
Começar logo dizendo que o óbvio ululante é afirmar que Tarcísio de Freitas é o único presidenciável da direita que pode evitar o quarto mandato de Lula.
Em todas as pesquisas de intenções de voto o governador de São Paulo, do Republicanos, aparece como o principal adversário da reeleição do petista-mor.
Da família Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é quem aparece melhor posicionada nas enquetes, na frente do deputado fantasma Eduardo Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro. Todos do PL.
O entrave que atormenta o bolsonarismo que quer Michelle disputando o pleito de 2026 é o começo dos debates, o frente a frente com os adversários. A unânime opinião é que a ex-primeira-dama não está preparada. Em um eventual segundo turno, o tête-à-tête seria mortal.
Os filhos do ex-morador do Alvorada não têm o mínimo de apoio dos colegas do Congresso Nacional, principalmente o que mora nos Estados Unidos, que se considera "pai do tarifaço". Seu "patriotismo" é de mentirinha. Só engana os bolsonaristas incautos.
Venho dizendo que uma declaração pública do ex-presidente Bolsonaro de apoio a Tarcísio está condicionada a duas exigências, obviamente se eleito:
1) trabalhar pela aprovação da anistia pelo Congresso Nacional, o que pode tornar Bolsonaro elegível.
2) o compromisso de não disputar o segundo mandato consecutivo (reeleição). A primeira condição já foi aceita. O tarcisismo não quer nem ouvir falar da outra exigência.
Quanto ao governismo, o chefe do Palácio do Planalto, morador mais ilustre do Alvorada, só não será candidato em decorrência da sua saúde. Do contrário, candidatíssimo.
E se o estado de saúde de Lula não permitir que dispute o quarto mandato? Será uma boa oportunidade de enterrar o corporativismo soberbo do PT, que adora ser apoiado e detesta apoiar.
E quem seria o presidenciável do lulopetismo de outra legenda? Perguntaria o caro e atento leitor. A resposta é Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente da República e três vezes governador de São Paulo, o que provocaria um "duelo" entre dois ex-chefes do Palácio dos Bandeirantes: Alckmin versus Tarcísio.
Última pesquisa do Datafolha diz que em um impedimento de Lula, já há um empate técnico entre o petista Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Akckmin: 29% querem Haddad contra 26% que preferem Alckmin. O detalhe é que o vice-presidente da República subiu de 18% para 26%. Haddad caiu de 37% para 29%.
Concluo dizendo que a campanha presidencial de 2026 vai provocar uma dúvida em relação aos que vão votar vestido de verde e amarelo. Pode ser um bolsonarista ou um petista defensor da soberania, que o Brasil não pode ficar à reboque de forças estrangeiras.
O engraçado é que o bordão "Brasil acima de tudo" já pode ser usado pelo antibolsonarismo. O bolsonarismo substitui o Brasil pelos EUA.
Agora são os EUA acima de tudo: Make America Great Again.
COLUNA WENSE, DOMINGO, 03.08. 2025.
(*) MARCO WENSE é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
# Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
Links das colunas:
Clique no LINK e acesse a Coluna Fonte Segura/PÁGINA DE POLÍCIA, espaço destinado para publicações de artigos dos articulistas do Fonte Segura/Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
*COMENTE A MATÉRIA E COMPARTILHE, assim você estará apoiando o jornalismo independente.!*
*INSCREVA-SE* no Canal do YouTube do PÁGINA DE POLÍCIA - @tvpaginadepolicia - clique no *"GOSTEI"* e COMPARTILHE...:




