ao erro da SUPREV. Para Fátima, o Sindpoc, entidade que representa os Policiais Civis da Bahia, ativos e aposentados, tem responsabilidade indireta ao se omitir e não incluir os aposentados na pauta de negociações que culminou recentemente com um reajuste cantado em versos e prosas pelo sindicato como “o reajuste do século” — mas que não foi pago na integralidade aos aposentados. “Estamos esquecidos, como se já não fôssemos mais parte da Polícia Civil. Quando precisamos, não temos voz, nem respaldo. É como se o sindicato fosse apenas para os da ativa”, lamentou.
O caso expõe não apenas falhas graves no sistema previdenciário estadual, mas também um preocupante distanciamento entre o sindicato e parte da categoria que deveria representar. Enquanto policiais aposentados enfrentam descaso e burocracia, o Sindpoc mantém-se silencioso, reforçando a sensação de abandono e tentando enganar os aposentados com falsas promessas e cafés da manhã.
Quando um policial da ativa é desrespeitado, há protesto, nota oficial, reuniões de urgência e discursos inflamados. Mas quando um aposentado é lesado, resta apenas o silêncio — e a conta para pagar. O Sindpoc, que se apresenta como defensor da categoria, parece ter esquecido que a palavra “categoria” inclui também aqueles que já cumpriram seu tempo e colocaram a própria vida em risco.
No dicionário, isso se chama “representação”; no caso do Sindpoc, parece apenas marketing sindical barato.
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