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Governo da Bahia celebra potência da literatura trans na Biblioteca Central

O Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado no dia 29 de janeiro, será marcado por um encontro inédito que vai movimentar a Biblioteca Central ...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Bahia
26/01/2026 às 21h55
Governo da Bahia celebra potência da literatura trans na Biblioteca Central

O Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado no dia 29 de janeiro, será marcado por um encontro inédito que vai movimentar a Biblioteca Central do Estado da Bahia. Vozes em Travessia: a palavra e a autoria trans, iniciativa da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA), reafirma o compromisso com as políticas culturais e com a promoção da diversidade, da inclusão e do respeito às identidades de gênero.

Realizado na próxima quinta-feira (29), a partir das 17h, o encontro reunirá autores, autoras, poetas e artistas trans, com a proposta de dar visibilidade à produção literária que atravessa corpo, memória, afeto, espiritualidade e luta, afirmando a potência da autoria trans no cenário cultural baiano e brasileiro. A programação convida o público a participar de conversa com escritores e pesquisadores, além de intervenções poéticas, performances artísticas e apresentações musicais, ampliando o diálogo entre literatura, arte e diversidade.

“O evento é uma evidência do protagonismo e das trajetórias de pessoas trans no mundo acadêmico, da escrita, das letras, da cultura e da arte. São vozes que, infelizmente, muitas vezes são invisibilizadas, mas que conseguem fazer essa travessia, esse remanejo, para se colocar de pé diante do negacionismo e do preconceito enraizado na nossa sociedade. Então, a literatura se torna um gesto político, e nossas obras podem modificar o mundo”, destaca a escritora e doutoranda em Educação, Thiffany Odara.

“Vozes em Travessia: a palavra e a autoria trans”, compõe um mosaico interseccional de experiências que afirmam a potência da literatura trans no cenário brasileiro. São vozes que fazem da escrita não apenas expressão, mas gesto político, recriação de si e de mundos possíveis.

O mês da Visibilidade Trans e a literatura

Comemorado no dia 29 de janeiro, a data simboliza a luta por reconhecimento, cidadania e direitos da população trans no Brasil, e remete à campanha nacional lançada em 2004, que passou a dar visibilidade pública às reivindicações de travestis, mulheres trans e homens trans em um contexto de extrema marginalização social e institucional.

Com Vozes em Travessia: a palavra e a autoria trans, a Bahia amplia o debate sobre diversidade, representação e acesso a espaços institucionais da cultura brasileira, como destaca Sandro Magalhães, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon: “Em um campo historicamente marcado por silenciamentos e invisibilizações, o evento Vozes em Travessia afirma a escrita trans como direito, presença e produção de conhecimento. Ao colocar essas autorias no centro do debate da literatura baiana, reafirmamos que garantir acesso à palavra é cumprir uma missão pública: ampliar vozes, democratizar a cultura e fazer da literatura um território de justiça, diversidade e liberdade.”.

Para Bruno Santana, professor, pesquisador, poeta, escritor e transativista: “Ao afirmar as autorias trans como produtoras de saber, arte e conhecimento, o evento confronta diretamente a lógica transfóbica que insiste em reduzir corpos trans à vulnerabilidade, à exclusão e à morte. Nesse sentido, a proposta da Fundação Pedro Calmon se inscreve como uma aliada fundamental na luta contra a transfobia, ao reconhecer, celebrar e fortalecer a literatura dissidente, afirmando que as palavras trans não apenas resistem, mas constroem mundos, memórias e futuros possíveis”.

Entrelaçada à roda, a programação contará com performances poéticas políticas, que expandem o gesto literário para o campo da ação, do corpo que fala, do corpo que vibra, do corpo que não se dissocia de sua própria poesia.

PROGRAMAÇÃO

Abertura musical: Meg Azevedo (voz e violão) - 17h00

Abertura institucional: Bruno Monteiro, secretário estadual de Cultura, e  Sandro Magalhães, Diretor Geral da Fundação Pedro Calmon - 17h40

Roda de conversa: “A palavra como travessia e a produção de vida” - 18h00

Debatedores: Jenny Müller, Lírio Lira e Adeloyá Oju Bara

Intervenção poética: Kuma França e Sued Hosaná - 18h50

Roda de conversa: “Literatura como gesto político: o que nossas obras fazem no mundo?” - 19h20

Debatedores: Letícia Nascimento, Thiffany Odara e Van Amorim

Performance artística: Máxima do Ébano - 20h10

Atração cultural: Transbatukada - 20h40

SERVIÇO

Vozes em Travessia: a palavra e a autoria trans

Onde: Biblioteca Central do Estado da Bahia – End: Rua General Labatut, 27, Barris

Quando: 29 de janeiro de 2026, das 17h às 21h20

Aberto ao público

Fonte: Ascom/FPC

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