Segunda, 07 de Setembro de 2026
25°C 26°C
Salvador, BA
Publicidade

Pedido de Intervenção no Atendimento de Urgência e Emergência na Bahia: Exigência de Regulação Coloca Vidas em Risco

Crispiniano Daltro, servidor público e administrador solicita Ação do Ministério Público da Bahia contra falhas no Sistema de Saúde Estadual.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: Crispiniano Daltro
08/01/2025 às 12h44 Atualizada em 08/01/2025 às 20h04
Pedido de Intervenção no Atendimento de Urgência e Emergência na Bahia: Exigência de Regulação Coloca Vidas em Risco

O Policial Civil e administrador Crispiniano Daltro, servidor público estadual, apresentou ao Ministério Público do Estado da Bahia (MPE/BA) um pedido formal de intervenção no sistema de atendimento de saúde para usuários do Planserv e demais cidadãos em situação de urgência e emergência. A solicitação enfatiza a necessidade de abolir a exigência de regulação prévia e cotas que atrasam o atendimento médico em hospitais públicos e privados conveniados ao SUS, colocando vidas em risco.

Daltro embasa seu pedido no artigo 127 da Constituição Federal, que atribui ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica e dos direitos sociais. O aposentado destaca que o sistema atual desconsidera o princípio da prioridade no atendimento a situações críticas, prejudicando pacientes em estado grave.

Relatos de Casos Reais: A Burocracia que Atrasou o Socorro
Em sua petição, Crispiniano Daltro relata dois episódios pessoais que ilustram as falhas do sistema:

Caso 1 – Acidente de Trânsito
Após um acidente de carro na Ladeira do Arco do Barbalho, em Salvador, Daltro foi atendido rapidamente pelo SAMU. Contudo, a ambulância ficou parada por mais de 40 minutos aguardando regulação para encaminhamento hospitalar. Mesmo estacionada em frente ao Hospital ISBOT, a regulação determinou que ele e sua esposa fossem levados para outro hospital, distante do local do acidente.

Caso 2 – Infarto
Recentemente, Daltro sofreu um infarto e, diante da demora do sistema de regulação, dirigiu-se por conta própria ao Hospital Agenor Paiva. Após cinco dias aguardando vaga em um hospital especializado, foi transferido durante a madrugada para o Hospital Fundação de Cardiologia da Pituba, em uma ambulância precária. Após nove dias internado, foi submetido a um cateterismo e à colocação de um stent.

Críticas ao Sistema de Regulação
Daltro critica duramente o sistema de regulação vigente, apontando que situações de urgência e emergência devem ser avaliadas por médicos, e não por burocratas. Ele alerta que a regulação baseada em pulseiras de cores e cotas administrativas desconsidera a gravidade dos casos e pode ser fatal.

“Recentemente, um cidadão faleceu na sala de espera de um hospital, portando uma pulseira verde que indicava baixo risco. Esse tipo de tragédia é resultado de um sistema que prioriza a burocracia em detrimento da vida humana”, enfatiza Daltro.

Pedido de Ação do Ministério Público
Diante dos relatos, Crispiniano Daltro solicita que o Ministério Público da Bahia intervenha junto ao governo estadual e ao Planserv para garantir que os hospitais atendam casos de urgência e emergência sem a exigência de regulação ou agendamento prévio. Ele reforça que a decisão sobre a gravidade do caso deve ser exclusiva dos médicos responsáveis pelo atendimento.

O pedido inclui as seguintes solicitações:
1. Garantia de Atendimento Imediato – Que os hospitais públicos e privados conveniados ao SUS atendam imediatamente os casos de urgência e emergência.

2. Fiscalização Rigorosa – Que o Ministério Público fiscalize o cumprimento dessa obrigação e aplique sanções administrativas e judiciais em casos de descumprimento.

3. Autonomia Médica – Que os profissionais de saúde tenham autonomia para avaliar e priorizar o atendimento, sem interferências burocráticas.

Conclusão: Saúde é um Direito, Não uma Cota
A petição apresentada por Crispiniano Daltro é um alerta sobre a urgência de reformar o sistema de saúde na Bahia. A exigência de regulação prévia em casos de urgência e emergência é uma prática que fere o direito à saúde garantido pela Constituição Federal e coloca vidas em risco.

O Ministério Público tem o dever de agir em defesa da sociedade, garantindo que o atendimento médico em situações críticas seja imediato e eficiente. Afinal, cada minuto perdido na burocracia pode significar uma vida a menos.  

Vide abaixo solicitação ao MPE:

Morte na Sala de Espera: A Tragédia de José Augusto e o debate sobre Negligência Médica

José Augusto Mota da Silva, de 32 anos, perdeu a vida em circunstâncias que geraram comoção e revolta no Rio de Janeiro e em todo o Brasil. Artesão e garçom, ele dividia seus dias entre a praia de Copacabana e um restaurante na Barra da Tijuca, mas foi na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, que sua história chegou a um fim trágico. Sentado na sala de espera, José Augusto faleceu antes de receber atendimento médico, uma situação que chamou a atenção para questões de negligência e falhas no sistema de saúde pública.

