
“Essa homenagem representa amor e esperança. E eu sempre priorizo esse sentimento, porque o paciente oncológico vive dela, da esperança de dias melhores e de mais qualidade de vida. Hoje eu posso dizer que o câncer tem tratamento. É possível conviver com a doença quando existe assistência, cuidado e acesso à medicação”, destacou a paciente oncológica Edilma Maria dos Santos.
Diagnosticada em 2017 com câncer de mama avançado com metástase, Edilma transformou sua trajetória em um símbolo de resistência e solidariedade. Ela foi homenageada nesta sexta-feira, 13, no Hospital do Câncer de Sergipe Governador Marcelo Déda (HCS) e no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse).
Edilma iniciou o tratamento no Huse, onde conheceu o enfermeiro Aldair Morais. Ele relembrou o primeiro contato e ressaltou a força demonstrada pela paciente ao longo dos anos.
“Eu a conheci quando recebi o relatório dela na oncologia, na época em que eu era gestor do Huse. Enfrentar um câncer já é difícil, e enfrentar um câncer em tratamento paliativo exige ainda mais força. Ver Edilma há nove anos lutando, vivendo, acolhendo outras pessoas e mantendo essa luz é algo que precisa ser celebrado. Muitas vezes, mesmo precisando de apoio, é ela quem está ajudando os outros. Essa homenagem foi uma forma de reconhecer essa trajetória e de mostrar que cada dia vivido com dignidade e coragem merece ser celebrado”, afirmou.
Ao longo dos anos, Edilma também destacou os avanços na rede pública estadual de saúde, especialmente com a inauguração do Hospital do Câncer de Sergipe, que ampliou a estrutura e a organização da assistência oncológica no estado.
“A radioterapia, que antes tinha filas enormes, hoje está organizada. As medicações estão mais regulares. Ainda existem desafios, especialmente em relação a medicamentos que dependem de incorporação federal, mas avançamos muito. O Hospital do Câncer é um sonho realizado para todos nós que precisamos de um lugar qualificado para realizar nosso tratamento”, pontuou.
O que começou como uma busca individual tornou-se uma causa coletiva. Edilma passou a orientar outros pacientes oncológicos sobre seus direitos, auxiliando na busca por informações, atendimento e acesso a medicamentos, tornando-se referência para pessoas que enfrentam o diagnóstico e necessitam de apoio em um momento de grande vulnerabilidade.







