
Em comunicado recente intitulado "Diretores do Sindicato dos Policiais Civis informam sobre a regularização da diferença do reajuste concedido aos policiais civis e que os policiais aposentados não tiveram nas gratificações", publicado nas redes sociais e no site oficial da entidade: (https://www.sindpoc.org.br/noticias/detalhe/10711), a direção do Sindpoc reafirma seu “compromisso com aposentados e pensionistas” e destaca a “mobilização sindical” como caminho para a resolução de atrasos e distorções nos pagamentos. No entanto, por trás das palavras cuidadosamente escolhidas, o que se observa é a repetição de estratégias discursivas que simulam ações concretas, enquanto a base da categoria — especialmente os inativos — permanece desassistida, invisibilizada e sem efetiva representatividade.

A ironia torna-se ainda mais evidente ao se constatar que dois dos diretores presentes ao lado do presidente do sindicato durante o comunicado são policiais civis aposentados — exatamente o grupo que foi excluído da integralidade dos reajustes recentemente concedidos aos servidores da ativa. Apesar disso, seguem protagonizando uma encenação de protagonismo sindical, sustentada por uma retórica desconectada da realidade e marcada por uma desfaçatez inquietante. O que se presencia, na prática, é a repetição de um roteiro publicitário disfarçado de atuação sindical, carente de resultados concretos e distante das verdadeiras demandas da categoria.
Esses diretores, em vez de assumirem postura de cobrança legítima — a que jamais receberam do próprio sindicato — preferem manter o palco armando discursos vazios, alimentando a falsa percepção de que se lutam por seus pares. Mas a luta efetiva, de fato, não ocorre: parece que seu território de atuação está restrito às redes sociais e aos posts brilhantes, muito longe da realidade amarga dos aposentados.
A contradição é flagrante: pregam mobilização para resolver pagamentos atrasados enquanto se omitem no respeito à própria categoria que representam.
Críticas à direção e à narrativa sindicais
Descompasso entre discurso e ação: repetem a palavra “compromisso”, mas não demonstram autonomia ou efetividade real em reuniões com autoridades ou negociações por reajuste.
Falha moral: estes diretores, beneficiados por estabilidade e cargos vitalícios, não representam verdadeiramente quem vive com proventos congelados ou atrasados.
Subestimação da inteligência dos aposentados: o teatro — com fotos, palavras de ordem e jargões — é uma forma de manipular, e o público principal já percebe a encenação.
Hora de exigir postura digna, não teatro sindical
Chega de encenação. A categoria aposentada exige transparência, interlocução legítima e resultados concretos. Mobilização não se compra com postagens em redes ou discursos bonitos: se constrói com ações reais, reivindicações factuais e presença firme. A direção do Sindpoc, especialmente os dirigentes aposentados, deveria abandonar o verniz de promessas e partir para a prática: cobrar o que é de direito, enfrentar autoridades, e parar de teatralizar o próprio fracasso.
Aos policiais civis aposentados e pensionistas, resta clara uma verdade: é preciso organizar autonomia de fato, e não depender de diretores que não representam, não mobilizam e, sobretudo, não entregam.
(*) A POLÍTICA DO SINDPOC: Tudo Sob Controle, Nada Resolvido
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