
O Investigador de Polícia Civil Eric Bernard, membro do Serviço Aeropolicial da Polícia Civil da Bahia, concluiu o Curso de Voo por Instrumentos para Helicópteros, formação essencial para operações aéreas em cenários meteorológicos desfavoráveis. O treinamento ocorreu durante 45 dias em Piraquara, no Paraná, em um centro de instrução certificado pela ANAC, e habilita o piloto a conduzir a aeronave com segurança utilizando apenas os instrumentos de bordo, sem referências visuais externas.
Com a certificação, Eric passa a integrar o grupo de pilotos do SAER/PCBA aptos ao voo por instrumentos, o que reforça o trabalho de modernização e profissionalização da aviação policial baiana. Essa habilidade amplia a segurança e a eficiência das missões que exigem atuação em condições críticas.

Atribuições do SAER/PCBA
O Serviço Aeropolicial, vinculado à Coordenação de Operações e Recursos Especiais, foi instituído pela Portaria nº 407 de 5 de setembro de 2023, publicada no Diário Oficial da Bahia em 9 de setembro do mesmo ano. A unidade tem como missão apoiar a Polícia Civil em operações aéreas em áreas urbanas, rurais e de divisas. Atua no transporte de equipes, suporte tático, vigilância territorial, fiscalização, ações de busca e salvamento e na produção de conhecimento estratégico para a inteligência policial. O SAER também cumpre papel relevante na logística operacional e na integração com outras forças quando o emprego de aeronave se faz necessário.

A habilitação IFRH conquistada por Eric Bernard reforça a capacidade do SAER/PCBA de operar em situações complexas, elevando o padrão de segurança e ampliando a resposta operacional da Polícia Civil. O investimento contínuo em formação especializada fortalece a aviação policial e contribui de forma direta para a atuação estratégica em todo o território baiano.
A valorização profissional como pilar para uma segurança pública eficiente
Mesmo com todos esses avanços, é essencial que essa evolução venha acompanhada de uma política salarial que faça justiça ao nível de responsabilidade, preparo técnico e risco que a função exige. A dedicação dos profissionais e o alto grau de especialização necessário deixam evidente a urgência de revisar a forma como a categoria é remunerada, sobretudo porque a política salarial aplicada hoje está entre as piores do país. Essa realidade afeta a motivação, compromete a permanência de talentos e cria um contraste evidente entre o nível de exigência da atividade e o reconhecimento financeiro oferecido.
Um salário compatível não só contribui para manter quadros qualificados como também garante condições mais equilibradas para quem atua diariamente na linha de frente da segurança pública. O empenho individual e o investimento institucional são fundamentais, mas a construção de uma polícia moderna e eficiente também passa pelo reconhecimento concreto de quem sustenta esse trabalho.
