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LULA VENCE, QUEBRA PARADIGMAS E ESCREVE MAIS UM CAPÍTULO DA HISTÓRIA POLÍTICA BRASILEIRA

Contra a força do bolsonarismo, a batalha das redes sociais e os obstáculos ao exercício do voto, o eleitorado volta a colocar a democracia no centro da disputa.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: EDITORIAL/DIVS.
26/10/2026 às 10h03 Atualizada em 26/10/2026 às 10h57
LULA VENCE, QUEBRA PARADIGMAS E ESCREVE MAIS UM CAPÍTULO DA HISTÓRIA POLÍTICA BRASILEIRA

EDITORIAL | PÁGINA DE POLÍCIA | 26 DE OUTUBRO DE 2026

O povo foi às urnas e mudou o rumo da eleição

Avenida Paulista, São Paulo

Encerramento da campanha (2º turno): No sábado, 24 de outubro de 2026, para o último ato de campanha antes da votação.

A eleição presidencial de 2026 entrou para a história. Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, venceu Flávio Bolsonaro, do PL, no segundo turno realizado neste domingo, 25 de outubro, depois de terminar a primeira etapa atrás do adversário.

O resultado contrariou as expectativas de quem acreditava que a vantagem conquistada por Flávio no primeiro turno seria suficiente para garantir sua chegada ao Palácio do Planalto. Lula conseguiu reverter o cenário e conquistar um quarto mandato presidencial, algo inédito na história democrática recente do Brasil.

A vitória tem um significado que ultrapassa a disputa entre dois candidatos. Ela demonstra a capacidade de mobilização de diferentes segmentos do eleitorado, a importância das alianças e o papel cada vez mais decisivo da comunicação digital.

A disputa também deixa uma lição para os partidos: nenhuma candidatura pode considerar o voto popular como propriedade sua. O eleitor pode mudar de opinião, rever suas escolhas e alterar o rumo de uma eleição até o último momento.

O primeiro turno acendeu o sinal de alerta

O primeiro turno, realizado em 4 de outubro, terminou com Flávio Bolsonaro na liderança, com 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.876.617 votos, ou 45,16%.

A diferença de mais de dois milhões de votos colocou a campanha petista diante de um desafio expressivo. O presidente precisava ampliar sua votação, conquistar eleitores que haviam escolhido outras candidaturas e responder à mobilização de um adversário que contava com uma base política consolidada.

A vantagem inicial de Flávio demonstrava que a disputa seria difícil. O bolsonarismo mantinha capacidade de mobilização, presença expressiva nas redes sociais e apoio de lideranças políticas em diferentes regiões do país.

Lula, por sua vez, precisava mostrar que sua experiência política e sua trajetória presidencial continuavam capazes de mobilizar o eleitorado em um ambiente profundamente polarizado.

Foi nesse contexto que o segundo turno ganhou outra dimensão. A campanha deixou de ser apenas uma disputa pela manutenção das bases eleitorais e passou a exigir uma estratégia mais intensa de comunicação, mobilização e conquista de votos.

Oito candidaturas, quatro vitórias: a trajetória de Lula

A eleição de 2026 acrescenta mais um capítulo à longa trajetória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula disputou a Presidência da República em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018, 2022 e 2026. Foram oito candidaturas presidenciais, com vitórias em 2002, 2006, 2022 e 2026.

Em 1989, perdeu para Fernando Collor. Em 1994 e 1998, foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso. Depois de três tentativas frustradas, conquistou a Presidência em 2002 e foi reeleito em 2006.

Após ficar fora da disputa de 2010 e 2014, Lula voltou a concorrer em 2018, quando sua candidatura foi impedida pela situação jurídica daquele momento. Em 2022, derrotou Jair Bolsonaro. Agora, em 2026, venceu Flávio Bolsonaro depois de terminar o primeiro turno em segundo lugar.

A trajetória é marcada por derrotas, retornos e mudanças no cenário político. Mais do que a quantidade de candidaturas, ela mostra a capacidade de Lula de permanecer como uma figura central da política brasileira ao longo de quase quatro décadas.

A virada do segundo turno: quando a mobilização ganhou as ruas

Uma das principais leituras políticas desta eleição é a dimensão da mobilização popular na reta final da campanha.

