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A morte do policial em combate perpassa pelo falecimento das políticas de segurança e justiça pública.

Entre a linha de frente e o abandono institucional, o policial segue morrendo todos os dias. Por Elias John Ivo*

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: por Elias John Ivo*
17/04/2026 às 13h15 Atualizada em 17/04/2026 às 13h22
A morte do policial em combate perpassa pelo falecimento das políticas de segurança e justiça pública.

Recentemente tivemos que sofrer com a morte de policiais em serviço, mas todos os dias morre um policial em defesa da sociedade, todo dia morre um policial que já prestou seus serviços à esta mesma sociedade que o despreza.

A morte faz parte do nosso mister, a morte ronda nosso sopro de vida a cada instante em que estamos nas ruas, em casa ou no lazer com amigos e familiares.

Nenhum outro servidor público sofre desse trauma psicológico. Somente os policiais devem estar atentos 24 horas por dia, diuturnamente.

Sempre foi assim!

Nem sempre, não com tamanha frequência e pressão psicológica. Houve um tempo, não muito distante, que o agente da Lei podia desfrutar de uma vida saudável e prazerosa com esposa, filhos, amigos e colegas.

Desde fevereiro de 2015, com a implementação prática da Audiência de Custódia no Brasil, lastreada pelo Pacto de São José (assinado em 1992), o sentimento de impunidade tomou corpo nos meios policiais. Todavia, as audiências não são as maiores culpadas pelo avanço da violência nos estados, principalmente na Bahia.

Há outras causas que devemos considerar, e uma delas é o sucateamento das polícias, a punição constante ao servidor policial, a vigilância sistemática das ações e operações policiais, que pune pelo menor deslize em nome da Lei.

O Excludente da Ilicitude, é relegado ao segundo plano e o agente policial punido pelo menor deslize.

As facções tomaram o poder das ruas, ditaram as regras ao cidadão, estabeleceram um perímetro de atuação e impõe aos servidores da segurança pública um limite de ação. Não obstante a tudo isso, ainda contam com a morosidade e parcimônia da justiça na aplicação das leis, sabem que na maioria das vezes será - o infrator, liberado ainda na audiência da custódia. Basta mentir cínicamente, informando que seus direitos foram violados ou usado de violência exacerbada pelos seus condutores - A justiça escolhe liberar o bandido, acreditando na sua palavra em detrimento ao apresentado pela guarnição.

Entretanto, o pior de toda essa parcialidade é o descaso dos nossos políticos - governador, deputados e Presidente da República; tratam a segurança pública da sociedade e dos seus agentes com irresponsabilidade.

Não há uma política de segurança pública que pense na extrema necessidade de freiar a escalada que o Crime Organizado ganhou nas últimas décadas. As polícias agem de forma IMEDIATISTA; as poucas ações arquitetadas a longo prazo, encontram na burocracia e falta de condições de trabalho seu maior entrave. O pior exemplo foi apresentado ao povo brasileiro semana passada, quando o relatório da CPI do Crime Organizado foi sepultado pela manobra política do Senado Federal em coluio com o Executivo Nacional e membros do Judiciário Federal.

Não é viaturas novas, delegacia e companhia com ar condicionado e móveis novos, nem uniformes impecáveis e obrigatórios que significa cuidados com A Segurança Pública. É obrigação do estado prover aos seus servidores e aos cidadãos um espaço de trabalho e atendimento digno e saudável.

As leis devem endurecer sua aplicabilidade, a punição ao infrator deve servir de exemplo aos que estão no mundo do crime, a audiência de custódia tem a obrigação de punir preventivamente àqueles que são apresentados, o sistema tem que mudar sua forma de agir diante do criminoso. "Dura lex, sed lex" (a Lei é dura, mas é a Lei).

Desde a Roma antiga, que a Lei era dura para punir severamente seus infratores, então porque agora ela é relativa para os criminosos e severa para os policiais?

O Estado nos abandonou!!!

Nosso Salário é Péssimo!!!

Nossa condição de trabalho é horrível!!

Nossos equipamentos são deploráveis!!!

Nossa segurança jurídica é caótica!!!

Estamos morrendo todo dia:

nas ruas;

de trabalho extra;

de assédio;

de pressão psicológica;

De FOME!!!!

SOCORRO!!!

SALVE O POLICIAL.

*Elias John Ivo

·      Investigador Classe Especial - Aposentado.

·      Mestre em Ciências da Educação.

·      Psicopedagogo.

·      Pedagogo.

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