
Proposta busca solução para crise de recursos no Planserv
Em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Bahia na terça-feira (27/05/2025), servidores públicos e deputados discutiram alternativas para garantir a sustentabilidade do Planserv, plano de saúde dos servidores estaduais. Crispiniano Daltro, ex-presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia e ex-coordenador da FETRAB, apresentou uma proposta que poderia injetar R$ 800 milhões no sistema, provenientes de contrapartidas bancárias.
Daltro explicou que, desde 2007, o Banco do Brasil vem renovando o contrato com o governo do Estado, pagando uma contrapartida pela gestão das contas, inclusive as "contas-salário" dos servidores públicos.
Na época da assinatura do contrato, em 2007, essa verba foi repassada em média R$ 460 milhões de reais, diretamente às contas do governo, infelizmente, não foi atendido a nossa proposta de ser repassado esses valores diretamente ao PLANSERV, já que se trata tais contas de salários dos servidores públicos, nada mais justo que o repasse venha ser empregados diretamente a benefícios dos servidores públicos, ativos, aposentados e pensionistas, e o Planserv seria a melhor opção que reivindicamos.
No entanto, o governo na última renovação que ocorreu, dentre as propostas, a Caixa Econômica ofereceu R$ 800 milhões. Entretanto, não se tem conhecimento de nenhuma publicação de valores da renovação com o Banco do Brasil. Diante da situação atual do Planserv, quem sabe o governo, atenda que esse recurso seja direcionado diretamente ao plano de saúde.
Falta de transparência e necessidade de mudança
O ex-sindicalista criticou a falta de transparência na publicação desses valores no Diário Oficial, algo que, segundo ele, ocorre em outros estados. "Esse dinheiro é nosso, é fruto do nosso trabalho. Enquanto servidores, deveríamos ter esse benefício revertido em nosso plano de saúde", afirmou.
Durante a audiência, o deputado Rosenberg, representante do governo, mencionou que o Estado precisou aportar R$ 26 milhões neste ano para cobrir despesas do Planserv. No entanto, Daltro argumenta que, com os R$ 800 milhões da contrapartida bancária, o sistema teria um sustento financeiro mais robusto, evitando a necessidade de cortes ou aumento de contribuição dos servidores.
Uma solução em discussão
A proposta de Crispiniano Daltro ressurge em um momento crítico para o Planserv, que enfrenta redução de repasses estatais (de 5% para 2%). Se aprovada, a medida poderia garantir maior estabilidade ao plano, beneficiando milhares de servidores. Agora, a bola está com os deputados e o governo, que precisam avaliar a viabilidade jurídica e financeira da sugestão.
Informações extraídas de vídeo de autoria de Crispiniano Daltro, Policial Civil e ex-presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia.
Confira íntegra do vídeo abaixo:
Vejam essas duas publicações da época – POLÍTICA LIVRE e ASCOM/SEFAZ –, quando o Banco do Brasil assumiu a gestão das contas do governo do Estado, entre elas as nossas contas de salários, que o banco paga ao governo mais de 800 milhões para administrar.
E, ainda assim, somos obrigados a pagar taxas de serviço. São mais de 270 mil servidores públicos que a financeira tem sob controle. Imagine quantos bilhões eles ganham através da nossa força de trabalho.
Portanto, nada mais justo que esse repasse, chamado de contrapartida, venha diretamente para onde nós, servidores públicos estaduais – ativos, aposentados e pensionistas –, decidimosque vá diretamente para: o PLANSERV - o Sistema de Saúde do Servidor Público do Estado da Bahia.
- POLÍTICA LIVRE (BB renova contrato para administrar folha de pessoal do Estado)
- SEFAZ (Conta salário dos servidores vai ser operada pelo Banco do Brasil)
- www.cge.ms.gov.br/ (Governo renova por mais cinco anos parceria com o Banco do Brasil para pagamento dos servidores).
PLANSERV EM CRISE TERMINAL: O colapso da Saúde dos Servidores da Bahia
