Segunda, 09 de Março de 2026
25°C 27°C
Salvador, BA
Publicidade

2026 será o ano dos ataques aos parentes dos inimigos da direita

Um influencer fascista pregou essa semana nas redes sociais que é preciso agir logo e pegar a filha de Alexandre de Moraes. Esse sujeito só é diferente dos jornalões por ser mais autêntico, sincero e explícito. por MOISÉS MENDES

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: por MOISÉS MENDES
10/01/2026 às 13h12
2026 será o ano dos ataques aos parentes dos inimigos da direita

Um influencer fascista pregou essa semana nas redes sociais que é preciso agir logo e pegar a filha de Alexandre de Moraes. Esse sujeito só é diferente dos jornalões por ser mais autêntico, sincero e explícito.

Moraes já está sabendo que não terá folga em 2026. O Globo não conseguiu as provas da acusação de Malu Gaspar contra o ministro, mas isso pouco ou nada significa para o jornalismo que disputa o prêmio pela sua cabeça.

Não vão deixar Moraes em paz. É a tática das facções da grande mídia já usada contra Lula. O triplex de dona Marisa Letícia, os pedalinhos dos netos de Lula no sítio de Atibaia, os atrevimentos de Janja, a ex-mulher de Toffoli, a mulher de Alexandre de Moraes, o irmão do Lula, o filho de Lula.

Gangues, quadrilhas, facções cercam os parentes para que possam chegar a quem deve ser caçado. Os que se fazem de desentendidos dirão que os filhos de Bolsonaro também são alvos da imprensa e do sistema de Justiça.

Ora, os filhos do presidiário são figuras públicas, todos com mandatos. Ocupam cargos públicos, desfrutam de dinheiro público e têm exposição pública. São investigados por acusações em muitas frentes e alguns deles já deveriam estar presos.

Todos estão impunes, apesar das rachadinhas, dos 50 imóveis comprados com dinheiro vivo, da fantástica franquia de chocolate, das fábricas de fake news, das relações com milicianos, das milícias digitais que funcionavam no Planalto e das ameaças de golpe.

Mas os filhos de Bolsonaro estão fora de pauta. Vão caçar Moraes e Lula em 2026 e prestar serviço indireto aos derrotados de 2022. Vão retomar, como já está acontecendo, as pautas do arcabouço fiscal, da dívida pública bruta, do ‘rombo’ nas estatais e dos parentes deles.

É dureza a vida do jornalismo lavajatista, com o PIB crescendo mais do que o previsto, a inflação sob controle, o nível recorde de emprego, a reversão de parte do tarifaço de Trump e com 69% da população otimista quanto aos planos pessoais para 2026, como mostrou o Datafolha.

O jornalismo das corporações, que se dedica a investigar parentes, foi incapaz de acrescentar uma informação relevante, uma só, ao que recebeu de graça dos investigadores e julgadores do golpe.

Não há uma reportagem média, que não precisaria ser espetacular, sobre o golpe fracassado. A cobertura do 8 de janeiro foi precária. A imprensa do colunismo de intrigas não se dedicou à pauta oferecida pelos que planejaram assassinar Lula.

O jornalismo brasileiro da grande imprensa foi incapaz de tentar contar, fora do que leu no inquérito e todo mundo sabia, o que era e por que falhou o plano para eliminar Lula, Alckmin e Moraes.

Um plano inédito, arquitetado dentro do governo pelo general Mario Fernandes, só se tornou público em detalhes porque as informações foram expostas pelas investigações e pelo julgamento no STF.

Mas o jornalismo preguiçoso das fontes ocultas quer saber tudo dos parentes de Lula e Moraes, porque é assim que funciona o botão do último recurso, quando todos os outros já não respondem: é preciso chegar aos alvos pelas bordas dos familiares.

Flávio Dino está na fila. Gabriel Galípolo é um dos próximos. A velha direita e o novo fascismo se agrupam e se misturam, e as corporações de mídia se integram a esses aglomerados, porque é preciso inviabilizar Lula e conter Moraes.

