
Pesquisa do Datafolha, divulgada ontem, sexta-feira (24), afeta o otimismo do PT de que Lula pode ser reeleito no primeiro turno.
Com a sequência de escândalos envolvendo Flávio Bolsonaro, o lulopetismo esperava um resultado melhor na enquete, com uma frente maior de Lula sobre o número 1.
O placar do primeiro turno, a favor do petista-mor, foi de 40% versus 32%. O PT dava como favas contadas uma pontuação acima de 40 pontos percentuais.
No entanto, o que mais preocupou o lulopetismo foi o resultado das intenções de voto no segundo turno, Lula com 48% e Flávio 43%, o que fortalece a opinião de que a disputa vai ser acirrada, não mole-mole como imaginam os petistas.
A boa notícia para o PT e os partidos aliados está nos eleitores chamados de independentes, que não são lulistas e nem bolsonaristas. Essa parcela considerável do eleitorado pode decidir o pleito, principalmente diante de uma eleição polarizada.
Nesse universo de eleitores independentes, Flávio teve uma queda de 7% em relação a pesquisa anterior. Tinha 38%, agora 31%. Lula cresceu 8 pontos, de 32% para 40%.
Essa diferença entre os eleitores independentes a favor de Lula tende a aumentar com as graves denúncias contra o primogênito de Jair Messias Bolsonaro.
A conclusão da pesquisa é de que Flávio Bolsonaro, mesmo envolvido em vários escândalos, vivendo seu pior inferno astral, continua competitivo.
O bom conselho para o PT e o lulismo é deixar a soberba de lado, dando um chega pra lá no desaconselhável "já ganhou". Surpresas e sobressaltos são ingredientes inerentes ao movediço, cruel e traiçoeiro mundo da política.
Lembrando ao caro e atento leitor que Flávio Bolsonaro, com a convenção de hoje do PL, passa a ser um candidato investigado pela Polícia Federal.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.
COLUNA WENSE, SÁBADO, 25 DE JULHO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.




