
O caso envolvendo uma soldado e uma major da Polícia Militar da Bahia, ocorrido na manhã de segunda-feira, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, trouxe à tona uma situação grave dentro da própria corporação e levantou questionamentos sobre o ambiente de trabalho e a saúde mental dos policiais militares.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a soldado Ana Beatriz de Jesus Alves Santos, de 24 anos, entrou em uma sala do Comando de Policiamento da Capital, na Vila Militar do CAB, e efetuou pelo menos um disparo contra a major Caroline Ferreira Souza, que foi atingida no rosto. Logo após o disparo, um tenente-coronel que estava nas proximidades reagiu para conter a situação e acabou atirando contra a soldado.
As duas policiais foram socorridas inicialmente por colegas e levadas ao Hospital Geral Roberto Santos. Posteriormente, a major foi transferida para o Hospital Geral do Estado, onde deve passar por cirurgia no maxilar. Apesar da gravidade dos ferimentos, nenhuma das duas corre risco de morte.
Segundo o advogado Lucas Sestelo, da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares, que representa a soldado, a policial havia relatado anteriormente que enfrentava problemas no ambiente de trabalho e que se sentia perseguida, embora essa informação ainda dependa de confirmação durante a investigação.
A soldado está na corporação há cerca de cinco anos, é filha de um sargento da Polícia Militar e havia sido aprovada recentemente no Curso de Formação de Oficiais, o que indica que sua carreira estava em ascensão dentro da instituição. Ainda não há confirmação oficial sobre o estado psicológico dela no momento do ocorrido, e a defesa afirma que somente uma avaliação psicológica e a investigação poderão esclarecer se houve algum tipo de surto.
O caso está sendo acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar da Bahia, que deverá apurar as circunstâncias do ocorrido, eventuais conflitos internos, condições de trabalho e responsabilidades disciplinares e criminais.
Em nota oficial, a Polícia Militar informou que acompanha o estado de saúde das duas policiais, presta apoio às famílias e reforçou que a ocorrência foi rapidamente controlada após a intervenção de outro oficial.
O episódio, ocorrido dentro de uma unidade da própria Polícia Militar, não é apenas um caso isolado de violência, mas um fato grave que acende um alerta sobre pressão psicológica, relações hierárquicas e condições de trabalho dentro das instituições policiais. Mais do que apurar responsabilidades individuais, o caso deve servir para uma reflexão mais profunda sobre saúde mental, assédio, ambiente de trabalho e estrutura de apoio aos profissionais de segurança pública, que diariamente lidam com situações de alto estresse e risco.
23.03.2026 - Soldado atira em Major da PM no CAB.
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