
No ano passado, foram os incêndios em todo o território nacional, combinados com barricadas nas comunidades dominadas pelos traficantes emilicianos, uma onda de assaltos sem precedente, a elevação artificial dos preços dos alimentos e o ataque contra o real, fazendo a cotação do dólar bater em R$ 6,33 (hoje está em R$ 5,66).
Tendo vários de seus asseclas sido condenados e estando outros respondendo judicialmente por delitos de várias naturezas, os terroristas resolveram se aventurar por uma ação ainda mais audaciosa e de grande repercussão mundial: a explosão de uma bomba no meio da multidão estimada em 2,5 milhões de pessoas no show de Lady Gaga, sábado à noite, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Objetivo: intimidar quem está defendendo a igualdade de direitos.
Com o objetivo de intimidar quem estava pugnando pela reabertura democrática, uma bomba explodiu na sede da OAB/RJ em 27/8/1980 e ceifou a vida da secretária Lydia Monteiro. Em 12/6/1968, o capitão Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, vulgo Sérgio Macaco, teve a coragem de desobedecer à ordem do brigadeiro João Paulo Bournier de explodir o gasômetro do Rio de Janeiro para botar a culpa nos opositores do regime militar, que eles chamavam de comunistas.
Na véspera da celebração do Dia do Trabalhador de 1981, uma tragédia de idênticas proporções foi evitada por um milagre: a bomba explodiu no colo de um militar que cumpria ordens da ala de extrema-direita das Forças Armadas, com o mesmo objetivo de culpar os "comunistas" pela tragédia.
Em 1987, o tenente de extrema-direita Jair Bolsonaro foi condenado por unanimidade por coronéis por ter planejado a explosão de bombas em quartéis das Forças Armadas. Foi absolvido pelo STM e promovido a capitão.
Na véspera do Natal de 2023, um atentado a bomba no aeroporto de Brasília foi abortado pelas autoridades competentes. Objetivo: intimidação.
No entanto, por falta de coragem ou velada parceria com os terroristas e a bandidagem de todos os tipos e calibres, os governadores de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás e talvez do Rio de Janeiro — todos eles parceiros políticos do Sr. Jair Messias Bolsonaro — continuam se negando a entrar na frente única formada pelas polícias Federal, Rodoviária Federal, Receita Federal, a esmagadora maioria dos governadores e setores atuantes do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Boanerges de Castro
E-mail: boanergesaguiarcastro@gmail.com
(*) Publicado no Jornal A Tarde, (Espaço do Leitor), edição de 06.05.2025.

