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QUE ELEITOR SOU EU NA FILA DO VOT

Em meio à crise institucional e à guerra de narrativas, o eleitor precisa separar fatos de desinformação e avaliar, antes do voto, o histórico, as ações e a responsabilidade de quem pede seu apoio. Por Marcos Antônio de Souza

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: Por Marcos Antônio de Souza
21/09/2026 às 14h06 Atualizada em 21/09/2026 às 14h19
QUE ELEITOR SOU EU NA FILA DO VOT
Por Marcos Antônio de Souza
A crise no STF e o jogo de desinformações
Após semanas de conflitos internos no ambiente do STF, com um clima de crise ideológica e divergências jurídicas sobre situações processuais em julgamento, e supostas situações descritas como comportamentos interpretados e vistos como atividades de corrupções envolvendo assuntos distintos, más, com suspeita aparente de convergência envolvendo os mesmos réus, de alguma forma mesmo sendo temas diferentes, havendo sempre a tentativa de correlacionar-se e envolver-se em algum momento esses personagens, provocando um verdadeiro jogo de desinformações, as quais vem sendo realimentadas e massificadas por uma mídia marrom sem isenção, e com lado claramente definido e defendido.
 
O desarranjo institucional e os relatórios de inteligência
Assistimos a crise desencadeada no STF, provocando um grande desarranjo institucional tendo como fundamento conteúdos supostamente produzidos e sustentados em comportamentos de ministros, com base em relatórios de inteligência, o qual também em nível de suposição estaria produzindo conteúdos investigativos, ou de espionagem direcionada. Fechando assim o roteiro e apresentando como uma trama digna de reprodução cinematográfica, em que se misturam espionagem, atividades laborais da magistratura, partidarismo político, conflitos de interesses pessoais, distribuídos entre interesses públicos e privados, imobilizando o STF.
 
A crise e a proximidade das eleições
O que nos chama atenção e não podemos deixar de fazer a seguinte observação, em um momento em que o período eleitoral se aproxima, vem toda essa crise tomando uma dimensão dessa magnitude, alimentando ainda mais a orquestração de depreciação da imagem do STF, demonstrando uma vontade voraz de se fortalecer as narrativas negacionistas sobre a importância da Suprema Corte e do Judiciário como um dos pilares da democracia e guardião da Constituição, a cidadania nos ensina que ninguém está a cima dela, mas temos que ter a prudência de separar comportamentos pessoais de importância Institucional de um dos poderes basilares de sustentação de uma nação soberana, haja visto que foi transferido todos os males para o Supremo, desprezando a origem dos causadores do problema, sendo esquecidos e camuflados, na tentativa de esconder além de defender os verdadeiros culpados, como se o envolvimento de ministros do Supremo apagasse a responsabilização dos verdadeiros fomentadores e patrocinadores da grande roubalheira e corrupção do país, alguns envolvidos com o tão combatido crime organizado, todos com nome e CPF encobertos por mandatos no Congresso Nacional, todos envolvidos no mesmo fato, onde se escondem e são defendidos por alguns menos avisados ou informados de forma irresponsável.
 
O uso da “Inteligência” pelas instituições
Na atualidade a retórica geral, inclusive a midiática é o do uso da “Inteligência” pelas instituições principalmente de segurança pública, más desconhecem o uso dessa ferramenta e como ela é utilizada amplamente pelos grandes conglomerados empresariais, instituições públicas e militares, ela está presente em todas as áreas do conhecimento ou produção como um processo concreto de conhecimento e informação com objetivo de munir o gestor, que de posse de seus relatórios são capazes de tomar decisões mais acertadas sobre determinados assuntos, em tese, um setor de inteligência é responsável por produzir relatórios sobre diversos assunto de interesse da corporação a qual faz parte com objetivo de auxiliar seus gestores a tomar decisões, podendo serem acatadas ou não, nesse contexto existem relatórios meramente informativos sobre assuntos de interesse sobre atividades correlatas para conhecimento do que ocorre, sendo adquiridos de diversas formas e de diversas fontes, sem nenhuma aplicabilidade ou valor jurídico, podendo ser produzido e não necessariamente ser assinado por quem o produziu, dependendo da utilização e aplicabilidade do referido documento.
 
Inteligência, procedimentos jurídicos e fontes abertas
Enquanto o relatório produzido para fins jurídicos tem outra forma de produção, ele deve seguir ritos legais como, possuir mandados de busca e apreensão, seguir a cadeia de custódia, entre outros comportamentos legalmente determinado e aceitos juridicamente, existindo outros processos de comportamentos, encaminhamentos e produção dentro da atividade de inteligência, ao contrário da mera correspondência com espionagem de pessoas, considerando que as fontes abertas como os sites de “fofocas”, hoje em evidencia é um grande nicho rico de informações verdadeiras ou não, inclusive sobre autoridades.
 
O eleitor como “reciclador social”
Portanto tomemos como exemplo os garis que recolhem todo o lixo encontrado nas ruas que depositam no mesmo caminhão e os conduz até os aterros sanitários, deixando a cargo das equipes de reciclagem a incumbência de separar aquilo que serve para a reutilização, por isso seja o reciclador social nessas eleições, não reconduza lixos, você pode discernir e separar o lixo político não se deixe enganar por falsas promessas de quem promete o que percebe-se claramente que desconhecem sobre o que estão prometendo.
 
Verificar antes de votar
Vamos verificar quem realmente trouxe verba para seu município sem que os desvios ocorressem, ou aqueles que enviaram tantas verbas sem informar para onde, verifique quem enviou verba para saúde e se foi aplicada ou foi para as suas instituições, empresas ou igrejas, se estão envolvidos nos desvios da merenda escolar, isso serve para qualquer sigla, lado ou corrente partidária.
 
(*) MARCOS ANTÔNIO DE SOUZA.
Investigador de Polícia Civil/Bahia
Formação: 
Licenciatura Plena em Educação Física – UCSAL
Mestre em Segurança Pública, Justiça e Cidadania – UFBA
Especializado em: 
Metodologia do Ensino Superior - FESP/UPE
Prevenção da Violência, Promoção da Segurança e da Cidadania – UFBA
Planejamento Estratégico – ADESG
Inteligência Estratégica – ADESG
 
Gestão da Investigação Policial, do Programa de Desenvolvimento Permanente para Gestores da P. Civil e da P. Técnica – Fundação Luís Eduardo Magalhães/Academia de Polícia Civil
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MARCOS ANTÔNIO DE SOUZA
MARCOS ANTÔNIO DE SOUZA
MARCOS ANTÔNIO DE SOUZA - Licenciatura Plena em Educação Física/UCSAL, Investigador de Polícia Civil/BA, Pós Graduado em Metodologia do Ensino Superior - FESP/UPE, Mestre em Segurança Pública Justiça e Cidadania/UFBA.

Especializações: Prevenção da Violência, Promoção da Segurança e da Cidadania - UFBA, Planejamento Estratégico - ADESG, Especialização em Inteligência Estratégica - ADESG, Gestão da Investigação Policial, do Programa de Desenvolvimento Permanente para Gestores da PCBA e DPT.
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