
Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo, será recebido na Bahia por João Roma, do mesmo abrigo partidário do número 1, e Angelo Coronel (Republicanos), ambos candidatos ao Senado.
Roma é o presidente estadual do PL, cria política de ACM Neto. Angelo Coronel, ex-integrante da base aliada governista, é compadre do senador Otto Alencar, comandante-mor do PSD da Boa Terra.
Otto foi um dos responsáveis pela defenestração, sem dó e piedade, do Coronel da majoritária lulopetista, que ficou rotulada de puro-sangue. Não se faz mais "compadre" como antigamente.
ACM Neto (União Brasil), principal adversário da reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), lançou mão do argumento de que não pode deixar de ter Ronaldo Caiado (PSD) como seu candidato à Presidência da República, um ex-companheiro de legenda e grande amigo.
O chega pra lá de ACM Neto no primogênito do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro é irreversível. Para o netismo, Flávio Bolsonaro é uma espécie de "patinho feio".
O problema desse chega pra lá no número 1, que adora atirar nos próprios pés, como se fosse adversário dele mesmo, Flávio versus Flávio, é a insatisfação do bolsonarismo, principalmente o chamado de raiz, com a posição de ACM Neto. Já tem até bolsonaristas dizendo que só vão votar para o Senado.
Que situação, hein! Já venho dizendo que ACM Neto vive o dilacerante dilema do "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Uma declaração pública de apoio a Flávio Bolsonaro seria mortal para a campanha. Lembrando que o Estado da Bahia está entre os mais lulistas.
Concluo dizendo que a "tábua de salvação" de ACM Neto é a candidatura de Ronaldo Caiado. Ficar ao lado de um Flávio Bolsonaro em um colégio eleitoral lulista é desaconselhável.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 18. 08.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.