Durante décadas, as manifestações eleitorais estiveram fortemente associadas às estruturas partidárias, aos sindicatos, aos movimentos sociais e às militâncias organizadas. Esses grupos continuam tendo importância, mas a disputa de 2026 também evidenciou a participação de cidadãos que passaram a se manifestar publicamente, discutir a eleição e defender suas escolhas.

A interpretação de que o movimento popular ganhou amplitude precisa ser acompanhada de uma análise dos fatos, das manifestações registradas e das diferenças regionais. Ainda assim, a participação nas ruas e nas redes sociais se tornou um elemento importante da reta final.

O eleitor não é um espectador passivo. Ele conversa com familiares, compartilha informações, questiona candidatos, participa de debates e pode influenciar pessoas próximas.

Quando esse envolvimento ultrapassa a militância organizada e alcança cidadãos sem vínculo partidário formal, a campanha assume uma dimensão social mais ampla.

A virada eleitoral deve ser compreendida a partir desse conjunto de fatores: mobilização popular, alianças, comunicação digital, avaliação do governo, rejeição aos candidatos e decisão individual dos eleitores.

A principal lição é que nenhuma campanha pode presumir que a preferência demonstrada no primeiro turno permanecerá inalterada. A decisão final pertence ao cidadão.

A revolução das redes sociais: a política mudou

A eleição de 2026 também confirmou uma transformação profunda na maneira de fazer política no Brasil.

Durante muito tempo, as campanhas dependeram principalmente dos comícios, dos programas eleitorais de televisão, das entrevistas e das grandes estruturas partidárias. Esses instrumentos continuam importantes, mas já não conseguem, sozinhos, acompanhar a velocidade da comunicação contemporânea.

O bolsonarismo compreendeu cedo o potencial das redes sociais. A utilização de vídeos curtos, transmissões ao vivo, grupos de mensagens e influenciadores permitiu estabelecer uma relação direta com apoiadores e ampliar a circulação de conteúdos políticos.

O campo petista precisou intensificar sua atuação nesse ambiente. Depois do resultado do primeiro turno, a campanha de Lula ampliou a mobilização digital e passou a disputar com mais intensidade os assuntos que circulavam nas plataformas.

A mudança não se resumiu a publicar mais conteúdos. O desafio era compreender como as mensagens chegam às pessoas, como são compartilhadas e como entram nas conversas cotidianas.

Um vídeo curto pode alcançar quem não acompanha um discurso completo. Uma transmissão ao vivo pode colocar um candidato em contato direto com o público. Uma publicação pode ser compartilhada milhares de vezes e chegar a pessoas que não seguem os canais oficiais da campanha.

A internet também transformou o eleitor em participante da comunicação política. A pessoa que recebe uma mensagem pode comentá-la, contestá-la, compartilhá-la ou produzir seu próprio conteúdo.

A campanha eleitoral passou a ser disputada simultaneamente nas ruas, nos estúdios, nos aplicativos de mensagens e nas plataformas digitais.

André Janones e o poder da comunicação digital |  “Exército de Lula”

André Janones tornou-se uma figura importante na articulação digital em torno de Lula. Sua atuação ajudou a aproximar a comunicação petista de uma linguagem mais direta, popular e adaptada à velocidade das redes.

A mobilização conhecida como “Exército de Lula” simbolizou o esforço para ampliar a circulação de mensagens, responder a ataques, disputar narrativas e incentivar apoiadores a participar do debate público.

A estratégia digital, porém, precisa ser analisada sem atribuir a uma única pessoa a responsabilidade pelo resultado eleitoral. A vitória de um candidato depende de múltiplos fatores, entre eles a avaliação do governo, as alianças políticas, a rejeição ao adversário e a mobilização dos eleitores.

O uso das redes sociais também exige responsabilidade. A mesma ferramenta que amplia a participação pode acelerar a disseminação de informações falsas ou distorcidas.

Por isso, o legado da campanha não deve ser apenas a capacidade de mobilizar pessoas, mas também a necessidade de estabelecer uma comunicação política baseada em fatos verificáveis.

Fake news e a batalha pela informação

A circulação de informações falsas, acusações e conteúdos descontextualizados permaneceu como um dos principais desafios da disputa eleitoral.

Em uma eleição polarizada, uma mensagem pode alcançar milhares de pessoas em poucos minutos, antes que os fatos sejam verificados. Isso aumenta o risco de interpretações equivocadas e dificulta a compreensão dos acontecimentos.

