
Isso mesmo, caro e atento leitor, em 23 de fevereiro de 2011. Segue abaixo alguns parágrafos que escrevi sobre a reforma política.
1) "Depois de um bom tempo esquecida, a discussão sobre a necessária reforma política vem à tona. Sempre é assim: a coitadinha é deixada de lado e depois aparece".
2) "Discordo da tal da lista fechada. Outros pontos merecem mais atenção: o voto distrital, o aperfeiçoamento do instituto da fidelidade partidária e outras medidas contra a prostituição eleitoral".
3) "A lista pré-ordenada, se for aprovada, vai inibir o surgimento de novas lideranças, já que os donos dos partidos serão os primeiros da fila".
4) "A defesa da lista partidária deve ser assentada em fortes e convincentes argumentos, sob pena dos parlamentares ficarem com a pecha de exterminadores de novas lideranças".
5) "A prostituição eleitoral, assentada no vergonhoso toma-lá-dá-cá, na compra de votos e no escancarado fisiologismo, deve ser incinerada do mundo da política para não contaminar instituições da sociedade"
6) "Partido político não pode ser instrumento para satisfazer projetos pessoais de políticos inescrupulosos".
Concluir o comentário, no Diário Bahia, dizendo que "nunca levaram a sério a reforma política. Tudo tapeação. Os senhores parlamentares, com algumas honrosas exceções, continuam brincando com o eleitorado, com o cidadão e a cidadã".
Que coisa, hein! Tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. A mesma tapeação, a mesma conversa pra boi dormir. E vaca também.
Mas quando o assunto diz respeito aos fundos partidário e eleitoral, ao aumento da dinheirama que vem dos cofres públicos, a classe política fica igual a sabiá no ponteiro.
Se minha saudosa vovó Nair fosse viva, diria que só uma surra de cansanção na bundinha desses parlamentares. E como ela veio ao mundo.
COLUNA WENSE, SÁBADO, 07.11.2026.
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.

