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Trabalho técnico-pericial que identificou causa da morte de ambientalista de Sergipe é destaque em conferência no Paraná

Caso, que ocorreu em novembro de 2022, teve repercussão nacional e perícia atestou estrangulamento auto-provocado como causa da morte

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
04/09/2025 às 10h48
Trabalho técnico-pericial que identificou causa da morte de ambientalista de Sergipe é destaque em conferência no Paraná
Fotos: Ascom SSP/SE

Entre os temas apresentados pela Polícia Científica de Sergipe (PCi) durante a Conferência Internacional de Ciências Forenses (InterForensics), está a atuação pericial que contribuiu para a elucidação da morte de Uison de Sá, conhecido como Uilson da Mangabeira, ocorrida em 28 de novembro de 2022. Os laudos periciais revelaram que o ativista ambiental morreu em decorrência de asfixia por estrangulamento auto-provocado, de maneira acidental, oficializando a causa da morte como ‘insuficiência respiratória aguda secundária a um processo de asfixia mecânica por constrição cervical’. O evento, realizado entre os dias 25 e 28 de agosto, aconteceu em Curitiba (PR).

De acordo com o perito criminal Uilames Fernando, a perspectiva inicial trabalhada na investigação apontava para homicídio. “O corpo do ambientalista foi encontrado com mãos, pernas e pescoço amarrados. Depois dos procedimentos feitos no local do fato, requisitamos três exames complementares”, explicou.

Para a perícia, foram feitos exames pelos laboratórios de Genética Forense, Toxicologia Forense e Computação Forense. “Atestamos, então, que o ambientalista não havia consumido bebidas ou drogas e que não havia material genético de uma segunda pessoa nos fios que foram encontrados amarrados ao corpo. Porém, havia fotos de conteúdo sexual nos dispositivos eletrônicos dele”, detalhou o perito criminal.

Além desses exames, a perícia também contou com a análise necroscópica que identificou a causa da morte. “Os exames revelaram que a morte da vítima foi decorrente da amarração feita pelo ambientalista na região do pescoço”, ressaltou o perito, reforçando a circunstância acidental da morte, e desvinculando o óbito de um crime de homicídio.

Pela atipicidade do fato, a PCi de Sergipe foi convidada para apresentação do trabalho pericial realizado em torno da morte do ambientalista. “Por isso, fomos convidados para detalhar o caso junto à comunidade pericial, e a receptividade foi muito positiva, o que demonstra que a Polícia Científica de Sergipe possui um corpo técnico também reconhecido em grande parte do país”, avaliou o perito criminal.

Participação da PCi

Ainda durante a Conferência, a Polícia Científica de Sergipe também contou com a presença do perito criminalístico Nailson Correia, que participou do lançamento do livro ‘Locais de Crime com Explosivos’, do qual é coautor. Já o perito Charles Vargas ministrou a conferência ‘Exposição de manchas de sangue a temperaturas elevadas: do local de crime ao laboratório’, trazendo resultados relevantes para a prática forense e acadêmica. As participações reafirmam o compromisso da PCi com a inovação, a excelência técnica e a difusão de conhecimento na área forense no Brasil.

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