

As atividades da Semana de Prevenção à Gravidez na Adolescência aconteceram em vários Cras do município
Entre os dias 2 e 6 de fevereiro, unidades da assistência social realizaram mobilizações em alusão à Semana de Prevenção à Gravidez na Adolescência. As atividades foram promovidas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), presentes em diversos territórios do município.
A Semana de Prevenção à Gravidez na Adolescência acontece de forma articulada em todo o município, envolvendo as políticas de assistência social, saúde e educação, por meio de ações educativas e de mobilização em diferentes espaços. O objetivo é ampliar o acesso à informação, promover o diálogo e contribuir para a construção de projetos de vida mais conscientes entre adolescentes.
No campo da assistência social, os Cras Pedrinhas, Jardim Valéria e Bruno Bacelar realizaram os eventos “Papo Ativo”, que consistiram em rodas de conversa com adolescentes atendidos pelas unidades. As atividades tiveram como foco apresentar informações sobre os riscos de uma gravidez precoce, esclarecer dúvidas e estimular reflexões sobre escolhas, responsabilidades e perspectivas para o futuro.
Para a coordenadora da Proteção Social Básica, Dayana Evelinne, a Semana de Prevenção é um momento fundamental para fortalecer o trabalho social desenvolvido junto aos adolescentes. “Essas ações são importantes porque criam um espaço de escuta, diálogo e orientação, onde os adolescentes podem tirar dúvidas e refletir sobre suas escolhas. A prevenção passa pelo acesso à informação, mas também pelo fortalecimento de vínculos e pela construção de projetos de vida que considerem os sonhos, os estudos e o futuro desses jovens”, destacou.
No Cras Pedrinhas, o Papo Ativo contou com a participação de cerca de 50 adolescentes, incluindo jovens da comunidade quilombola do Beco de Vó Dola, da Escola Municipal Antônia Cavalcanti, do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Cras e do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca).
A coordenadora de Saúde da Criança e do Adolescente, Cristina Guimarães, participou da ação com o intuito de orientar os jovens e esclarecer dúvidas relacionadas à gravidez precoce. “A Semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência é fundamental para promover informação de qualidade, escuta e orientação sobre saúde sexual e reprodutiva. Mais do que falar sobre prevenção, ela cria espaços seguros de diálogo, onde adolescentes podem tirar dúvidas, refletir sobre projetos de vida e tomar decisões de forma mais consciente e responsável. Esses espaços de conversa impactam diretamente a vida dos jovens dos territórios porque consideram suas realidades, fortalecem a autonomia e ampliam o acesso a direitos. Quando o diálogo é feito de forma aberta e sem julgamentos, os jovens se sentem acolhidos, fortalecidos e mais preparados para cuidar de si e do seu futuro”, explicou.
Para Raiane Santos, de 15 anos, moradora da comunidade quilombola do Beco de Vó Dola, esses momentos de diálogo são essenciais para ampliar a compreensão sobre o tema. “A gravidez na adolescência é um problema muito comum. Vejo meninas de 15 anos, como eu, que já têm filhos, e em muitos casos os namorados não assumem a responsabilidade, ficando tudo sob responsabilidade da menina. No Brasil, isso acontece bastante. Por isso, acredito que a prevenção é a melhor forma de evitar a gravidez. Tenho aprendido muito aqui, eu mesma tinha dúvidas sobre o tema, e as explicações estão me ajudando”, relatou a adolescente.
Quem também participou das discussões foi a adolescente Mariana Alves, integrante do Nuca e usuária do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Ela destacou como as atividades contribuem para ampliar o conhecimento e a conscientização dos jovens. “A gente acompanha notícias de adolescentes, inclusive com menos de 14 anos, que engravidam. Isso é preocupante, porque o corpo ainda não está totalmente preparado para uma gestação. A responsabilidade de gerar uma nova vida antes de concluir nossa própria formação pode comprometer sonhos, projetos profissionais e até a relação com a família. Conheço casos de adolescentes que, sem apoio familiar, enfrentaram muitas dificuldades. Por isso essas iniciativas são importantes. Elas nos alertam e ajudam muitas crianças e adolescentes a não passarem por esses problemas”, afirmou.