O influencer que tocou o apito para que a cachorrada cerque a filha de Moraes não é uma excrescência fora da curva do fascismo nesse ambiente, nem uma anormalidade dentro do padrão de comportamento das facções extremistas.

É uma figura já aceita pela direita pelos serviços que presta. Serve para que se compreenda o estágio do novo lavajatismo, em que os interesses da Faria Lima, das milícias, do antigo conservadorismo dos 300 picaretas, das corporações de mídia e do fascismo em crise são quase os mesmos, com diferenças em detalhes sobre a forma de agir.

O arcabouço moral deles todos é o mesmo. A grande imprensa não se constrange em fazer o jogo da extrema direita fracassada, no desatino para encontrar alguém que possa enfrentar Lula.

Repete-se o que aconteceu em 2018. Mesmo que não queira, o lavajatistas dos jornalões trabalham para o bolsonarismo e para tornar 2026 uma versão aperfeiçoada do inferno de 10 anos atrás.

(*) Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre. Escreve também para os jornais Extra Classe, DCM e Brasil 247. É autor do livro de crônicas Todos querem ser Mujica (Editora Diadorim). Foi colunista e editor especial de Zero Hora.

*COMENTE A MATÉRIA E COMPARTILHE, assim você estará apoiando o jornalismo independente.!*

*INSCREVA-SE* no Canal do YouTube do PÁGINA DE POLÍCIA - @tvpaginadepolicia  

Clique no *"GOSTEI"* e COMPARTILHE...:

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
“Bumerangue...” Há 6 dias

JOHN WAYNE ATACA DE NOVO

A minha coluna quinzenal no jornal A Tarde, da Bahia. Carlos Pronzato

“General prussiano” Há 1 semana

Penetra na festa

Ao se incluir no batalhão dos trabalhadores informais, Bruno Reis não mudou em nada os parâmetros da velha política. por Helington Rangel (Professor universitário, economista, jornalista)

ABU SIMBEL E CUBA Há 3 semanas

ABU SIMBEL E CUBA: DUAS MARAVILHAS

Não há mais tempo, diante da monstruosidade norte-americana que ameaça afundar a ilha no seu capitalismo letal, para salvar esta maravilha da História social contemporânea. É hora de que a solidariedade internacional salve Cuba, como salvou Abu Simbel. por CARLOS PRONZATO

Constituição Cidadã Há 2 meses

Entre a Constituição Cidadã e a Insegurança Jurídica

É triste para os operadores do direito (magistrados, membros do Ministério Público e advogados) ver o país vivenciar essa insegurança jurídica, chamada de ativismo judicial. por Ives Gandra da Silva Martins

A NOSSA AMAZÔNIA Há 2 meses

PATAGÔNIA, A NOSSA AMAZÔNIA

A Amazônia, cujo maior território se encontra no Brasil, (e inclui também Peru, Colômbia, Venezuela, Bolívia, Equador, Guiana, Suriname e Guiana Francesa), a maior floresta tropical mundial, resguardo da biodiversidade e do controle do clima do orbe terrestre, podemos dizer que é a nossa Patagônia, assim como esse vasto território no sul do continente, repartido entre a Argentina e o Chile, seria a Amazônia destes dois países.por CARLOS PRONZATO

COLUNISTAS.
COLUNISTAS.
Aqui você encontra profissionais que fazem a diferença trocando experiências e falando de tudo um pouco. Nossos Colunistas são especialmente convidados para dividir com você suas vivências cotidianas em um bate-papo recheado de utilidade e variedade. Os artigos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais iconográficos publicados nesse espaço “opinião” não refletem necessariamente o pensamento do Página de Polícia, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor.
Ver notícias
Salvador, BA
27°
Tempo limpo
Mín. 25° Máx. 27°
29° Sensação
6.09 km/h Vento
76% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
05h37 Nascer do sol
17h52 Pôr do sol
Terça
27° 26°
Quarta
27° 26°
Quinta
27° 26°
Sexta
28° 25°
Sábado
27° 25°
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,20 +0,90%
Euro
R$ 6,05 +0,86%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 382,010,78 +0,55%
Ibovespa
180,915,36 pts 0.86%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Anúncio