
Um lenço simboliza a causa. Um exame salva. Esse pensamento norteia um dos movimentos de maior mobilização nacional na área da saúde: o Outubro Rosa. A campanha de 2026 segue baseada na conscientização sobre o câncer de mama, com foco em informação de qualidade, mobilização social e, principalmente, diagnóstico precoce.
Em um cenário em que o Brasil registra cerca de 73,6 mil novos casos por ano, discutir a temática é uma forma concreta de salvar vidas, pois, quando a doença é identificada no início, as chances de cura podem superar 95% em muitos casos, segundo dados de órgãos de saúde pública. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o Brasil registre aproximadamente 79 mil novos casos por ano no triênio 2026-2028. A doença apresenta a maior incidência entre o sexo feminino no país, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma.
Cuidado
Por ser uma das patologias de maior impacto no público feminino, o empenho na prevenção é fortalecido pelo Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) tanto no mês de outubro quanto ao longo de todo o ano. Por meio do programa Ipes Você, a instituição oferece acolhimento humanizado, consultas com mastologistas, exames diagnósticos e tratamento oncológico para as beneficiárias.
Diagnóstico precoce
Para Leilane Barreto, mastologista do Ipesaúde, a detecção precoce é uma das principais aliadas do tratamento, aliada à adoção de hábitos saudáveis. “A mamografia é utilizada como um exame de rastreamento de rotina e orientamos que as pacientes iniciem o procedimento a partir dos 40 anos. Lógico que existem situações em que indicamos a realização do exame um pouco antes, por conta do histórico familiar de câncer de mama. Além disso, quando se fala neste tema, são discutidos sempre os fatores de risco: sedentarismo, má alimentação, alto consumo de produtos embutidos e conservantes, tabagismo e uso de álcool são hábitos que exigem atenção”, comenta.
A especialista também pontuou sobre a importância do Outubro Rosa, que reacende o tema com a atenção necessária para os cuidados preventivos. “A campanha estimula uma atenção maior das mulheres para a saúde das mamas, e isso é muito válido, porque muitas vezes a rotina cheia de compromissos acaba comprometendo a prática preventiva”, acrescenta.
Acolhimento
A importância do acompanhamento preventivo, destacada pela mastologista, faz parte da história da beneficiária Tereza Geane, 56 anos, professora da rede pública estadual. Foi durante exames de rotina que ela descobriu o câncer de mama. “Em 2024, orientada por minha ginecologista, fiz o ultrassom de mama e a mamografia. Logo no ultrassom, foi percebida a presença de um nódulo e fui encaminhada para um mastologista, que foi muito cuidadoso. Iniciamos então todos os procedimentos necessários. Quando a confirmação do tumor aconteceu, foi um choque, mas tive um apoio familiar fantástico e uma sensação de força muito grande dentro de mim. Não pensei duas vezes e de imediato busquei realizar o procedimento cirúrgico”, relata.
Foi durante esse período delicado de saúde que Tereza encontrou no programa Ipes Você acolhimento e assistência especializada para o seu tratamento. “Quando tive o primeiro contato, ao entrar na sala do Ipes Você, senti-me como se estivesse abrindo as portas da esperança. Recebi um acolhimento que jamais esquecerei e digo que encontrei anjos que me deram um imenso suporte durante todo o tratamento de quimioterapia e radioterapia. Graças a Deus hoje estou bem de saúde e sigo com o monitoramento padrão, inclusive usando um bloqueador hormonal por cinco anos, tudo garantido pelo Ipesaúde, ao qual sou bastante grata”, conclui.



