
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, tem como principal "aliado" o colega André Mendonça. O caro e atento leitor vai ficar estupefato com essa afirmação.
No entanto, faz sentido. Quando quem acusa pode ser alvo de acusação, o acusado, assentado no ditado popular do "telhado de vidro", se fortalece.
A gente sempre houve a seguinte expressão: "Olhe quem está falando!" E aí vem logo à tona outro ditado: "macaco não olha para o próprio rabo".
Os alexandristas querem uma explicação de Mendonça sobre o Instituto Iter, do qual Mendonça era sócio. Foram 52 contratos com instituições públicas sem licitação, um total de R$ 10 milhões.
Outro lembrete ao caro e atento leitor é que Mendonça deixou a sociedade assim que a notícia se tornou pública. Quem "demitiu" o ministro foi a imprensa livre, um dos pilares do Estado Democrático de Direito.
O ministro Flávio Dino pediu explicações sobre o elo entre o Instituto Iter com o Banco Master. Com efeito, Daniel Vorcaro teve um encontro com Mendonça na sede do instituto.
Ora, ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que Mendonça, o terrivelmente evangélico, e Morais, o terrivelmente careca, colocam o viés político acima das normas jurídicas.
A imparcialidade, imprescindível para um julgamento justo, termina indo para a sarjeta. O que prevalece é o sentimento de vingança assentado nesse "viés político", nessa odienta polarização lulismo versus bolsonarismo.
Ou se faz uma urgente e profunda reforma no Judiciário, principalmente em relação à indicação para o STF pelo presidente da República de plantão, ou tudo vai continuar como dantes do quartel de Abrantes.
Que tristeza, hein! Os Poderes da República cada vez mais apodrecidos. O preceito constitucional da harmonia e independência entre os Poderes foi jogado na lata do lixo.
O pior, no entanto, é a queda brusca e preocupante na credibilidade da nossa instância máxima do Poder Judiciário.
Concluo fazendo um apelo (que também serve como um conselho) para André Mendonça: Deixe DEUS em paz, não coloque ELE nesse lamaçal.
Usar o nome de DEUS em vão é um grave pecado.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 16 DE SETEMBRO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.


