
Garantir o acesso à alimentação adequada é um pilar fundamental para a proteção da dignidade e da segurança alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade social. Em Sergipe, o Programa Estadual de Aquisição de Alimentos (PEAA) tem se destacado nessa missão. Somente este ano, o programa já entregou cerca de 60 toneladas de alimentos, alcançando centenas de famílias e fortalecendo a agricultura familiar através da política de segurança alimentar do Sergipe sem Fome.
Como parte dessa iniciativa, nesta sexta-feira, 20, a Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) realizou a entrega de 5,5 toneladas de alimentos para 250 famílias dos povos indígenas Fulkaxós, localizada no município de Pacatuba, no baixo São Francisco.
Dentre esses, mantimentos como cenoura, batata, macaxeira, mangaba in natura, coco seco, banana, inhame, batata doce e melancia produzidos por agricultores do próprio município, fortalecendo a inclusão produtiva e geração de renda para quem trabalha no campo.
Além disso, em parceria com a Emdagro, foi realizada a entrega de 67 sacos de sementes, incentivando a produção local e garantindo que essas famílias tenham condições de plantar, colher e sustentar suas próprias histórias.
Comunidade indígena Fulkaxó
Antes da entrega dos alimentos, a comunidade realizou rituais tradicionais que reforçam a identidade, a ancestralidade e a relação coletiva com o território, além de um momento de escuta e diálogo, fundamental para mapear demandas e orientar o planejamento de políticas públicas direcionadas aos povos originários.
Para a secretária da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri, “o diálogo com os territórios nos permite compreender as demandas reais e planejar iniciativas alinhadas à vivência de cada povo. Essa aproximação fortalece a conexão com os povos originários e qualifica a atuação do Estado”, afirmou.
O cacique do povo indígena Fulkaxó, Cacique Tchydjo Uê (Humberto Cruz), explicou a celebração. “Quando realizamos o ritual, estamos agradecendo à terra, aos nossos ancestrais e a todos que contribuem para que o alimento chegue até o nosso povo. Para nós, esse momento representa proteção, união e respeito à nossa história. O alimento que chega não é apenas para matar a fome, ele fortalece o corpo, a cultura e a caminhada do nosso povo, mantendo viva a nossa identidade”, afirmou.
A iniciativa reafirma o compromisso do Governo de Sergipe em desenvolver ações nos territórios com respeito à cultura, aos saberes tradicionais e à organização dos povos originários. Ao integrar segurança alimentar, escuta qualificada e valorização das identidades indígenas, o Estado fortalece a atuação intersetorial e assegura políticas alinhadas à realidade das comunidades.