A crítica política é legítima e necessária. O problema surge quando uma acusação sem comprovação é apresentada como verdade ou quando dados são manipulados para induzir o eleitor a uma conclusão.

A atuação da Justiça Eleitoral, das agências de checagem e dos veículos de comunicação é importante para esclarecer informações e preservar a confiança pública.

A responsabilidade também é dos usuários. Compartilhar uma mensagem sem verificar sua origem pode contribuir para a disseminação de conteúdo enganoso, independentemente do candidato beneficiado.

A eleição de 2026 mostrou que a disputa pela informação se tornou parte essencial da disputa pelo voto.

Salvador: o transporte público e o direito de votar

Um dos episódios mais graves do dia da votação ocorreu em Salvador. Denúncias de redução da frota de ônibus levaram a Federação Brasil da Esperança a acionar a Justiça Eleitoral.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou o restabelecimento integral do transporte coletivo e ordenou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil e pelo UOL, a decisão ocorreu após denúncias de que parte significativa da frota permanecia fora de circulação durante o horário de votação. A prefeitura, por sua vez, informou que determinou a liberação dos ônibus, inclusive daqueles que estavam com adesivos considerados irregulares pela legislação eleitoral.

O episódio precisa ser tratado com rigor jornalístico. A existência de uma ordem judicial é um fato, mas a responsabilidade definitiva e a eventual intenção de prejudicar eleitores dependem da apuração pelas autoridades competentes.

O ponto central é que o transporte público não pode se transformar em instrumento de disputa eleitoral. Pessoas que dependem dos ônibus precisam ter condições de chegar às seções eleitorais e exercer seu direito ao voto.

São Paulo e a extensão do horário de votação

Os problemas de deslocamento também entraram no debate em São Paulo e em outras regiões.

As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro solicitaram medidas para ampliar o horário de votação, embora tenham apresentado justificativas e abrangências diferentes para seus pedidos. A campanha petista destacou dificuldades relacionadas ao transporte público, enquanto a campanha adversária também apontou problemas causados por chuvas, alagamentos e falta de energia em determinados municípios.

Diante das circunstâncias, o ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin determinou a extensão do horário de votação até as 19h, no horário de Brasília.

A medida, adotada em caráter excepcional, gerou dificuldades de coordenação porque parte das seções já havia encerrado a votação quando a decisão foi comunicada.

O episódio levantou questões importantes sobre a coordenação entre as autoridades, a oportunidade das medidas emergenciais e a necessidade de assegurar condições iguais de participação.

É legítimo investigar eventuais responsabilidades administrativas ou eleitorais. Mas é necessário distinguir fatos documentados, denúncias das campanhas e conclusões ainda dependentes de apuração.

Garantir o direito ao voto é uma obrigação democrática que deve estar acima das conveniências partidárias.

O Nordeste e a Bahia no centro do mapa eleitoral

O Nordeste voltou a demonstrar sua importância na eleição presidencial. A região possui um eleitorado numeroso e diverso, com diferenças sociais, econômicas e políticas que precisam ser consideradas em qualquer análise.

A Bahia tem peso particular por sua dimensão eleitoral. Durante a apuração do segundo turno, o estado registrou uma votação expressiva para Lula, confirmando a importância de seu eleitorado na composição do resultado nacional.

Esse cenário demonstra que a política brasileira não pode ser analisada apenas a partir das regiões onde a direita possui maior presença eleitoral. A diversidade regional influencia a formação das maiorias e ajuda a explicar por que campanhas nacionais precisam dialogar com realidades muito diferentes.

Não se deve, porém, tratar o Nordeste como um bloco homogêneo. Existem diferenças entre estados, municípios, grupos sociais e eleitores. Cada cidadão toma sua decisão com base em experiências, prioridades e avaliações próprias.

A força eleitoral da Bahia precisa ser compreendida nesse contexto: um estado com grande eleitorado, uma história política própria e capacidade de contribuir significativamente para o resultado nacional.

Os percentuais e totais estaduais definitivos devem ser conferidos diretamente na base oficial do Tribunal Superior Eleitoral antes da publicação da versão final da tabela.

Kassio Nunes fala ao vivo após Lula ser eleito presidente pela quarta vez

O TSE e a confiança nas instituições

A Justiça Eleitoral teve papel central na organização da votação, na fiscalização da propaganda e na análise de pedidos relacionados ao processo eleitoral.

