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Rede pública estadual de ensino expõe projetos na 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

A Feira Brasileira de Ciências e Engenharia acontecerá entre os dias 16 e 20 de março, em São Paulo

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
20/02/2026 às 14h01
Rede pública estadual de ensino expõe projetos na 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia
Participação reforça o protagonismo estudantil e o fortalecimento da cultura científica nas escolas estaduais / Fotos: Ascom/Seed

Alunos da rede pública estadual de ensino representarão Sergipe na 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que ocorrerá de 16 a 20 de março, em São Paulo. Quatro projetos são dos Centros de Excelência Atheneu Sergipense, 28 de Janeiro e Dom Juvêncio de Britto, além do Colégio Estadual João Salônio, selecionados entre mais de três mil inscritos em todo o país.

Ao todo, Sergipe contará com cinco projetos participantes, sendo quatro da rede pública estadual e um da rede privada. A participação reforça o protagonismo estudantil e o fortalecimento da cultura científica nas escolas estaduais.

Pela primeira vez na feira, o professor Ivanildo Santos, do Colégio Estadual João Salônio, destacou a relevância da experiência para a comunidade escolar. “Essa participação funciona como um farol para o colégio. O projeto que hoje atravessa o Brasil servirá de inspiração para as próximas turmas, criando uma cultura científica sólida dentro da nossa escola. Estamos mostrando que o estudante sergipano tem voz, técnica e futuro”, afirmou.

O projeto ‘Facheiro: a revolução do couro vegetal sustentável em Aparecida-SE’, desenvolvido pelas alunas Maisa Góis, Ana Maria Santana e Emmily Farias, propõe a criação de um biocompósito sustentável, o chamado ‘biocouro’, como alternativa ao couro animal e sintético. A pesquisa valoriza recursos subutilizados da região de Nossa Senhora Aparecida, com foco na economia circular e no potencial econômico para comunidades rurais, aliando inovação científica e preservação ambiental.

Demais projetos 

Outros três projetos da rede pública estadual também foram selecionados para a Febrace. O Centro de Excelência 28 de Janeiro apresentará o projeto ‘CAPTA – Caminhos para a Avaliação Precoce do Transtorno do Espectro Autista’, orientado pela professora Lark Soany e coorientado pelo professor Edson Oliveira. Desenvolvido pelas alunas Taislaine Alves, Ana Karla Gois e Luana de Oliveira, o trabalho propõe um kit educativo acessível, com cartilha, questionário e diário, voltado à triagem precoce do autismo infantil e ao fortalecimento do acolhimento às famílias. 

A proposta se destaca pela abordagem humanizada, ao considerar aspectos gestacionais, sociais e físicos das mães, contribuindo para uma compreensão ampliada do transtorno e para intervenções mais precoces.

Já o Centro de Excelência Dom Juvêncio de Britto levará o projeto ‘PALMLAC: Valorização de biomassas regionais na formulação de bebidas lácteas funcionais sustentáveis para o combate à subnutrição no semiárido sergipano’. Orientado pela professora Lark Soany e coorientado pela professora Marise Gomes, o estudo das alunas Laura Fernanda Bras e Maria Luiza Gomes investiga a criação de bebidas lácteas funcionais a partir de insumos regionais, unindo inovação nutricional, acessibilidade e sustentabilidade. Testes nutricionais, sensoriais e econômicos comprovaram a viabilidade da proposta.

O Centro de Excelência Atheneu Sergipense retorna à feira com a atualização do projeto ‘Desenvolvimento de esponjas biodegradáveis utilizando fibra de coco: uma alternativa sustentável às esponjas de plástico – parte 2’. Orientados pela professora Cristina Campos e coorientados pelo professor Everton Silva, os alunos Lucas Thierrys de Almeida, Júlia Fraga e Melissa Sá Martins investigam a viabilidade técnica e ambiental do uso da fibra de coco, analisando resistência, absorção, teor de umidade e degradabilidade.

Segundo a professora Cristina Campos, a participação contínua na Febrace fortalece a pesquisa científica na escola pública. “Queremos mostrar aos estudantes que eles podem ser pesquisadores e protagonistas na solução de problemas reais. A ciência produzida em sala de aula ultrapassa os muros da escola e ganha reconhecimento nacional”, ressaltou, lembrando que, na edição anterior, o projeto conquistou o terceiro lugar na categoria Química, impulsionando o avanço da pesquisa.

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