
Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que Romeu Zema (Novo), governador de Minas, quer ser o vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos), gestor do Estado de São Paulo.
"Vou até o fim", disse Zema no Roda Viva de ontem, segunda-feira (25), na TV Cultura. Dos cinco governadores pré-candidatos à sucessão de Lula, Zema é o que tem menos chance de ter o apoio do bolsonarismo. Sem o aval do ex-presidente Bolsonaro é dar murro em ponta de faca.
As pesquisas que chegam ao conhecimento de Bolsonaro apontam Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, como os que podem evitar o quarto mandato de Lula, o governo Lula 4.
A decisão de quem vai ser o vice de Tarcísio cabe a Bolsonaro. Salta aos olhos que o ex-presidente não vai apoiar um presidenciável sem ter a prerrogativa de indicar quem vai ser o vice. Não está descartada a indicação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Romeu Zema só é sincero quando conversa com seus próprios botões. Sabe que a possibilidade de ser vice de Tarcísio é remotíssima. De um a dez, diria que não chega a dois.
O bolsonarismo sabe que Tarcísio é o único representante da direita com força política e viabilidade eleitoral para enfrentar o PT no pleito presidencial de 2O26.
A opção do bolsonarismo por outro nome pode ser interpretada como um sinal de que não confia no governador de São Paulo, de que é melhor perder a eleição do que ter Tarcísio como presidente.
Para o bolsonarismo chamado de raiz, o chefe do Palácio dos Bandeirantes vai dar um chega pra lá no bolsonarismo, obviamente se eleito para o cargo mais cobiçado do Poder Executivo.
Essa desconfiança em Tarcísio de Freitas tem na linha de frente o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, o filho número 3 de Jair Messias Bolsonaro.
Com Tarcísio eleito, deixando de fazer cafuné no seu padrinho político, surge mais um confronto:
Tarcisismo versus bolsonarismo.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 26.08.2025.
(*) MARCO WENSE, advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
- Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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