

Logo no início do dia, servidores da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep) realizaram a limpeza do canal do loteamento Santa Cecília, que chegou a transbordar por conta das fortes chuvas, mas logo teve a situação normalizada. As equipes também estiveram no Estádio Municipal Lomanto Júnior, para a retirada de galhos de árvores que caíram no estacionamento, na Avenida Joaquim Hortélio, onde uma árvore de pequeno porte caiu, além de limpeza nas avenidas Genésio Porto e João Pessoa.
Secretário de Serviços Públicos, Luís Paulo Sousa destaca o trabalho preventivo realizado na cidade desde o final de 2025, que tem mitigado os danos causados pelas chuvas. “Primeiro é preciso dizer do trabalho preventivo feito durante o final do ano de 2025. A chuva ontem foi forte, e logo após nós fomos pra rua, monitoramos os locais onde tem maior acúmulo de água e terra. Hoje pela manhã, logo cedo, já começamos a limpar as grades do canal do Santa Cecília, estamos também na João Pessoa, que recebe muita terra da serra, até a Vitor Brito, Genésio Porto. Teve uma queda de árvore na Joaquim Hortélio, de pequeno porte, que a equipe já fez a remoção. E houve queda de galho no Lomantão. Onde tiver alguma ocorrência, nossas equipes irão resolver”.

Luís Paulo
Segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o centro da cidade foi a região mais atingida pela chuva, registrando quase 30 mm em um curto intervalo de tempo. No Recreio, foi registrado 15,55 mm e no Bruno Bacelar 14,47 mm, enquanto no Patagônia apenas 0,99 mm, o que fez com que a média geral ficasse em 15,15 mm.
Na zona rural, a chuva não causou intercorrências. Os maiores volumes de chuva foram registrados em José Gonçalves e Cercadinho, com 30mm cada. Os distritos de Cabeceira do Jiboia e Veredinha registraram 15 mm cada, enquanto em Bate-Pé choveu 12mm e em Inhobim 10mm.

Avenida João pessoa
No Estádio Lomanto Júnior, uma equipe da Coordenação de Proteção e Defesa Civil (Compdec) acompanhou a retirada dos galhos que caíram no estacionamento e avaliaram a situação de outras árvores no local. O perito ambiental da Compdec, João Paulo Silva, afirma que o grande volume de água ocasiona situações como essa, mas afirma que não há mais riscos para a população. “O volume de chuvas que caiu em Vitória da Conquista foi considerável e isso acaba causando alguns transtornos tanto para a parte estrutural quanto para a questão das árvores, porque algumas delas sofrem impacto de rajada de vento e também de carga d’água que cai nas copas. Isso propicia que a árvore tenha algum tipo de anomalia, como a queda de galhos, de alguns frutos mais pesados e, a depender da situação da árvore, a queda”.