O caso veio à tona através de um vídeo que viralizou nas redes sociais, mostrando o rapaz já sem vida, sentado em uma cadeira da unidade. A família de José Augusto, que reside em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, acusa a UPA de negligência. Segundo Douglas Batista, melhor amigo e responsável por levá-lo à unidade, José Augusto vinha sofrendo de dores intensas no estômago, decorrentes de gastrite. Em consultas anteriores, ele teria recebido apenas medicamentos paliativos, sem que exames mais aprofundados fossem solicitados.

— Nunca pediram um exame específico. Ele já estava muito mal há meses e buscava ajuda, mas sempre voltava para casa com dipirona — lamentou Douglas. Ele também criticou a triagem da UPA, que classificou o caso como de baixa prioridade, mesmo com o paciente apresentando febre e fortes dores.

José Augusto, que era conhecido pela dedicação ao trabalho e pela luta para superar dificuldades, foi enterrado no último domingo em sua cidade natal. Seu caso mobilizou a Comissão de Saúde da Câmara do Rio de Janeiro, a Polícia Civil e o Conselho Regional de Medicina, que abriu uma sindicância para apurar responsabilidades no óbito. O prazo para conclusão da investigação é de 90 dias, mas pode ser antecipado.

O caso de José Augusto traz à tona a fragilidade do sistema de saúde pública, especialmente em relação à avaliação de risco e ao tratamento de condições crônicas. Para muitos, ele se tornou um símbolo das vidas perdidas em meio à falta de estrutura e atenção nos serviços de saúde. A história de José Augusto é um alerta para a necessidade de reformas urgentes que garantam atendimento digno e eficaz a todos os brasileiros.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lógica invertida...? Há 2 dias

E se a lógica fosse invertida? Proposta questiona uso de termos como “complexo” e “território” na segurança pública de Salvador

Administrador e especialista em gestão pública defende uma discussão sobre a forma como regiões da cidade são identificadas pelas políticas de segurança e propõe o fortalecimento de um modelo circunscricional

CONVITE Á REFLEXÃO Há 2 semanas

O INVISÍVEL TAMBÉM PRECISA DO SEU LUGAR

Uma reflexão sobre os trabalhadores que passam despercebidos, mas são essenciais para manter a ordem, o funcionamento dos espaços e o sustento de muitas famílias. por CRISPINIANO DALTRO

Nível Superior Há 1 mês

Nível Superior, Complexidade do Cargo e os Limites da Negociação

“Há um ponto que merece reflexão: muitos dos que hoje defendem o nível superior para Investigadores, Escrivães e Peritos Técnicos ingressaram na instituição quando o cargo exigia apenas o ensino médio e concluíram a graduação somente após o ingresso na carreira.” por CRISPINIANO DALTRO

“14º SALÁRIO” Há 3 meses

Proposta ao STF defende criação do 14º salário para carreiras típicas de Estado

Iniciativa do Policial Civil aposentado Crispiniano Daltro propõe substituir verbas indenizatórias por um modelo remuneratório mais transparente e alinhado à Constituição Federal.

VERBA INDENIZATÓRIA Há 3 meses

SUBSÍDIO, PENDURICALHOS E A “VERBA INDENIZATÓRIA”

A transformação das gratificações em benefícios paralelos e os efeitos da Emenda Constitucional nº 19/1998.     por CRISPINIANO DALTRO

CRISPINIANO DALTRO..
CRISPINIANO DALTRO..
Administrador, Pós graduado em Gestão Pública de Municípios pela Uneb/Ba, coordenador e professor do curso de Investigador Profissional ministrado pela Facceba, ex-Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia - SINDPOC, ex-Coordenador Geral da Federação dos Trabalhadores Público do Estado da Bahia – FETRAB e Investigador de Policial Civil. E-mail: crispinianodaltro@yahoo.com.br | Whatsapp: (71) 99276 - 8354
Ver notícias
Salvador, BA
24°
Chuvas esparsas
Mín. 25° Máx. 26°
24° Sensação
3.64 km/h Vento
77% Umidade
38% (0.36mm) Chance chuva
05h34 Nascer do sol
17h30 Pôr do sol
Terça
26° 25°
Quarta
26° 24°
Quinta
26° 24°
Sexta
26° 24°
Sábado
26° 23°
Publicidade

? LOCALIZAR UNIDADE NA BAHIA

Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,12 +0,02%
Euro
R$ 5,95 +0,03%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 431,596,71 -0,42%
Ibovespa
185,147,16 pts -0.02%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Anúncio