
Sergipe fecha 2025 com 358.143 trabalhadores com carteira assinada, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira, 29, e analisados pelo Observatório do Trabalho, vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem). O resultado coloca o estado na 8ª posição no ranking nacional de crescimento relativo na geração de empregos na comparação com o ano de 2024.
Com saldo de 15.457 novos postos de trabalho, Sergipe registra um crescimento de 30% na geração de novas vagas na comparação com o resultado alcançado em 2022, quando foram gerados 11.834 novos vínculos. Os resultados evidenciam os impactos positivos de ações estratégicas adotadas pela atual gestão estadual para estimular a economia e a geração de emprego e renda.
Em 2025, a atividade econômica que mais gerou empregos foi o setor de Serviços, com saldo de 8.021 postos de trabalho, seguido dos setores de Construção (3.991) e Comércio (3.973). O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, destacou o bom desempenho de Sergipe e ressaltou a atuação da gestão estadual.
“O resultado demonstra a força do mercado de trabalho sergipano e a efetividade das políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda. Esse desempenho, que coloca Sergipe entre os estados que mais cresceram proporcionalmente no país, é resultado de ações integradas de estímulo à economia, qualificação profissional e aproximação entre trabalhadores e empregadores. Seguimos trabalhando para ampliar as oportunidades, fortalecer a formalização e garantir que esse crescimento continue se refletindo em mais renda e qualidade de vida para a população.”
Ainda segundo os dados do Caged, o sergipano também está ganhando mais. O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.157,62 em dezembro de 2025, um crescimento de 14,82% em relação a novembro de 2025 (R$1.879,07) e de 24,21% em relação a dezembro de 2024 (R$1.737,00).
Como efeito dessa alta, Sergipe registrou um aumento de 9,89 pontos percentuais na participação das classes A (renda acima de 20 salários mínimos), B (renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos) e C (renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos), entre 2022 e 2024, de acordo com levantamento feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O aumento mostra que milhares de famílias melhoraram sua condição econômica, impulsionadas principalmente pela valorização do trabalho e pelo acesso a oportunidades de emprego, permitindo que mais sergipanos deixassem as faixas de menor renda e passassem a integrar a classe média.
O desempenho histórico é resultado de um conjunto de ações que refletem o momento positivo vivido por Sergipe. O Governo do Estado tem ampliado investimentos, fortalecido a confiança dos empreendedores e trabalhado de forma estratégica para atrair novos negócios, criando um ambiente cada vez mais favorável ao crescimento econômico e à geração de novos postos de trabalho. A interiorização das oportunidades também tem sido uma prioridade, garantindo que o desenvolvimento chegue a todas as regiões do estado.
Nesse contexto, programas como o Qualifica Sergipe e o Primeiro Emprego cumprem papel fundamental ao preparar a população para as demandas reais do mercado, com cursos alinhados às necessidades das empresas e foco na empregabilidade. Aliadas a políticas de incentivo e à melhoria do ambiente de negócios, essas iniciativas têm contribuído para a atração de investimentos, a ampliação do emprego formal e o fortalecimento sustentável da economia sergipana.
Marcos do ano 2025
O ano de 2025 consolidou Sergipe como um dos estados com melhor desempenho no mercado de trabalho brasileiro. O estado alcançou o maior número de trabalhadores com carteira assinada de sua história, totalizando 360.527 vínculos formais, segundo dados do Novo Caged de novembro. Esse avanço veio acompanhado da menor taxa de desemprego já registrada, de 7,7% no terceiro trimestre de 2025, refletindo um ambiente econômico mais dinâmico, com ampliação das oportunidades de trabalho e fortalecimento da formalização.
Outro marco importante foi o avanço da inclusão produtiva, especialmente entre jovens e populações em situação de vulnerabilidade. Sergipe tornou-se o 5º estado brasileiro no cumprimento da cota de aprendizagem e o primeiro do Nordeste, registrando também o maior número de aprendizes contratados de sua história.
Esse conjunto de resultados contribuiu para que o estado fosse reconhecido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social como o que mais reduziu desigualdades nos últimos dois anos, após estudo da FGV. Como reflexo desse processo, a partir de outubro, Sergipe passou a ter mais trabalhadores com carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família, evidenciando a transição de milhares de famílias da assistência social para o mercado formal de trabalho.