A disputa foi marcada por críticas políticas, questionamentos sobre decisões judiciais e acusações de favorecimento. Essas manifestações precisam ser examinadas com base nos fatos, sem transformar suspeitas em conclusões definitivas.

A composição do TSE também foi objeto de debate. É importante esclarecer que Alexandre de Moraes, que presidiu o tribunal durante as eleições de 2022, foi indicado ao Supremo Tribunal Federal por Michel Temer, enquanto Ricardo Lewandowski, seu vice-presidente naquela eleição, havia sido indicado por Lula. Portanto, não é correto afirmar que os dois foram escolhidos por Bolsonaro.

Em 2026, a presidência do TSE estava sob responsabilidade do ministro Kassio Nunes Marques. As decisões tomadas durante o pleito, inclusive as relacionadas à extensão do horário de votação, devem ser avaliadas a partir de seus fundamentos e de seus efeitos concretos.

A confiança nas instituições não deve depender da preferência política de cada eleitor. Ela precisa estar sustentada em transparência, fiscalização, fundamentação jurídica e respeito às regras democráticas.

Como governar com um Congresso conservador?

A vitória presidencial não significa que o novo governo terá maioria automática no Congresso Nacional.

O fortalecimento dos partidos de direita e centro-direita representa um desafio para a aprovação de projetos e para a execução do programa de governo. Lula precisará negociar com parlamentares de diferentes orientações políticas, construir acordos e estabelecer prioridades.

A articulação com o Centrão e com outras bancadas será importante para aprovar matérias orçamentárias, propostas econômicas e políticas sociais. Essas negociações podem exigir concessões e compromissos que nem sempre coincidem integralmente com as propostas apresentadas durante a campanha.

O Congresso, entretanto, não é um bloco único. Os parlamentares podem assumir posições diferentes conforme o tema, os interesses regionais e as negociações políticas.

O desafio de Lula será transformar o mandato recebido nas urnas em políticas públicas concretas, mantendo o diálogo institucional e respeitando as atribuições do Legislativo.

Governar exige mais do que vencer uma eleição. Exige capacidade de negociação, responsabilidade administrativa e disposição para construir maiorias em torno de propostas.

A vitória pertence ao eleitor

A eleição de 2026 deixa uma lição que ultrapassa os nomes dos candidatos. A mobilização popular, as redes sociais, as alianças e as diferenças regionais demonstraram que a política brasileira continua em transformação.

O resultado também reforça a importância de não subestimar o eleitorado. Nenhum partido pode considerar garantidos os votos que recebeu anteriormente, assim como nenhuma região deve ser reduzida a estereótipos.

A participação popular é fundamental, mas precisa caminhar junto com a responsabilidade na circulação de informações, o respeito às regras eleitorais e a fiscalização das instituições.

O eleitor não entrega um cheque em branco ao candidato eleito. Confere um mandato temporário, que deve ser exercido com responsabilidade e submetido ao controle democrático.

Lula promete mudar a forma de governar e ampliar investimentos em educação, tecnologia e segurança  | Resumo do discurso da vitória — 25 de outubro de 2026

Em seu primeiro pronunciamento após a vitória eleitoral, em São Paulo, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu aos eleitores, aos jovens, às mulheres, aos idosos, aos partidos aliados e ao vice-presidente Geraldo Alckmin. Lula classificou o resultado como uma vitória da democracia e uma derrota da mentira e do negacionismo. 

Principais pontos do discurso
- Mudança na forma de governar: prometeu ampliar a participação popular nas decisões e estabelecer uma comunicação mais direta com a população, especialmente por meios digitais.

- Regulamentação das plataformas digitais: defendeu regras para combater crimes, desinformação e interferências eleitorais nas redes.

- Educação: anunciou a intenção de universalizar o ensino em tempo integral até o ensino médio, ampliar o programa Pé-de-Meia e criar uma versão universitária do benefício.

- Tecnologia e economia: prometeu investimentos em inteligência artificial brasileira, economia digital, energia renovável e infraestrutura de dados.

- Saúde pública: reafirmou o compromisso com o SUS, com a ampliação do tratamento contra o câncer e a implantação de unidades de terapia intensiva inteligentes.

- Meio ambiente: destacou a redução do desmatamento e prometeu manter políticas de preservação ambiental.

- Mulheres, idosos e liberdade religiosa: prometeu ampliar o respeito às mulheres nas políticas públicas, fortalecer o cuidado com os idosos e garantir igualdade de tratamento às diferentes religiões.

