
A cobertura dada pela TV-Globo ao anúncio da luta entre o pugilista Popó e Wanderlei Silva, lutador de vale-tudo nos Estados Unidos, e à cena deplorável da troca de insultos, socos, cabeçadas e pontapés entre os membros dos entourages das duas equipes no mesmo rinque foi maior que a da 25ª rodada do Brasileirão de futebol e parece ter as seguintes explicações:
1) o triste espetáculo foi patrocinado pela Spaten, cervejaria alemã operada no Brasil pela AMBEV, cujos 3 principais acionistas são tidos como os homens mais ricos do Brasil e desfruta de certas isenções fiscais na Zona Franca de Manaus, ora sob investigação da Receita Federal, que, no atual governo, vem apertando o cerco contra a sonegação fiscal;
2) o atual governo restabeleceu seu voto de qualidade em caso de empate entre seus representantes e os dos contribuintes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) do Ministério da Fazenda no julgamento dos peocessos;
3) a Dívida Pública Ativa da União (o que a União está cobrando de impostos que entende não terem sido pagos, inclusive sobre o que a TV-Globo recebeu nas transmissões da Copa do Mundo) já passa de R$ 3 trilhões, mas as Organizações Globo continuam pressionando o governo a cortar gastos com itens essenciais à sobrevivência da República e defendendo a agiotagem e a jogatina que tanto mal fazem ao país e a 99% de seus habitantes.
Por Boanerges de Castro (Rio).
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