
A eleição para a presidência do Tribunal de Justiça da Bahia foi acirrada, mas se resolveu logo no primeiro turno. Jose Edivaldo Rocha Rotondano recebeu 32 votos e superou com folga o segundo colocado, Jatahy Jr. Após o resultado, afirmou que pretende manter o Tribunal como uma instituição respeitada, moderna e alinhada aos desafios atuais.
Mesa Diretora eleita para o biênio 2026-2028:
Presidente: Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano
1º Vice-Presidente: Desembargador Josevandro Souza Andrade
2º Vice-Presidente: Desembargador Mário Augusto Albiani Alves Júnior
Corregedor-Geral da Justiça: Desembargador Emílio Salomão Pinto Resedá
Corregedora das Comarcas do Interior: Desembargadora Pilar Célia Tobio de Claro
Natural de Santa Inês, Rotondano formou-se em Direito pela Faculdade de Ilhéus. Ingressou no Ministério Público da Bahia em 1984 e atuou por quase três décadas em áreas cíveis e criminais. Também criou projetos sociais voltados à cidadania, como ações de reconhecimento de paternidade e apoio às famílias. Foi promovido a procurador de Justiça e, em 2012, chegou ao TJ-BA pelo Quinto Constitucional.
Ao longo da carreira, acumulou funções de destaque. Presidiu o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, onde também exerceu os cargos de corregedor e vice-presidente. No TJ-BA, comandou a Corregedoria-Geral, conduzindo melhorias administrativas e disciplinares. Em 2024, passou a integrar o Conselho Nacional de Justiça, tornando-se o primeiro desembargador baiano a ocupar uma cadeira no órgão.
Sua trajetória é marcada pela atenção à população mais vulnerável, com iniciativas ligadas à regularização fundiária e políticas de cidadania. Recebeu diversas honrarias pelo impacto social e institucional de seu trabalho.
Após a eleição, Rotondano afirmou que sua gestão será guiada por duas frentes: foco nas pessoas e aumento da produtividade. Entre as prioridades estão o reforço da estrutura de apoio a magistrados e servidores, a ampliação de concursos e o fortalecimento dos canais de atendimento ao cidadão.
O enfrentamento da morosidade processual é um dos pontos centrais. Para isso, propõe criar centrais regionais remotas, capazes de agilizar rotinas administrativas e processuais em todo o estado.
Na área tecnológica, defende o uso responsável da inteligência artificial para aumentar a eficiência do Judiciário. Rotondano ressalta que a tecnologia deve funcionar como apoio, jamais como substituto do trabalho judicial. Transparência, auditoria dos sistemas e previsibilidade dos algoritmos serão pilares dessa modernização.
Outro objetivo é ampliar a articulação com cartórios extrajudiciais, sobretudo em locais onde a estrutura do Tribunal é limitada. Também pretende recuperar indicadores de transparência e fortalecer a Ouvidoria, aproximando ainda mais o TJ-BA da população.
A eleição de José Rotondano representa continuidade com abertura clara para inovação. Seu histórico no Ministério Público, no TJ-BA, no TRE e no CNJ sustenta um perfil experiente para conduzir o Judiciário baiano em uma fase que exige agilidade, tecnologia confiável e compromisso social. Com uma mesa diretora coesa e diretrizes bem definidas, a nova gestão inicia com potencial para modernizar processos, fortalecer a confiança pública e aproximar o Tribunal da sociedade.
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