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“Destruíram minha carreira”: ex-Investigador acusa esquema de perseguição dentro da Polícia Civil da Bahia

Ex-Investigador da Polícia Civil afirma ser vítima de perseguição institucional e denuncia suposta omissão do Ministério Público da Bahia e irregularidades na Corregedoria da SSP-BA. De acordo com o ex-servidor, sua demissão foi baseada em processos administrativos irregulares, cujos desdobramentos ainda aguardam esclarecimento pelas autoridades competentes. por ASSIS CASTRO DE OLIVEIRA

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: por Assis Castro
27/07/2026 às 11h51 Atualizada em 27/07/2026 às 12h11
“Destruíram minha carreira”: ex-Investigador acusa esquema de perseguição dentro da Polícia Civil da Bahia

Assis Castro Oliveira foi demitido em 2018 por suposto abandono de serviço, em decorrência de dois processos administrativos que, segundo ele, tratavam do mesmo objeto e seriam fraudulentos. Afirma que jamais deixou de comparecer ao trabalho e que isso pode ser comprovado por documentos da Superintendência de Recursos Humanos (SUPREV), os quais, segundo sua versão, foram ignorados pelo órgão de correição e pelo Ministério Público.

Segundo o ex-servidor, tudo começou em 2013, quando foi preso por um crime que afirma não ter cometido. Ele relata que, durante esse episódio, foi obrigado a ficar nu e retirar suas roupas dentro de uma delegacia da Polícia Civil.

Ainda de acordo com Assis Castro Oliveira, as imagens das câmeras de segurança desse episódio teriam sido extraviadas no próprio órgão de correição.

O ex-investigador também afirma que foi "alocado" em um quartel da Polícia Militar por meio de um ofício assinado por um delegado que, segundo ele, não possuía competência para praticar esse ato. Sustenta que foi colocado em desvio de função, exercendo atividades de telefonista em um call center, sem qualquer publicação no Diário Oficial.

Ele relata ainda que era obrigado a prestar continência e até mesmo a lavar banheiros, situação que considera um verdadeiro absurdo. Afirma também que foi impedido de participar de escalas extras e de cursos de qualificação na Academia da Polícia Civil. Na sua avaliação, todos esses fatos decorreram de perseguição institucional.

O ex-servidor declara ainda ter denunciado uma suposta tentativa de extorsão envolvendo a estrutura estatal, mas afirma que o caso teria sido negligenciado pelo Ministério Público.

Segundo sua versão, todos os envolvidos em seu processo de demissão continuam exercendo suas funções. Ele também faz acusações de suposta participação de alguns deles em crimes como falsificação de documentos públicos, prevaricação, peculato, furto, associação criminosa e favorecimento ao tráfico de drogas. Até o momento, essas alegações dependem de apuração e eventual confirmação pelas autoridades competentes.

Na avaliação de Assis Castro Oliveira, um membro do Ministério Público da Bahia teria perdido sua independência funcional após o afastamento de sua ex-chefe por corrupção, assim como o então secretário da Segurança Pública, delegado da Polícia Federal, que também foi posteriormente afastado por corrupção. O ex-servidor afirma que vem buscando atendimento junto ao Ministério Público há anos, mas que nunca foi recebido.

Por fim, Assis Castro Oliveira acredita que sua situação reflete a crise enfrentada pela segurança pública, que, em sua opinião, decorre da falta de moralidade e de respeito aos princípios da administração pública.

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