
O ENTÃO GOVERNO BOLSONARO TEVE TAMBÉM SEU "PACOTE DE BONDADES".
Dois ditados populares tomam conta da política brasileira e dos chamados "homens públicos":
1) "macaco não olha pro rabo".
2) "quem tem telhado de vidro não joga pedra no telhado do vizinho".
É impressionante como os ditados se encaixam como uma luva no cenário político. Costumo dizer que os menos espertos dão beliscão em azulejo. E com as unhas grandes.
Nesse ponto, deixando de lado as pouquíssimas exceções, tanto faz ser parlamentar da esquerda, direita, centro e suas variantes, ligado ao lulopetismo, bolsonarismo ou outra corrente política.
Vejamos o exemplo do rotulado "pacote de bondades" do governo Lula, com o objetivo de melhorar a performance do petista-mor nas pesquisas de intenção de voto, na preocupante rejeição, que já passa dos 50%.
Os bolsonaristas estão criticando o "pacote de bondades". O principal argumento é que a situação fiscal vai se agravar, que o governo está sendo irresponsável, gastando sem se importar com as consequências.
Ora, ora, o governo Bolsonaro, de olho na reeleição do então morador do Alvorada, fez a mesma coisa. Em 2022, ano eleitoral, o Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família, aumentou de R$ 400 para R$ 600.
A justificativa do bolsonarismo foi a mesma que o lulopetismo usa hoje para o "pacote de bondades": atender os mais humildes, os mais necessitados, diminuindo o abismo entre pobres e ricos. Esses são os que mais usufruem dos cofres públicos.
Condenar o "pacote de bondades" é de uma gigantesca hipocrisia. Encerro o comentário escolhendo o ditado popular de que "macaco senta no próprio rabo para falar do outro".
Coisas da política, como dizia o saudoso jornalista Castelo Branco na sua imperdível e conceituada coluna no então Jornal do Brasil.
PS - Segue abaixo, ipsis litteris, o que disse o então presidente Bolsonaro sobre o aumento do "Auxílio Brasil".
"Vivemos momentos difíceis no nosso Brasil e no mundo. Uma inflação, um aumento de preços que atinge todo o globo. O mundo todo. Mas isso a gente supera".
Qualquer semelhança com os dias de hoje não é mera coincidência.
(COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 08.04.2026).
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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