
A Secretaria de Estado da Educação (Seed), por meio do Departamento de Alimentação Escolar (DAE), realiza um trabalho contínuo para assegurar a qualidade da alimentação na rede pública estadual de ensino. A iniciativa envolve planejamento, acompanhamento técnico e a atuação de nutricionistas na elaboração de cardápios equilibrados, adequados a cada etapa de ensino, reforçando o compromisso do Governo de Sergipe com o bem-estar e o desempenho dos estudantes.
Com mais de 40 técnicos, o DAE garante a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) nas escolas sergipanas. A equipe está concentrada entre os setores de distribuição de alimentos, supervisão e avaliação, controle fiscal, gabinete e nutrição, contando com 27 nutricionistas, dos quais 12 atuam no DAE e 15 nas Diretorias Regionais de Educação (DREs).
Segundo a diretora do DAE, Lucileide Rodrigues, a atuação das nutricionistas fortalece a alimentação escolar como instrumento de educação, saúde e desenvolvimento. “Os nutricionistas têm papel fundamental no Departamento de Alimentação Escolar, especialmente no fortalecimento das ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), que é um dos principais focos do setor. Mais do que planejar cardápios, esses profissionais contribuem para formar hábitos alimentares saudáveis nos estudantes, integrando a alimentação escolar ao processo educativo. Assim, sua atuação contribui diretamente para que a alimentação escolar seja não apenas uma refeição, mas também uma ferramenta de educação, saúde e desenvolvimento, em conformidade com as diretrizes do PNAE e do FNDE”, afirma Lucileide.
Por meio do setor de Nutrição, o DAE realiza o planejamento e o acompanhamento técnico da alimentação nas unidades de ensino, conforme as diretrizes do Pnae. Os nutricionistas elaboram e supervisionam os cardápios, garantindo o equilíbrio nutricional das refeições, a qualidade dos alimentos e a orientação sobre boas práticas de manipulação, além de acompanhar a execução do programa nas escolas.
O trabalho ocorre em parceria com as merendeiras, que recebem orientações e capacitações sobre preparo e oferta dos alimentos. No dia a dia, elas são as responsáveis pela execução dos cardápios, o que contribui diretamente para a qualidade da alimentação.
Na elaboração dos cardápios, o setor considera as necessidades por faixa etária, o tempo de permanência dos alunos, a cultura alimentar regional, a sazonalidade e a oferta da agricultura familiar, além da viabilidade nas unidades. Também são observadas situações específicas, como alergias, intolerâncias e restrições médicas, permitindo adaptações quando necessário.
Camarão na merenda
A Seed também busca garantir a regionalização na alimentação dos estudantes. Com esse objetivo, a pasta oferece o camarão na merenda escolar por meio do programa Filé de Camarão na Alimentação Escolar. Desenvolvida pelo DAE, a iniciativa assegura a presença do alimento nos cardápios das 146 escolas de tempo integral da rede estadual, distribuídas nas 10 DREs. Fornecido por cooperativas que atendem aos padrões de qualidade exigidos, o camarão fortalece a economia local, amplia o valor nutricional das refeições e valoriza a identidade cultural de Sergipe.
Segundo Dayanne Marques, responsável técnica pelo setor de Nutrição do DAE, sua repartição tem responsabilidades que vão além da garantia das refeições oferecidas aos alunos. “Depois de ter o cardápio pronto, a gente acompanha a execução dele. Nós elaboramos cartilhas com orientações técnicas para a equipe, sobre como preservar a qualidade dos alimentos, como mantê-los dentro do estoque, como recebê-los dos fornecedores etc. E, além dos nossos nutricionistas, também contamos com o apoio de estagiários nas escolas integrais de Aracaju. Em algumas escolas que têm muitos alunos com necessidades especiais, nós disponibilizamos um estagiário para que fique à frente e possa ajudar com algumas informações”, explica Dayanne.
No Centro de Excelência Profa. Maria Ivanda de Carvalho Nascimento, em Aracaju, as refeições são preparadas diariamente com cuidado e seguindo os padrões nutricionais para atender aos mais de 500 alunos da unidade. Diretora da unidade escolar, Adriana Hora destaca a qualidade da alimentação oferecida aos alunos. “Já são 14 anos de gestão nessa unidade e muita evolução observada, tanto por parte do FNDE, como pelo Governo do Estado. Hoje a gente tem uma diversidade em proteínas, como camarão, carne de porco, carne do sol, filé de frango, e a gente está oportunizando, também, servir proteína no lanche da manhã. E além disso, temos o recurso direto que vem para a escola, para a gente comprar os complementos. Está ficando mais amplo, né? Hoje a gente pode comprar coisas que antes não podia e que não deixava a alimentação tão saborosa”, compartilha.
Para a merendeira da escola, Rosângela Barreto Oliveira, que trabalha na unidade há 15 anos, poder preparar a refeição de tantos estudantes é uma responsabilidade assumida com dedicação e carinho. “É uma atividade que dá muito trabalho, mas que a gente faz com toda a satisfação. Nós fazemos um café da manhã reforçado, com cuscuz, batata ou inhame, com ovos ou frango cozido, porque os meninos gostam muito de molho. Toda carne que a gente faz, nós colocamos bastante, porque eles adoram. E eles comem muito bem, graças a Deus”, diz a merendeira.
Estudante da 2ª série do Ensino Médio do Centro de Excelência Maria Ivanda, Helloizy Gomes também avalia de forma positiva as refeições oferecidas pela unidade. “Eu estudo aqui desde 2023 e a cada ano só melhora. Eu tenho algumas restrições alimentares, como camarão e coisas do tipo, e mesmo com isso, consigo me alimentar muito bem. Sempre tem uma segunda opção e é tudo sempre bem cuidado, bem temperado, parece que eu estou comendo na minha casa”, comenta a aluna.
Para além dos alunos e equipe escolar, a alimentação escolar também é aprovada entre os pais e responsáveis. Esse é o caso de Natara Menezes Andrade, mãe do aluno Luckas Ryan Menezes, aluno da 2ª série do Ensino Médio da escola. “O Centro de Excelência Professora Maria Ivanda oferece refeições equilibradas, ricas em nutrientes e em várias opções. Meu filho não come de tudo, mas a escola oferece opções para que ele e outras crianças não fiquem sem se alimentar. Percebo que meu filho tem disposição e foco para as aulas, e para nós aqui, de casa, saber que ele está recebendo uma comida de boa qualidade na rede estadual traz a tranquilidade de que ele tem se alimentado bem”, expressa.







