
A previsão de chegada do fenômeno El Niño ainda este ano poderá intensificar a circulação de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde emitiu um alerta a estados e municípios para o reforço nas ações de vigilância e controle, orientando ações preventivas e intensificação das visitas domiciliares.
Com essa projeção, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Coordenação de Endemias, mantém o monitoramento contínuo da situação, com atuação concentrada nos pontos de maior risco e visitas domiciliares para orientar a população sobre medidas que ajudam a reduzir a proliferação do mosquito.

Uma central de monitoramento instalada na sede da Coordenação de Endemias também integra o plano de enfrentamento. O espaço reúne sistemas e rotinas que permitem acompanhar os índices de infestação com mais agilidade, direcionar as equipes e intensificar as ações nas áreas onde o risco é maior.
Na manhã desta quarta-feira (19), agentes de endemias percorreram o bairro Patagônia, que está entre as localidades com altos índices de casos notificados. Durante a ação, o coordenador de Endemias, Saulo Ferreira, explicou como o município vem reforçando o monitoramento e direcionando o trabalho das equipes para as regiões com maior infestação.

“Implantamos, via monitoramento, as ovitrampas em tempo real. Então, hoje nós não fazemos mais um levantamento de índice bimestral como antes. Agora, fazemos semanalmente. Com isso, sabemos onde tem um número de infestação maior e direcionamos a equipe total de arboviroses para se concentrar nesses locais e realizar essas ações”, afirma Saulo.
Segundo o coordenador, o município atua com três estratégias principais: tratamento focal, que consiste na aplicação de larvicida diretamente na água parada; tratamento perifocal, voltado ao controle do mosquito adulto em locais próximos aos criadouros; e aplicação de inseticidas por meio de equipamentos costais e do carro fumacê nas áreas consideradas mais críticas.

Saulo
Saulo também destacou a utilização de mapas de calor para identificar as regiões onde a infestação pode aumentar de acordo com as condições climáticas.
“E, nesse período, nós temos esse mapa de calor, nessas temperaturas quentes, do movimento do mosquito. E aí nós conseguimos controlar a população do mosquito”, completa o coordenador.

Sheila
Moradora do Patagônia, a agente comunitária Sheila Nogueira afirma que a presença das equipes de endemias e as orientações oferecidas durante as visitas ajudam a manter a população vigilante.
“Foi bom o pessoal ter vindo hoje, porque deu uma orientação melhor. E, assim, cada um fazendo a sua parte, a gente fica livre da doença. Os agentes sempre estão vindo aqui. Já vieram esta semana, olharam, fizeram a visita direitinho, fizeram anotações, sempre registrando a data que estiveram aqui”, disse Sheila.

Boletim das arboviroses
O boletim da 31ª Semana Epidemiológica, correspondente ao período de 2 a 8 de agosto, registra 15 casos suspeitos de dengue e um de chikungunya, conforme dados do Sistema Nacional de Notificação (Sinan). Não houve notificações de casos suspeitos de Zika no período.

Dos 15 casos notificados para dengue, 12 permanecem em investigação e três foram descartados. O caso de chikungunya também segue em investigação.
O bairro Alto da Boa Vista registrou três casos de dengue que permanecem em investigação. Os demais foram registrados nas seguintes localidades: Bairro Brasil, Espírito Santo, Felícia, Jardim Guanabara, José Gonçalves, Lagoa das Flores, Lagoa dos Patos, Nossa Senhora Aparecida e São Pedro.
A SMS continua monitorando a situação das arboviroses no município e reforça a importância da participação da comunidade no combate ao mosquito. A orientação é eliminar recipientes que possam acumular água parada e manter os cuidados preventivos, além de buscar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e manchas vermelhas na pele.




