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NÃO CONFUNDA: Chefe de facção não é Líder. Uma Reflexão Necessária

O impacto do uso de termos equivocados na imprensa e a importância de preservar o verdadeiro significado da liderança.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento
12/12/2024 às 22h19 Atualizada em 13/12/2024 às 01h07
NÃO CONFUNDA: Chefe de facção não é Líder. Uma Reflexão Necessária

Gostaria de registrar meus parabéns pela matéria "Liderança: tudo sobre, tipos, importância e principais dúvidas!", publicada no site PONTOTEL, que aborda de forma esclarecedora, a diferença entre líderes e chefes.

Como profissional da segurança pública – policial judiciário estadual da PCBA – e também por minha formação acadêmica em administração, com especialização em gestão pública governamental com ênfase em municípios, sinto-me compelido a discordar veementemente do uso que muitos profissionais da comunicação – jornalistas, repórteres e radialistas – fazem ao denominar integrantes de quadrilhas e facções criminosas como líderes.

Esse termo deveria ser reservado para pessoas que, por mérito e caráter, exercem influência positiva. O uso correto seria algo mais técnico, como chefe.

É comum encontrarmos, em matérias policiais, expressões como: "líder da facção A é eliminado por ordem do líder da facção B". Pergunto: são líderes ou chefes? Esse uso inadequado do termo confunde a sociedade e desvaloriza o verdadeiro conceito de liderança, que é conquistada por ações positivas e pelo exemplo, não pela imposição ou medo.

Por isso, faço questão de destacar a relevância e a didática deste texto. Ele tem o potencial de "invadir" territórios dominados por chefes de redação e inspirar uma reflexão mais aprofundada sobre a responsabilidade dos comunicadores ao escolherem suas palavras. Afinal, é essencial que respeitemos o peso histórico e moral do termo líder, associado a grandes personalidades e a cidadãos de boa fé, formados pelo exemplo e pela educação.

Liderança não se impõe; conquista-se com ações que moldam caráteres e inspiram seguidores. Que este texto sirva como lição e como guia para uma nova abordagem comunicativa, mais justa e honesta, tanto no âmbito público quanto privado. Que ele seja uma peça de cabeceira para aqueles que desejam resgatar os valores ensinados por grandes mestres do passado, onde até a simplicidade da língua escrita continha profundidade e precisão.

Mais uma vez, parabéns aos autores da matéria, que nos trazem a oportunidade de refletir e avançar em direção a uma comunicação mais ética e consciente.

O uso apropriado de termos na comunicação é uma responsabilidade de quem escreve e informa. Classificar criminosos como líderes banaliza um conceito nobre e ofende o legado de grandes personalidades que moldaram a sociedade com suas ações positivas. Que a imprensa adote o rigor necessário para distinguir entre chefes e líderes, resgatando a essência de palavras que carregam tanto significado.

A comunicação não deve apenas informar; deve também educar e inspirar.

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CRISPINIANO DALTRO..
CRISPINIANO DALTRO..
Administrador, Pós graduado em Gestão Pública de Municípios pela Uneb/Ba, coordenador e professor do curso de Investigador Profissional ministrado pela Facceba, ex-Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia - SINDPOC, ex-Coordenador Geral da Federação dos Trabalhadores Público do Estado da Bahia – FETRAB e Investigador de Policial Civil. E-mail: crispinianodaltro@yahoo.com.br | Whatsapp: (71) 99276 - 8354
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