- Segurança pública: anunciou maior participação do governo federal no enfrentamento da criminalidade e prometeu reforçar a proteção dos trabalhadores.

- Relação com o Congresso: reconheceu que enfrentará um Legislativo mais conservador, mas afirmou que pretende negociar e trabalhar com os parlamentares eleitos.

- Compromisso com o novo mandato: declarou que pretende dedicar-se integralmente ao governo e realizar, segundo suas palavras, o melhor mandato de sua trajetória. 

A mensagem central
O discurso combinou agradecimento pela vitória, defesa da democracia e promessas de mudanças na gestão. Lula também procurou sinalizar que pretende governar para todos os brasileiros, inclusive aqueles que não votaram nele, ao mesmo tempo que apresentou prioridades para educação, saúde, tecnologia, meio ambiente e segurança pública.

O principal desafio será transformar as promessas em políticas concretas, especialmente diante da necessidade de negociar com um Congresso de perfil mais conservador.

O povo decide, a democracia continua

A eleição presidencial de 2026 ficará marcada pela virada no segundo turno, pela intensidade da comunicação digital, pela mobilização de eleitores e pelos questionamentos relacionados ao transporte público e à organização da votação.

A disputa mostrou que a política contemporânea não pode depender exclusivamente dos métodos tradicionais de campanha. As redes sociais, a comunicação direta e a participação de cidadãos fora das estruturas partidárias ganharam ainda mais relevância.

A força eleitoral do Nordeste, especialmente da Bahia, voltou a demonstrar a importância da diversidade regional. Os desafios do Congresso indicam que a governabilidade dependerá de negociação e diálogo institucional.

Lula conquistou um quarto mandato presidencial depois de uma trajetória que começou em 1989 e atravessou diferentes fases da política brasileira. A vitória representa um novo capítulo de uma carreira marcada por derrotas, retornos e mudanças no cenário nacional.

O resultado pertence aos eleitores que participaram do processo e escolheram seu candidato. A responsabilidade de governar, por sua vez, cabe ao presidente eleito, que precisará responder às expectativas de uma sociedade dividida e enfrentar os desafios econômicos, sociais e institucionais do país.

A democracia não termina quando as urnas são apuradas. Ela continua no respeito ao voto, na fiscalização dos governantes, na liberdade de expressão e na capacidade de resolver divergências dentro das regras constitucionais.

Página de Polícia. Jornalismo que informa e serve.


FONTES E REFERÊNCIAS

  1. Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
    Resultados oficiais das Eleições 2026 e dados de totalização.
    https://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2026-content/divulgacao-dos-resultados-das-eleicoes-2026

  2. Agência Brasil
    Cobertura da decisão do TRE-BA para restabelecer integralmente a frota de ônibus em Salvador.
    https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/tre-ba-determina-retomada-integral-da-frota-de-onibus-em-salvador

  3. UOL Notícias
    Cobertura da ordem de prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador e das medidas relacionadas à circulação dos ônibus.
    https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/10/25/justica-eleitoral-manda-prender-chefe-da-semob-por-reter-onibus-em-salvador.ghtm

  4. UOL Notícias
    Informações sobre os pedidos das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para a prorrogação do horário de votação.
    https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/10/25/quem-pediu-a-prorrogacao-da-votacao-entenda-solicitacoes-ao-tse-e-ao-stf.ghtm

  5. Reuters
    Cobertura internacional do resultado presidencial, da virada de Lula no segundo turno e dos desafios de governabilidade.
    https://www.reuters.com/world/americas/brazil-heads-polls-runoff-between-leftist-lula-bolsonaro-jr-2026-10-25/

  6. Associated Press (AP)
    Cobertura do resultado da eleição presidencial e dos acontecimentos relacionados à extensão do horário de votação.
    https://apnews.com/article/b68d2e2e315644e62de8f6839e8ddcff

  7. CNN Brasil
    Acompanhamento da apuração e dos resultados divulgados a partir dos boletins de urna.
    https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eleicoes-2026-exterior-boletins-urna-flavio-lula/

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CARLOS NASCIMENTO
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Funcionário público aposentado Editor da Revista Página de Polícia e responsável pelos Sites: paginadepolicia.com.br, tokdemia.com.br, oservidor.com e Colunista do blog politicafc.com.br.
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